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A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

Grupo de Filosofia e Área de Integração nos cursos Profissionais

Recentemente um colega de filosofia interpelou-me sobre a questão de quem deve leccionar a disciplina de Área de Integração no ensino profissional. Usou um argumento que vejo ocorrer muitas vezes e que, creio, não colhe muitos frutos, nem tendo em atenção a verdade pedagógica, nem o interesse particular do grupo de filosofia em não perder horários de leccionação. O argumento foi que o programa da disciplina de AI tem muitos conteúdos de filosofia, mas também de história e geografia, entre outros. Quererá isto dizer que devemos recomendar que sejam os colegas das outras disciplinas a leccionar a AI? É que se o fizéssemos, o argumento em questão é exactamente o mesmo para a filosofia e para as outras disciplinas.
Rolando Almeida

ZarcoSofia 2008

Eis que temos já disponível o primeiro número da ZarcoSofia 2008. Nele incluímos muitos artigos de alunos e uma entrevista a um filósofo profissional feita pelos alunos do 11º da nossa escola. A revista tem alguns atractivos e encontra-se à venda na reprografia da escola.
Espero que gostem! E boas leituras filosóficas…
 

Rolando Almeida

Política Educativa II – O estranho mundo da economia

A propósito do meu post recente sobre política educativa, lembrei-me de escrever mais qualquer coisa em relação ao assunto. A ideia não é pura e simplesmente “bater” na política e nos políticos. Não que eles não mereçam, de vez em quando. Mas creio que também merecem qualquer coisa de elogioso quando tomam medidas acertadas. Recentemente, inspirado pela leitura do livro que aqui faço referência de Álvaro Santos Pereira, Mitos da economia portuguesa, Guerra e Paz, 2007, corri atrás de alguns livros de introdução à economia.
Rolando Almeida

Filosofia no jornal Público

A partir da próxima terça feira, dia 15, Desidério Murcho regressa à divulgação da filosofia no jornal Público. Autor de várias obras, algumas delas de divulgação, director da Revista Crítica e de algumas colecções de filosofia, tradutor, autor de um manual escolar de filosofia,  desdobrando-se ainda em muitas outras actividades, é também formador de professores do ensino secundário e, como disse, possuidor de um gosto pela divulgação da filosofia particularmente incomum em Portugal. A cultura filosófica ficaria muito mais rica com mais alguns Desidérios. Enquanto não aparecem, vamos mesmo ficando com este. A coluna de texto será semanal, no Jornal Público.

Filosofia na web IV

Virtual Philosopher
Desta vez escolhi um blog em língua inglesa, daquele que considero um dos melhores divulgadores da filosofia na actualidade. Professor de filosofia na Open University, Warburton tem desenvolvido um interessante trabalho em vários domínios da sua matéria de conhecimento. É neste blog (atenção aos outros blogs linkados de Nigel Warburton) que Warburton cria os poadcasts referentes, na sua grande maioria, à leitura de excertos dos seus inúmeros livros.
Como lema do blog, aparece um a frase de John Searle que refere, “o que não podes dizer com clareza, não o podes compreender” e a obra de Warburton faz justiça à citação de Searle. Ela prima, de facto, pela clareza, como o atestam os livros que entretanto já foram traduzidos do autor para a língua portuguesa, O que é a arte (Bizâncio, 2007), Elementos básicos de filosofia (Gradiva, 2007, 2ª ed.) e Grandes livros de filosofia (Ed. 70, 2001).
Para além de tudo, o blog de Warburton é uma prova clara do trabalho que pode ser desenvolvido quando um professor tem gosto pelo seu trabalho e pela sua disciplina. Expõe-se, divulga e quem com isso ganha a valer, é a filosofia.
Obrigado Nigel

Política Educativa

Surgiu na imprensa uma notícia sobre a auto avaliação do Ministério da Educação relativamente ao ano de 2007. Este blog não prosa sobre matérias educativas, ou de políticas educativas. Aborda essencialmente as edições, novidades e assuntos de interesse particular para a filosofia. Com efeito, se o ensino da filosofia não anda melhor (como de todas as outras disciplinas, já agora), tal também se deve, em grande medida, à actuação dos principais agentes educativos, tendo à cabeça o Ministério da Educação e as respectivas políticas educativas. Em matéria de política educativa muito há que dizer, mas posso resumir aqui o que tem acontecido nas últimas décadas como aquilo que na economia se chama de distorção de incentivos.
Rolando Almeida

Universidades

Seguindo uma sugestão encontrada no De Rerum Natura, comprei este livro de Álvaro Santos Pereira, Os mitos da economia portuguesa, Guerra & Paz, 2007, o mesmo autor de Diário de um deus criacionista, Guerra & Paz. É uma cartada fora do baralho uma vez que não costumo ler livros de economia, mas tratando-se de uma obra de divulgação queria saber o que os economistas têm a dizer sobre o mundo. Poderia ter comprado o Freaknomics, mas comecei mesmo por este. Fiquei surpreendido com a análise lúcida e moderna do autor. De repente estava, também, todo contente, a discutir economia. Mas isso é outro assunto. Longe de ser mais um velho do Restelo, pessimista à portuguesa, Álvaro dos Santos Pereira olha para a realidade portuguesa sem os complexos habituais da crítica económica em Portugal. Entretanto vejam o que lá encontrei:

Empregabilidade em filosofia II - Porque é que certos países recrutam filósofos para as empresas?

Recentemente tem chegado algumas notícias, mesmo na imprensa portuguesa, de fenómenos para nós verdadeiramente bizarros. De repente, grandes empresas recrutam para os seus quadros, pasme-se, licenciados em filosofia! A formação filosófica que se tem em Portugal só permite apreciar um fenómeno destes quase como um delírio. Mas que vai a gente da filosofia fazer numa empresa? Talvez possam citar Heidegger a plenos pulmões entre secretárias e amontoados de papéis com planos financeiros, recibos, fichas de cliente, etc… Pode ser que saiba sempre bem ouvir “dasein” enquanto se trabalha para o lucro financeiro. Ou, quem sabe, talvez os filósofos sejam contratados para mostrar aos instrumentalizados funcionários que as suas existências vão muito mais além do trabalho que produzem.
Rolando Almeida

Empregabilidade em filosofia

Aproveitei a interrupção de festas para, sem qualquer devoção religiosa, comer mais um pouco que o habitual e encontrar amigos e familiares que só tenho a oportunidade de os ver nesta altura nataleira. Em conversa com uma jovem familiar de um amigo, estudante, no curso de engenharia informática, descobri que no currículo do curso tem duas disciplinas que nos são, a nós, da filosofia, muito familiares: lógica e retórica e comunicação. Quando interpelei a jovem sobre o programa das disciplinas, em ambas, me disse que eram uma chatice, uma conversa engraçada que pode ser, por exemplo, sobre futebol ou religião, mas que não via grande viabilidade daquelas disciplinas no curso uma vez tratando-se de disciplinas demasiado teóricas. Se, por um lado, há uma falta de reconhecimento cultural da utilidade de uma teoria, por outro, há aqui algo de muito estranho: é que ambos os professores destas disciplinas não possuem qualquer formação em filosofia, muito menos no pensamento crítico (que é só uma das derivações mais transversais da filosofia), isto segundo a jovem. Cabe então perguntar sobre o que andam os filósofos e a filosofia a fazer em Portugal?
Rolando Almeida

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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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