De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 15:20
curioso... tudo o que é nitidamente da corrente analítica é aprovado por si. E acha este melhor que o do 10º? Esperemos que sim, porque o do 10º nem o programa cumpre. Uma coisa é gostarmos de lógica, outra é o programa de 10º exigir que se dê. E não exige.
Deixe-me adivinhar oque vai acontecer a seguir.. depois de controlar os conteúdos programáticos, o próximo paso será, com toda a certeza, lutar ara que um novo programade Filosofia se forje e que a equipa liderada por Manuela Bastos desapareça. Futorologia? Os tentáculos analítico, como alguém já referiu, andam por aí...
Nota- O Arte de Pensar não cumpre escrupolosamente o programa, como tanto se reforça. ir a Londres a uma qq livraria fará com que tenhamos partes "mesmissimas" do Arte com a única diferença de que aquelas se encontram no seu original em inglês. Como diria saudoso Pessa: e esta.. hein?
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 15:21
NotA: PASSO
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 16:22
E já agora, a respeito de lógica: como se consegue essa habilidade fantástica de considerar como igualmente isentos de erros, manuais que afirmam a existência de 24 formas silogísticas válidas (ou 19 válidas e não redundantes) e outros que as reduzem a 15?! (Para responder a este post é melhor ir a correr chamar o Mestre...)
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 16:41
Caro (IP: 62.169.98.35),
Não está a contar com as reformulações que a lógica de aristóteles sofreu com os medievais e na maioria dos casos é aquela que aparece nos manuais, senão não afirmava o que afirmou.
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 17:56
Acho que há por aí um equívoco. As redução a 15 regras que o Arte apresenta resulta das críticas que os contemporâneos apontam à lógica aristotélica (isto é, à lógica de Aristóteles reformulada pelos medievais). Mas o ponto nem sequer é este, mas o facto de poderem coexistir, como igualmente isentos de erros e igualmente fantásticos e perfeitos, manuais que classificam ora de válidos, ora de inválidos, os mesmos silogismos (por exemplo, os silogismos AAI da 3.ª figura), sem que isso seja apontado (pelo menos como um aspecto a harmonizar) pelo crítico maior de manuais deste país. Mas isto é lógica aristotélica e não interessa nada, não é assim?!
IP: 62.169.98.35
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 18:38
Caro Anónimo,
Não sei quem é o maior critico de manuais, se eu, se o anónimo. O anónimo não pode realmente ser o maior crítico de manuais se estudar pelos erros que eles têm e não pensar muito nas coisas.
Se está preocupado com lógicas que classificam as mesmas inferências como válidas e outras como inválidas, então tem de estar preocupado com o mais grave: o facto de as inferências dadas como válidas na lógica aristotélica, como AAI serem realmente inválidas. Isso foi ensinado assim durante anos sem se saber. Se foi o Arte quem nos alertou em 1º? Sim foi, e daí? Isso é que faz também dele um bom manual.
Além disso, a lógica proposicional sempre foi ensinada em alternativa à de aristóteles, mas estas duas são incompatíveis: o que numa é válido, na outra não é.
E basta ler o arte para se ver que nenhum estudante vai ficar confundido.
Todos vão perceber que quem declarar que AAI é válido é porque ou exclui classes vazias ou é tolo. E é curioso que poucas pessoas – incluindo-me a mim – sabiam disto até pegarem no arte e pensar no sentido das coisas.
Mas compreendo que lhe provoque dor de alma que aquilo que faz com 8 regras, o Arte consiga fazer com apenas 4. Se um professor quiser, pode não usar a regra 5, e aí AAI é válido, desde que exclua classes vazias.
Caramba, então o colega nunca teve sequer um aluno que tenha topado que 8 regras são redundantes? Eu já tive. E as 4 regras não são redundantes e fazem o mesmo que as 8. Até os alunos conseguem ver isto, menos os autores de manuais. E isso é que é interessante. É que você meteu-se logo pelo pior caminho. Na lógica o Arte de Pensar é incomparável. Nem os melhores manuais chegam perto do Arte. E nós, professores, devíamos também pensar um bocado sobre as coisas e deixar-nos, isso sim, de parcialidades estúpidas.
