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A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

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Relato de uma experiência na sala de aula com manuais

Hoje fiz uma experiência com manuais na sala de aula. Queria saber qual o manual pelo qual os alunos aprendem melhor. Como é uma turma pequena do 11.º ano, dividi-a em dois grupos de trabalho e pedi que lessem e explicassem em que consiste o argumento da regressão infinita e qual a sua relação com o fundacionismo. No grupo 1 coloquei os alunos a trabalhar com o manual adoptado na escola na qual lecciono, de Luís Rodrigues, Júlio Sameiro e Álvaro Nunes, Plátano Editora. No grupo 2 coloquei os alunos a trabalhar com o Arte de Pensar, Didáctica Editora. Os resultados foram impressionantemente diferentes. Os alunos do grupo 2, que trabalharam com o Arte apresentaram as noções e teorias de forma clara e objectiva, ao passo que os alunos do grupo 1 baralharam as noções e apresentaram as teorias com maiores limitações.
Não pretendo desconsiderar o bom trabalho que Luís Rodrigues, Júlio Sameiro e Álvaro Nunes desenvolveram com o seu manual, mas esta pequena experiência leva-me a concluir que o Arte é um manual didacticamente muito acertado.
Faço o convite aos colegas que repitam esta minha experiência e que tirem as suas conclusões.
Para terminar deixo somente um caso:
No manual de L. Rodrigues, J. Sameiro e A. Nunes, página 200, a distinção entre crença básica e não aparece assim:
 
Crenças fundacionais: crenças justificadas independentemente da sua relação com outras crenças (crenças não inferencialmente justificadas);
 
Crenças não fundacionais: crenças justificadas por intermédio da sua relação com as crenças fundacionais (crenças inferencialmente justificadas).
 
Referindo-se à mesma distinção, o Arte apresenta assim, página 116:
 
A crença é básica se não é justificada por outras crenças.
A crença é não básica se é justificada por outras crenças.
 
Este é um pequeno exemplo das diferenças de linguagem que, no caso, entre dois manuais que considero bons para o professor, para os alunos, um é melhor que o outro. Concluo que a diferença é de linguagem e didáctica porque, em rigor de compreensão de conceitos, não se perde uma pitada.
 
No final foram os alunos que atestaram que aprenderam melhor pelo Arte de Pensar.
 
 
Rolando Almeida

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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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