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A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

E isto continua igual. Não fui eu quem o disse! Foi o Eça.

Depois ensinaram-me a ler: e o Estado, que certamente tinha interesse em que eu soubesse ler, e que, por meio das suas repartições públicas, estudara prudentemente o livro que melhor me convinha, como lição moral, e como lição patriótica, meteu-me nas mãos um volume traduzido do francês e chamado Dimão de Nântua. Eram as aventuras dum justo: abundavam lá os exemplos de modéstia, de diligência, de caridade, de pudor; mas todas estas virtudes, suaves e íntimas, só exibiam longe, em Dijon, na Alsácia, e nas estalagens da Picardia.
Eça de Queiroz

Eduquês is watching you

Prometi que regressaria a este livro. Da contracapa deixo o texto para aperitivo. Mas uma palavra apenas: um destes dias um amigo comentava-me que a palavra «eduquês» era feia e já começava a cheirar mal. Na verdade, dando pouca ou nenhuma importância à estética da palavra, concordo com a segunda parte: o eduquês já cheira mal.
“Após inumeráveis reformas, o ensino das ciências mergulhou numa profunda crise. Muitos alunos terminaram o ensino secundário na ignorância das mais elementares regras da lógica, no desconhecimento de conceitos fundamentais de matemática e de ciências e com total incapacidade para resolver problemas simples. Entre outras gravosas consequências desta realidade, os cursos superiores das áreas científicas esvaziam-se progressivamente, comprometendo o desenvolvimento científico e tecnológico do país”.
Ena! Ainda não nos tínhamos apercebido disto……
 
V.A., Eduquês: um flagelo sem fronteiras. O caso Lafforgue, Gradiva, 2007

Pop Philosophy

Já ouvi gente da filosofia defender que a filosofia só pode ser ensinada a pessoas intelectualmente maduras. Nada mais tolo. Como é que alguém chega a ser intelectualmente maduro sem ser previamente estimulado? E, se esta possibilidade existir, quem lhe dará resposta não será provavelmente alguém da filosofia, ainda que seja alguém com formação em filosofia que possa testar a capacidade de raciocínio crítico. Ainda assim será que alguém que até nem é muito maduro intelectualmente, enquanto jovem, não pode ser estimulado ao pensamento crítico e à filosofia? Claro que pode e deve. Por essa razão é que a filosofia aparece nos currículos do ensino de muitos países, desde as crianças, até adolescentes e adultos.
Rolando Almeida

Uma introdução á lógica filosófica

Recentemente, no fórum de discussão de professores de filosofia do manual, A Arte de Pensar, colocaram-se algumas dúvidas sobre um autor, para muito de nós, difícil de compreender. Falo de Quine. Provavelmente por se tratar de um matemático, como muitos outros filósofos, por vezes somos confrontados com partes da sua obra que nos parecem, à partida, mais impenetráveis. Uma das boas sugestões que entretanto surgiu no fórum veio de Desidério Murcho, um dos moderadores. 
Rolando Almeida 
 

Quando a arte é bela, é bela para todos?

Um dos problemas da filosofia da arte começa quando pressupomos que o gosto é uma questão inteiramente subjectiva. Se os quadros de Paula Rego são ou não belos é uma questão de apreciação pessoal e assunto arrumado. Mas será que, quando olhamos para uma obra de arte, nada mais está lá do que o que conseguimos ver? Um sujeito muito mal formado jamais verá mais do que traços aleatórios numa tela de arte abstracta, ao passo que um outro com maior cultura e formação, vê algo mais na mesma obra. Se a arte fosse uma questão somente dependente da subjectividade, como seria uma obra aos olhos, por exemplo, de um porco?  
                                                                                              Rolando Almeida

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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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