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 23:32
Nunca esteve em questão a redução das 8 regras tradicionais a três, quatro, cinco ou seis regras (a oferta, a este nível, desta vez, é variada; basta folhear os diversos manuais) até porque não é, sequer, uma ideia original.
Não tenho qualquer desejo de fazer “desaparecer” a minha amiga Manela Bastos. E é muito feio que apareçam uns anónimos tolos a querer inventar uma guerra entre “analíticos” e “sintéticos” que só nas suas cabecinhas tolas existe. Não há qualquer guerra, eu não quero qualquer guerra, e os meus colegas autores de outros manuais e de programas não querem qualquer guerra. O que há é pessoas muito incomodadas com o apontar de erros científicos graves. Mas eu não vejo qualquer gravidade nisso. Qual é o problema de as pessoas fazerem erros? Problema é não serem corrigidos ou, quando os tentamos corrigir, reagir-se histericamente a inventar guerras tolas. Quando a Manela ou qualquer outro colega meu, incluindo anónimos, me apontam erros no meu trabalho, eu vou corrigi-los. Ponto. Ninguém é perfeito e só com a atenção crítica dos colegas podemos fazer melhor.
O Arte não é um manual “analítico”, e quem conhece a bibliografia inglesa sabe bem que não encontra os conteúdos do Arte nos livros ingleses, expostos daquela maneira. E mesmo que encontrasse, isso seria um problema porquê? Filosofia não é futebol. Não se trata de ver quem ganha: a equipa francesa ou inglesa. O importante é que ganhe os alunos e a excelência do ensino da filosofia. O resto é poeira atirada ao ar para confundir incautos.
Como já referi noutro comentário, penso que é saudável haver vários manuais com várias abordagens. Não gostaria que todos os manuais fossem iguais ao Arte, como na verdade antes do Arte praticamente todos os manuais eram iguais. O Arte apareceu como uma alternativa. Quem gosta do Arte adopta o Arte, quem não gosta adopta qualquer outro. É simples. Esta agressividade anónima é pura e simplesmente descabida. Precisamos é de cooperação e vontade de fazer melhor, e não de guerras inventadas e teorias da conspiração idiotas.
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 15:34
Rolando, embora se trate de um tema que não está no topo das minhas preferências para tratar no 11º ano, é um tema central de qualquer leitor reflexivo e preocupado com a ciência, a sociedade e o rápido desenvolvimento da biotecnologia. Implica considerações éticas, bioéticas, de ética médica, saúde pública, filosofia do direito, filosofia política e ciência política. Talvez seja algo parcialista no modo como aborda a problemática, mas ainda assim, é um excelente tema.
Vítor João Oliveira
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 15:59
Caro Vitor,
Bem eu não pretendi dizer que não se trata de um problema da filosofia. Provavelmente exprimi a minha ideia de modo pouco claro, admito. O que pretendi dizer é que o tema é tratado de forma muito parcial. As correntes libertárias na filosofia política defendem precisamente que o núcleo familiar deve ser radicalemente transformado. A família não é um valor inquestionável.
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 15:52
Caro Anónimo 1,
O seu comentário é vazio de sentido para lhe poder dar resposta. tem de ser mais claro no ataque que me pretende infligir.
Se quer resposta da minha parte vai ter de:
1º definir o que é a corrente analítica, porque eu não sei o que é. provavelmente está a pensar nos disparates do costume.
2º Onde é que o Criticamente 10 não cumpre o programa? Não disse.
3º os manuais que eu não gosto são de alguma corrente ou são da filosofia verdadeira e pura?
