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A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

Manuais - Crítica Pública

Mais abaixo está um post meu com um apelo aos colegas e interessados para redigirem as vossas críticas aos manuais, positivas ou negativas, indicando porque preferem um e não outro. Eu publicarei as criticas em post próprio desde que minimamente fundamentadas e assinadas. Tenho observado muitos palpites nas caixas de comentários, mas à excepção de um colega que procurou fazer uma critica com mais detalhe a um manual (mesmo que eu não concordasse com ela quase na totalidade) mais ninguém enviou críticas e já me apercebi que muitos colegas tem apreciações a fazer sobre os manuais. Este espaço está assim com a porta aberta. Consultar mais abaixo os meus contactos. Creio que esta é a melhor prova que dou que este blog não serve os intentos do manual X ou Y, mas da crítica fundamentada aos manuais. Além disso um blog é informal e aproveito a informalidade para o partilhar com todos os meus colegas.

Ao correr da pena

Recebo dezenas de mails devido ao blog. Uns mais insultuosos, outros mais elogiosos. Já escrevi uma vez sobre isso aqui no blog. Hoje mesmo recebi um, creio que de uma leitora do Brasil, que achei especial pela forma curiosa com que colocou as questões. Resolvi publicar aqui o mail recebido, mais a minha resposta omitindo, claro, a identidade da leitora. Resolvi publicar face a alguns comentários reaccionários que defendem que eu tenho interesses comerciais ou ideológicos em defender o manual X e não o Y. Pura e simplesmente nunca me interessei por manuais enquanto eles eram todos maus. No meu estágio profissional, vão já lá uns 12 anos, praticamente não usei manual. Acontece que hoje em dia há bons manuais no mercado e outros razoáveis, mas com alguns erros de evitar e há manuais que são manifestamente maus e que não servem o ensino da filosofia nem a sua dignidade enquanto disciplina. E acontece também que nunca apreciei a tradicional boca “a filosofia não serve para nada”. No dia em que me retirarem a filosofia como profissão, é provável que deixe de falar dela, não sei. Para já, cumpre o meu dever profissional de me interessar pela minha disciplina e defender aquilo que penso ser o mais justo para o seu ensino. Estou disposto ao debate racional e justo e aceito que as críticas recaiam sobre aspectos dos manuais que refiro como os melhores, mas não sobre teorias da conspiração. Já o tenho dito neste blog que acho muito bem que os autores de manuais ganhem muito dinheiro com o seu trabalho, assim como qualquer bom profissional merece ser bem recompensado. Também eu me dedicaria ainda mais ao blog se fosse pago. Mas sou pago para ensinar filosofia. É um luxo que existe, infelizmente, em poucos países do mundo e eu tenho plena consciência disso. Por essa razão talvez me custe deixar que a minha disciplina seja tantas vezes ignorada nos próprios manuais que a devem ensinar aos jovens estudantes. As minhas ideias estão, pois, sujeitas ao contraditório.
Rolando Almeida

Mais filosofia no quiosque

Recolhi esta informação no Telegrapho de Hermes. Dois jornais nacionais vão lançar uma colecção que abrange alguns dos nomes da filosofia que mais influenciam a cultura e o pensamento ociental. A colecção parece que é pensada no público geral, e ainda bem. Bom para a filosofia.

Filosofia ou não filosofia, eis a questão

O Filosofia 11 é um manual competente e pode competir com os melhores porque é um dos melhores manuais que vi( até hoje, ainda me faltam uns 4 manuais). Em comparação com a edição anterior esta está até muito mais cuidada, sem grandes nódoas a manchar o trabalho. O que é que me faz considerar este um bom manual para ensinar filosofia? Os ingredientes habituais que fazem dum manual um bom manual. É rigoroso e muito certo, não lhe encontrando falhas significativas e é dotado de uma linguagem clara. Este é um ponto particularmente interessante por uma razão: há quem defenda que os manuais devem propor actividades diversificadas. Ora, questiono o que se entende por tal? Filmes? Pintar o muro da escola? Fazer a árvore de natal com as caras dos filósofos no lugar das bolas?
Rolando Almeida

Tantas vezes o cântaro vai à fonte, até que parte

Com o Percursos estamos perante  um manual que me parece levantar algumas limitações na prática lectiva. A composição do texto dos autores tem erros pontuais o que lhe confere alguma falta de rigor. É com alguma frequência que encontramos frases como esta: "o raciocínio científico, (que infere teorias gerais a partir de observações particulares) é frequentemente apresentado como paradigma de raciocínio indutivo"(p.12).trata-se de uma ideia enganadora. As teorias gerais não se inferem por indução de observações particulares. A observação de casos particulares é um dos elementos da elaboração das teorias científicas, mas não é o único. As teorias são também fortemente dedutivas. As coisas estão misturadas. Para explicar aos alunos o que é a indução, mais vale dar exemplos. Se queremos depois dizer que as ciências empíricas usam muito a indução, temos de o dizer assim e não do modo enganador acima.
Rolando Almeida

O meu braço tem uma perna aleijada

Estamos perante um manual de filosofia que faz a apologia do relativismo, mas fá-lo em forma de disparate e não discutindo racionalmente os problemas apresentando-os aos alunos de forma clara. E isto é aborrecido porque se quero escrever alguma coisa sobre manuais, não posso deixar passar em branco disparates como os que aparecem neste manual. Confesso que uma análise um pouco mais atenta colocaria a nu ainda mais disparates, mas o que a seguir vou apresentar é em número suficiente para deixar completamente de lado um manual como este. É claro que o desejável na crítica de manuais é que ela seja construtiva. Por construtiva não entendo necessariamente elogiosa. Para isso não escrevia crítica alguma. Por construtiva entendo apontar erros fundamentais que habitualmente aparecem nos manuais e que devem ser evitados pelos autores. Um pouco de trabalho por parte dos autores permite eliminar parte substancial desses erros. O manual agora em análise, Em Diálogo (Lisboa Editora) presta um mau serviço ao ensino da filosofia e impõe aos alunos uma ideia falsa do que é a filosofia. Passo então a explicar porquê:
Rolando Almeida
 
 

A insustentável leveza do Arte

Para falar outra vez neste manual tenho de fazer algumas considerações preliminares que possam justificar a minha posição. Hesitei muito em escrever sobre o Arte de Pensar do 11º ano e isto porquê? Porque já tenho falado muito nele (mesmo que na última fase tenha divulgado mais outros manuais – como por exemplo os excertos que divulguei do manual da Plátano de Luís Rodrigues) e, claro, é preciso evitar os exageros emotivos. Ao princípio pensei que os leitores deste blog já conhecem o que penso em relação ao Arte de Pensar, pelo que até pouparia algum tempo que poderia dispensar para outros manuais. Cheguei até a pensar que seria uma boa opção falar do Arte de Pensar depois do período das adopções, mostrando dessa forma que não possuo qualquer interesse comercial com o manual.
Rolando Almeida

“Sócrates era grego” é uma proposição universal?

Um leitor chamou-me atenção daquilo que considera ser um erro. Passo a citar: “Deixo-lhe um desafio: no seu comentário "Os autores referem - o que está certo - que a segunda premissa é particular" tem um erro muito feio... sim... o Rolando, o crítico dos outros, ao correr da pena, disse uma daquelas asneiras que nem a um aluno do 11.º ano se admite.”. Ora bem, estou em crer que o leitor se refere a uma proposição que é particular, mas que na lógica aristotélica, ou naquilo que dela fizeram, se considera (artificialmente) universal.
Rolando Almeida

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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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