Quarta-feira, 19 de Março de 2008
Na segunda feira passada dirigi-me ao quiosque do bairro onde vivo para comprar o livro da nova colecção lançada pelo jornal Público. Aconteceu o que eu mais temia: o jornal chegou, mas o livro não. Hoje mesmo desloquei-me ao centro da cidade do Funchal para comprar o livro. Apesar de tabelados, os suplementos dos jornais e revistas vendem-se, na Madeira, com um custo acrescido. Segundo os vendedores tal quantia é para pagar o transporte. O governo de José Sócrates cortou com os subsídios de transporte às revistas e jornais, pelo que automaticamente o preço sobe. Para se fazer uma ideia, o preço do volume da nova colecção é de 12.90€, mas no Funchal fica a 16.90€. No Funchal estes artigos, com preço estampado na capa, vendem-se, descaradamente, com um preço por cima do estampado escrito a esferográfica. Não pretendo fazer aqui a análise do fenómeno, mas confesso que já me irrita esta situação. Afinal, para que queremos o IVA mais baixo na Madeira? Não era para cobrir o preço da insularidade? Uma coisa tenho a certeza: alguém anda impunemente e livremente a ganhar dinheiro e muito com esta situação e eu pura e simplesmente me recuso a comprar os artigos nestas condições. No site do Público a venda on-line não melhora muito, uma vez que cobram 5€ pelos portes de livro, mesmo que o pagamento seja efectuado previamente pela internet. Conclusão: ficarei sem saber como é a colecção do Público dos Pensadores e se falei dela aqui no meu blog foi mesmo em nome da filosofia e não de quem anda na mamadeira com este negócio.
Rolando Almeida
De pedro vf a 6 de Abril de 2008 às 04:01
estou plenamente de acordo!
também me dirigi a um quiosque no Funchal para comprar
um volume da referida colecção e deparei-me com esse exorbitante
preço. Intrigado por saber por que é cada volume 4 euros (!) mais
caro do que no continente perguntei à lojista a razão para tal:
ao que parece é o preço estipulado por uma das 2 distribuidoras de
revistas e jornais na ilha. "é mais caro porque vem de avião! .. mas querem mudar para o transporte de barco.."
Ja não basta termos um dos portos mais caros do mundo: de avião é ainda pior (ou melhor para quem vende).
Enfim, fazendo as contas o lucro de quem vende na madeira é de 800 euros por colecção.. assim não dá!
ps - gostei do blog
De
rolandoa a 6 de Abril de 2008 às 19:33
Olá Pedro,
è colega de filosofia cá da Madeira? Quando é que organizamos aqui na ilha as Jornadas de Filosofia? Era uma boa ideia, não? Que me diz?
É, creio que não estamos a pagar o preço da insularidade, mas a desculpa da insularidade para alguém "meter ao bolso" e isso parece-me injusto.
Obrigado pela visita
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Rolando Almeida
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