4º vai ter de justificar muitas afirmações, nomeadamente a de que o Arte não cumre o programa. se tem consistência no que afirma diga, escreva um texto se quiser, assine-o, a indicar em que partes o Arte não cumpre o programa. E vai ter de indicar também quais os livros que o Arte copia e traduz.
Caso contrário, o seu comentário não passa de uma birra idiota como tantas outras que tenho visto e pacientemente aturado.
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 16:14
e eu nem tinha reparado bem no que escreveu!!! Entãoé ao introduzir algumas noções elementares de lógica no 10º ano que o Criticamente não cumpre o programa? Meu caro, o programa refere de forma inequívoca, "a dimensão discursiva do trabalho filosófico". Sinceramente não sei como consegue ensinar filosofia sem ensinar o que é um argumento, distinguir premissas de conclusão, validade de verdade, etc... Sem isto resta-lhe impressionar os seus alunos com o terrorismo verbal que é hábito. depois queixe-se quanto tiver de ir para a apanha da azeitona. Para denegrir o Criticamente vai ter de pegar por outro lado. Ah, já gagora, praticamente todos os manuais falam de argumentos, verdade, validade, etc... mesmo no 10º ano. Até o manual mais adoptado abordou dessa forma. Quer isto dizer, segundo o seu precioso e anónimo comentário, o seguinte: que os manuais são todos cópias dos ingleses. 2º que não há nenhum manual que cumpra o programa. Dito e feito, pá.
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 16:04
Caros colegas,
comentários mal educados e parciais - acusando precisamente os meus de parciais - serão apagados, a menos que estejam devidamente identificados ccom uma conta.Se é arriscado dizer algumas coisas, também o é para mim. Por essa razão estudo o que posso, para evitar dizer asneiras.
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 16:43
É bem verdade. Parcialidade é o que não falta por aqui. O semelhante atrai o semelhante...
De louvar, o estudo, independentemente dos resultados. O que conta é a intenção!
Será que este meu comentário é, ele próprio, parcial e vai ser apagado? ou mal educado?
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 16:54
Caro , IP: 83.132.140.127
Não compreendi muito bem o problema da parcialidade tal qual o coloca. Mas esclareça lá uma coisa. Se eu gostasse do Em Diálogos, se existisse justificação para tal, seria eu parcial ou imparcial? A generalidade dos erros que fui apaontando aos manuais é uma questão de objectividade ou subjectividade? è-se parcial se se pretende um manual a que muitos chamam analítico, mas se for um manual do sei lá o quê já não se é parcial? O programa de filosofia é parcial ou não? A formação academica que tivemos é ou não parcial? Dizer algo contra aqulo que você sabe é parcial, mas não é parcial o que você sabe porque enfiou tudo isso acriticamente na cabeça sem se questionar o que realmente se passa no mundo da filosofia. Essa questão da parcilaidade também a tenho discutido e muito neste blog, mas logo que possa vou regressar a ela, mesmo que, perdendo algum tempo, saiba sempre que vem sempre alguém fazer finca pé que não é assim porque me enfiaram na tola que não é assim. Eu sou poco de capelas, pelo que não me filio em nenhuma. O que divulgo é aquilo que aprendo com os filósofos, lendo-os e tentando compreendê-los
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 17:25
«Não compreendi muito bem o problema da parcialidade».
A imparcialidade não consiste em gostar de todos os manuais. Como a parcialidade não consiste em gostar apenas de alguns (algum?). É-se parcial quando, à partida se é favorável a alguns manuais (algum?) e se folheiam os outros, mais ou menos descuidadamente, à procura de "erros", ou supostos tais, para confirmar o que já sabíamos. Este procedimento desprestigia, em vez de credibilizar, as nossas preferências e é contraproducente: fornece lenha para a fogueira ateada pelos que, de modo igualmente parcial, são incapazes de se libertar de preconceitos.
