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A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

Retórica e filosofia

ilusao-de-otica-13 O progresso da filosofia não se faz pela mera persuasão de um auditório, mas pela descoberta da verdade. É um facto que é difícil descobrir a verdade nas áreas investigadas pela filosofia. Mas o facto de a verdade ser difícil de conhecer não justifica que a troquemos por meros processos de persuasão. Se a verdade é difícil de conhecer, como um caçador que quer apanhar uma presa difícil, devemos armar-nos com as nossas melhores armas, que são a lógica formal e informal. Usar a retórica significa apenas que abandonámos a busca da verdade e decidimos trocar a realidade pela aparência, o conhecimento pela ilusão.

Luís Rodrigues, Filosofia 11, Plátano, 2008

E se a filosofia gerasse tanto dinheiro como o futebol

cristiano-ronaldo-3

Vamos começar com uma experiência prática. Se numa turma de vinte alunos do secundário acima da média, perguntar quantos deles querem ser médicos, com facilidade obtenho 8 a 10 respostas afirmativas, mais 5 ou 6 que querem a área da saúde, enfermeiros, por exemplo, sendo que os restantes optam por áreas como a engenharia ou informática. Quererá isto dizer que vivemos num país com forte apetência para as ciências da saúde? Infelizmente a resposta é não.

Rolando Almeida

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Relativismos objectivos

image Ponha um relativista moral diante de uma criança inocente a gritar por estar a ser torturada. Pergunte-lhe se ele ainda pensa que o que está a ser feito é apenas relativamente errado.

Peter Cave, Duas vidas valem mais que uma? Enigmas filosóficos que o vão surpreender, Academia do Livro, 2008

Filosofia agora!

Digitalizar0001 Mais um número da prestigiada revista de filosofia Philosophy Now, o de Novembro/Dezembro de 2008 com destaque para a Utopia.

Questões para 2009

School.Best Teacher Slate.(SC1002).(1.66x2.17).6620 Se no modelo simplex de avaliação dos professores cai a avaliação da componente científica pedagógica, o que resta então para avaliar de um professor? O que se espera de um professor português segundo este modelo da treta? Espera-se tudo, menos o que deveria esperar-se, que o professor saiba o que tem para ensinar. Deve ser esta a razão que explica que nas reuniões recentes de avaliação de 1º período fez com que uma colega que foi mais exigente com as avaliações dos alunos, se sentisse na obrigação de justificar tudinho, ao passo que os outros colegas, incluindo-me, que provavelmente foram mais condescendentes com o sistema ficaram o tempo todo calados. Resumindo: eu sou professor de filosofia do ensino secundário. Em lado algum é pressuposto que eu saiba filosofia. Posso até nem saber, nem querer saber, desde que mantenha uma boa relação com os alunos, participe num qualquer projecto da escola, realize formação continua (75% pode ser em tapeçaria e pintura de azulejos). O somatório destes factores pode fazer de mim um professor que reúne condições para progredir. E eu, professor de filosofia, posso progredir a vida toda mesmo sem saber filosofia e sem qualquer mecanismo que possa aferir se realmente estou ou não a fazer um trabalho rigoroso, como o exame nacional. Isto é, sem mais dramas, o que se pode esperar de um professor para 2009.

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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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