Mas que excelente ideia, que devia ser copiada em Portugal. Qual o mal de copiar as boas ideias? Nenhum se com a cópia desenvolvemos os nossos mecanismos de divulgação e aprendizagem de um saber. A Taylor & Francis, em parceria com a Routledge, acaba de publicar uma pen drive, com preço acessível, com todo o material em texto que é necessário para se estudar filosofia, desde a bibliografia base, até textos de metodologia, e todas as importantes referências da história da filosofia. Ainda não comprei a minha pen drive filosófica, mas apresso-me a conhecer esta ideia que me parece bem sugestiva para as editoras portuguesas. E ainda sobra espaço na pen para guardar os nossos trabalhos e ensaios, guardando-os num convívio saudável com os textos clássicos. E porque não?
Agora que se aproxima o natal, é natural que tenhamos de ir à despensa buscar as bolas e o pinheiro, bem como todos os adereços da época para a decoração da casa, preparando-a para a celebração do nascimento de Jesus Cristo. Claro está que nos entusiasmamos muito mais com os doces da época festiva e os embrulhos que aparecem em volta da árvore de natal e do presépio, tudo numa manifestação de esquecimento do que estamos verdadeiramente a comemorar. Talvez só estejamos a comemorar porque gostamos de comemorar, mas fazemo-lo numa data específica, para ter um motivo. Também os adeptos do Futebol Clube do Porto parecem gostar de comemorar campeonatos lá mais para Junho.
Uma vez que a divulgação no portal da Sapo trouxe muitos visitantes pela primeira vez ao blog, retomando a questão da filosofia e da sua utilidade, volto a publicar o meu texto 10 falsas questões sobre a filosofia, uma vez que o mesmo mereceu bastantes comentários quando foi originalmente aqui publicado. Espero que o mesmo possa desfazer alguns equívocos elementares e que contribua para algum esclarecimento, mesmo tendo consciência que não elimina por completo a possibilidade de discussão do problema.
Esta é uma questão menos inquietante quanto possamos pensar. Ou, pelo menos, é tão inquietante quanto a pergunta, o que é a Física, a Matemática ou a Biologia. Poderíamos responder que a Física trata dos fenómenos físicos ou que a Biologia é a ciência da vida. Mas estas são respostas circulares, a resposta não adianta nada à pergunta. Do mesmo modo podemos responder que a Filosofia é o conhecimento dos argumentos dos filósofos. Se pretendêssemos aprender pintura a primeira tarefa a esperar no nosso estudo seria começar a pintar. Do mesmo modo, a melhor forma de aprender filosofia é começar a filosofar.
A Filosofia no Ensino Secundário está destacada no portal SAPO. A Filosofia agradece a divulgação que bem merece e os parabéns ao bom trabalho de apoio da Sapo na construção dos nossos blogues. Hoje estamos de parabéns. E bem gostamos de prémios!!! Fica aqui a prova:
O argumento ontológico pretende demonstrar a existência de Deus por meios puramente conceptuais. Primeiramente formulado por Anselmo de Aosta (1033-1109) no séc. XI, encontram-se diferentes variantes do mesmo em Tomás de Aquino (1225-1274), Descartes (1596-1650) e Leibniz (1646-1716). A estrutura do argumento é basicamente a seguinte:
1. Deus é o ser acima do qual nada de maior pode ser pensado.
2. A ideia de ser acima do qual nada de maior pode ser pensado existe na nossa consciência.
3. Se o ser correspondente a esta ideia não existisse, teria que faltar um predicado à ideia do mesmo, a saber, o predicado da existência, pelo que, nessas condições, essa ideia já não seria a do ser acima do qual nada de maior pode ser pensado, uma vez que seria lícito pensar-se num outro ser que tivesse exactamente os mesmos predicados que o anterior e, para além desses, também o da existência.
4. Logo, se a ideia de ser acima do qual nada de maior pode ser pensado existe, então o ser que lhe corresponde tem também que existir pois, se esse não for o caso, a ideia em causa deixa de ser a ideia que é, o que constitui uma contradição.
A UNESCO lança este livro que apresenta um quadro do ensino da filosofia em várias partes do mundo reflectindo sobre a importância da sua aprendizagem nas crianças e nos jovens. O ensino da filosofia nas universidades também é destacado analisando a complexa rede, facetas e ramificações que esta área apresenta.
Uma obra indispensável para percorrer alguns dos temas e autores mais actuais do pensamento crítico e filosófico.
Reúne traduções inéditas e segue o percurso dos programas de filosofia do ensino secundário, pelo que se dirige que "nem uma luva" para os dedos certos, alunos e professores.
É uma edição que marca uma ocasião rara no panorâma editorial português, que é a edição de antologias de textos essenciais, uma àrea vazia a poder ser preenchida por aqueles que realmente querem fazer um bom trabalho para e na filosofia. Por muito boa que possa ser a sofistificação filosófica, ela é um logro se não passar por edições como esta.
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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.