83.132.140.127
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 17:56
Meu caro,
Não vejo em que é que o que diz anula os erros objectivos que apontei aos manuais. Aliás, se tivesse sido parcial pelo menos teria verificado que não me limitei a folhear os manuais que não me parecem bons manuais. Aliás, uma análise menos parcial da sua parte dar-lhe-ia para rapidamente constatar o seguinte: perdi mais tempo com os manuais maus do que com os bons manuais. O que o anónimo tem de fazer não é acusar-me de parcialidade. Isso é fácil de fazer. O que tem de fazer é apontar que os erros que apontei não são erros, que os manuais que eu escolho como bons manuais não são bons. caramba, convidei publicamente os colegas a fazer isso. porque não o faz? Dá um trabalho do catano, não é? E depois de ter um trabalho do catano ainda se arrisca que eu lhe apareça a dizer que é parcial e o catano. Ora bolas! É assim que quer trabalhar. E, de uma vez por todas, assuma o seu nome. Se sabe que está a falar com o Rolando por que raio tem de se esconder. Tá com vergonha? Ou se falhar nunca se sabe quem falhou? Que cultura do medo é essa? Essa atitude não cabe na sua definição de parcialidade. Quando quiser acusar-me de parcial faça como eu fiz nas minhas análises: não seja vago, aponte objectivamente onde errei. caso contrário estamos no domínio da conversa fiada e eu posso acusar-lhe do mesmo que me acusa exactamente na mesma medida. Parece-lhe justo? Por que raio hei-de pensar que tem razão só porque lhe deu na cabeça de afirmar que sou parcial? Então e os colegas que afirmam que sou imparcial? Qual deles tem razão?
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 18:00
Ainda mais uma coisa que me parece importante,
Se já sabia dos erros porque nunca os apontou? Mais: na sua perspectiva podem existir manuais com erros crassos, mas convém não abanar a poeira para não provocar má onda. Soa-lhe bem essa postura? Isso é que é ser parcial, não se dá conta disso? E vem-me você com discursos morais sobre a dignidade das adopções. caro anónimo, eu faço o que faço por uma razão: não sou hipócrita. E desculpe.me lá, já passei por 7 escolas diferentes em muias cidades deste país e sempre vi os colegas dizerem mal dos manuais, portanto aquilo que afirma até é falso e bem falso.
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 22:21
Tal como no mundo de Descartes o bom senso era a coisa mais bem distribuída (sortudo!), assim a parcialidade nesta discussão. A mim, naturalmente, coube-me uma parte da mesma.
De J. P. Saraiva a 29 de Abril de 2008 às 20:07
A forma AAI é invalida? Foi o que li? Mas porquê? Os autores do Arte contradizem-se, ainda não há muito tempo, Pedro Galvão publicou um livro de preparação de exames que continha um exercício que ao pedir para tornar o silogismo válido, a forma era AAI.
Poderão esclarecer-me?
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 20:18
Caro J. P. Saraiva, acontece que a contradição atinge o próprio sítio do Arte de Pensar onde se pode ler:
«Note-se que, como se afirma no Caderno do Estudante, há exactamente 24 formas silogísticas válidas. Infelizmente, contudo, muitos livros e manuais dão a ideia errada de que há apenas 19 formas silogísticas válidas. O que se passa é que se considera que as 5 formas silogísticas restantes são “redundantes”. Mas a redundância é irrelevante para a validade. Este aspecto é importante, pois alguns professores e estudantes poderão ficar confundidos, consultando outros livros, pois neles não se referem as tais 5 formas silogísticas “redundantes”. Um exemplo de uma forma silogística válida mas “redundante” é a seguinte:
Todo o B é C.
Todo o A é B.
Logo, algum A é C.
Esta forma silogística é válida, mas “redundante” em relação à forma Barbara. “Redundante” significa que a conclusão é mais fraca do que a conclusão de Barbara, que tem precisamente as mesmas formas proposicionais como premissas. Mas este é um aspecto irrelevante, dado que nada há de errado em concluir menos do que é possível concluir, num argumento qualquer.» in Arte de Pensar, http://aartedepensar.com/erros.html
De J. P. Saraiva a 29 de Abril de 2008 às 20:24
Anónimo, quanta incongruência! Estamos a ficar confusos! Começo a pensar como Ockham: com tanta alternativa, o caminho a percorrer será o mais fácil! Aquele que levantar mais problemas e mais confusões para os professores e posteriormente para os alunos, é de pôr de parte. O que me dizem?
De
rolandoa a 29 de Abril de 2008 às 21:11
Caros,
Estão a fazer confusões. SE excluirmos domínios vazios, então AAI é válida. Se não, não é. No Arte 11 edição de 2004, os domínios vazios estão excluídos e por isso AAI era dada como válida. Na edição de 2008, as classes vazias podem ser ou não excluídas, consoante o professor quiser.
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 22:56
A confusão é inteiramente compreensível. Seria boa ideia (uma vez que a perspectiva mudou) alterar o texto acima referido, se é que estava bem citado.
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 23:03
«ipsis verbi» (copiar+colar)
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 22:07
Não há nenhuma contradição, mas uma diferença de perspectiva. Se nos colocarmos na perspectiva da lógica medieval e quisermos ser (historicisticamente)fiéis a ela, o modo AAI (Barbari) é válido, mas "inúitl", já que "conclui menos" que o que seria autorizado pelas regras do silogismo. Por outro lado, se abordarmos a lógica medieval na perspectiva do que hoje sabemos, haverá que reconhecer que a lógica de classes não autoriza que, de premissas universais, se conclua uma proposição particular (existencial) e, assim, o modo Barbari (e os outros quatro modos defectivos, como o Cesarop, etc.) é inválido. Ora, como a nossa missão não é ensinar história da lógica (e mesmo que fosse), ao optarmos pela lógica medieval não deveríamos deixar de apontar as suas limitações. Dizer HOJE que o modo Barbari é válido é, de facto, um erro. Como também seria um erro dizer que os medievais não o consideraram como válido.
De Anónimo a 1 de Maio de 2008 às 09:40
Lendo a análise ao "criticamente" nota-se o preconceito presente que tinha de desembocar na conclusão estabalecida à partida: Há o "arte" e os "outros". É interessante verificar como a doença do politicamente correcto afecta os mais insuspeitos. Desta feita é a famíla ;) Apenas mais uma variante de uma curiosa forma de pensar que leva a coisas tão curiosas como a apologética aos biocombustíveis que são mais poluentes e levam ao aumento galopante do preço dos cereais ;) Ainda falta o Logos, mas já sabemos que não pode ser tão bom como o Livro... Tá bem.
De
rolandoa a 1 de Maio de 2008 às 11:47
Olá Anónimo,
É tem razão! O Arte bate mesmo qualquer outro manual. Sim, já tenho o Logos e parece-me bom, mas não tão bom quanto o Arte. É isto que lhe parece um preconceito? Já agora acho o Em Diálogos um manual mesmo muito mau, destacando-se de quase todos os outros. Isto é um preconceito? Também acho o seu comentário idiota para além da cobardia habitual de não assumir quem é. É preconceito? Mas o leitor anónimo pode fazer exactamente o que eu faço para desfazer os meus preconceitos: cria um blog, analisa os manuais existente e aponte os erros que encontrar no arte. mas cuidado: dizer que gostar do arte é um preconceito, não é um erro objectivo. É uma tolice parva. Aponte os erros ao manual e deixe-se de conversa fiada. Dá trabalho, não dá???
De Anónimo a 1 de Maio de 2008 às 14:40
Um bom estudante/ professor de lógica, como creio que o Rolando pretende ser, deveria ser mais cuidadoso com os argumentos e não tropeçar tantas vezes no discurso falacioso. Petições de princípio e apelos à ignorância e à autoridade são de evitar, sabe, não sabe?!
De
rolandoa a 1 de Maio de 2008 às 14:59
Meu Caro,
Também tenho os meus dias e perante a estupidez do seui comentário inicial e cobardia do anonimato, confesso que me apetece mesmo puxar pelo meu lado mais rude, veia nortenha. Mas já agora, anónimo, continue a exercitar a sua Chico esperteza e indique lá, com objectividade, onde é que cometo as petições de princípio, por exemplo. Porque que é que os anónimos nunca respondem aos meus desafios senão com ataques pessoais? Curiosamente ainda não vi um blog de anónimos com análises a manuais. Isso sim, gostaria de ver. Aproveite a ideia.
De Carlos Silva a 1 de Maio de 2008 às 16:07
Rolando,
"Um exemplo de uma forma silogística válida mas “redundante” é a seguinte:
Todo o B é C.
Todo o A é B.
Logo, algum A é C."
Em relação ao modo referido (1.ª figura, modo AAI), quero referir o seguinte:
1- Normalmente não consta dos modos válidos da primeira figura: AAA; EAE; AII; EIO;
2- No entanto, se tivermos em consideração a chamada lei da transitividade do silogismo passa a ser válido na quarta figura:
Todo A é B
Todo B é C
Logo, algum A é C.
Com efeito, a 4.ª figura contempla o modo BRAMANTIP no seu seio.
Veja-se, a este propósito, Javier Sádaba, Filosofia Para Um Jovem, Editorial Presença, (págs. 46 e 47)
Abraço,
Carlos JC Silva
De Anónimo a 1 de Maio de 2008 às 16:22
Carlos Silva: A forma referida não consta das 19 formas silogísticas válidas não redundantes (AAI da 1.ª figura é redundante em relação a AAA da mesma figura, tal como EAO é redundante em relação a EAE). Afirmar que uma forma é redundante não significa negar que seja válida, mas apenas afirmar que é inútil (retira uma conclusão particular, quando a universal é possível). O problema que mais acima e no artigo "A Insustentável Leveza do Arte" se discutiu não foi esse, mas a questão das falácias existenciais, que o seu segundo exemplo não elimina.
De Carlos Silva a 1 de Maio de 2008 às 16:37
Rolando:
Só para acrescentar/corrigir o seguinte:
"Todo A é B
Todo B é C
Logo, algum A é C."
Talvez a conclusão mais correcta fosse:
Logo, algum C é A (conversão simples)
Não se pode enunciar Todo C é A, caso contrário estaríamos a infringir a regra que refere que nenhum termo pode ser mais extenso na conclusão do que nas premissas (C).
Note-se, no entanto, que a figura mais perfeita é a primeira, e dentro desta, particularmente o modo BARBARA. Precisamente por isso se reduzem as restantes figuras à primeira. A quarta é a chamada figura de Galeno e não é mais do que um modo indirecto da primeira.
Carlos JC Silva
De Carlos Silva a 1 de Maio de 2008 às 16:49
Ao Anónimo do comentário anterior:
"Carlos Silva: A forma referida não consta das 19 formas silogísticas válidas não redundantes (AAI da 1.ª figura é redundante em relação a AAA da mesma figura, tal como EAO é redundante em relação a EAE). Afirmar que uma forma é redundante não significa negar que seja válida, mas apenas afirmar que é inútil (retira uma conclusão particular, quando a universal é possível). O problema que mais acima e no artigo "A Insustentável Leveza do Arte" se discutiu não foi esse, mas a questão das falácias existenciais, que o seu segundo exemplo não elimina."
Concordo. É, de facto, inútil e até "forçado" retirar uma conclusão particular quando se pode/deve concluir universalmente. Pelos Diagramas de Venn pode constatar-se isso.
Carlos JC Silva
De Anónimo a 1 de Maio de 2008 às 20:02
Não é preciso puxar muito. Ele está já bem à vista. E não tem nada a ver com a veia nortenha. No norte, como no sul, no leste e no oeste, a rudeza é o que é.
De
rolandoa a 1 de Maio de 2008 às 21:16
Ok. E em relação ao trabalho que lhe propus? Vai fazê-lo?
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