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A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

Logos - Uma opção competente

À medida que vão chegando os novos manuais escolares de filosofia para o 10º ano, vou-me dando conta daqueles que me parecem obedecer aos melhores critérios para o ensino da filosofia. Poderia fazer uma lista exaustiva dos critérios que me fazem pensar num manual como melhor em relação a outro. Nigel Warburton no seu livro, Philosophy: the essential Study Guide (Routledge, 2004) estabelece quatro requisitos fundamentais para a actividade filosófica:
- Leitura dinâmica
- Escuta dinâmica
- Discussão dinâmica
- Escrita dinâmica
Warburton defende uma ideia da filosofia como actividade crítica (é ela outra coisa?). Quer isto significar que o ensino da filosofia deve remeter o aluno directamente para uma actividade crítica, recorrendo ao conhecimento dos textos clássicos. Mas estes constituem o mote para a discussão e tomada de posição do aluno em relação aos problemas filosóficos e não a mera informação histórica de como os mesmos foram tratados. Esta ideia para o ensino da filosofia é muito estimulante. De outro modo devemos pensar que a filosofia aparece nos currículos do ensino secundário como formação geral. Quer isto dizer que devemos pensar qual a sua futura utilidade para alunos de cursos que não os canalizarão directamente - no futuro - para o estudo da filosofia. Dizer que uma boa formação cultural é essencial parece não constituir uma boa ideia para convencer jovens para o estudo na disciplina. A minha experiência revela-me que, entrando directamente nos problemas, estimula-se muito mais os jovens a estudar filosofia e constitui ao mesmo tempo a melhor via para ampliar a sua formação cultural. Todos os anos tenho alunos que compram livros de filosofia, pequenas introduções. E não é fazendo da filosofia uma disciplina de história que tal acontece. Esta é a ideia que defendo para o ensino da filosofia.
Voltando aos manuais, poderia estabelecer aqui uma linha divisória que terá tanto de verdade como polémica. Os manuais feitos animados pela filosofia e os seus problemas e os manuais a que chamo de «manuais do eduquês» que se servem de muletas para apresentar a filosofia, na maioria dos casos, com consequências desastrosas para a disciplina. Assim, um manual do «eduquês», em vez dos textos dos filósofos, apresenta uma letra de uma canção de um artista de hip hop. Em vez de uma imagem que ilustre um filósofo ou o problema que se está a discutir, apresenta uma qualquer fotografia de um artista televisivo. Em vez de um texto filosófico, apresenta um qualquer texto sociológico ou moralista ou ainda meramente histórico. O manual do «eduquês» chega a apresentar autênticas listas de compras no lugar dos textos dos filósofos. O manual do «eduquês» pretende animar a filosofia com aquilo que o «eduquês» defende, isto é, o apelo às vivências e conhecimentos directos do aluno. E esta é a forma como se pensa que o aluno vai entrar no mundo dos problemas filosóficos. Só que aqui enfrentamos alguns problemas óbvios. Primeiro desvirtua-se, como já referi, o que é a filosofia; segundo revela a filosofia como uma disciplina aborrecida onde se fala de umas coisas sem grande sentido ou estimulação intelectual. Anos de experiência no ensino da filosofia indicam-me que o modelo do manual do «eduquês» não traz qualquer benefício ao ensino da filosofia. Claro está que também nos manuais do «eduquês» há autores que se esforçam por fazer um bom trabalho, com qualidade e pesquisa fundamentada e outros que nem tanto. Bons e maus manuais há em qualquer um dos formatos.
Alguns novos manuais de filosofia parecem afastar-se progressivamente do «eduquês» filosófico e aproximar-se da filosofia e somente dela para apresentar os problemas. A verdade é que a filosofia, precisamente por não apresentar resultados ou apresentar poucos, é uma discussão animada em si e não necessita de qualquer muleta para se exibir. Naturalmente, com maior ou menor curiosidade, chocamos com os problemas filosóficos e a forma como os encaramos é a pedra base de toda a sofisticação futura que lhes possamos oferecer. A filosofia pode assumir essa vantagem em relação às outras disciplinas. Ela está directamente relacionada com as nossas vidas e com as questões que a vida suscita. E é neste sentido que defendo que a filosofia é animada em si, não dependendo de nada que a possa animar a não ser uma exposição clara e rigorosa dos seus problemas. O manual da Santillana/Constância segue este rumo. Paulo Ruas e António Lopes conseguiram um trabalho limpo e seguro, distante do «eduquês» e que faz com que o seu manual, Logos (2007) apareça como um projecto a levar em consideração. Os autores começam logo na Unidade 1 por apresentar de forma resumida as linhas com que a filosofia se coze, não se perdendo em discursos desnecessários que só confundem os alunos. No final do livro há ainda espaço para indicações precisas de como fazer uma dissertação filosófica, para além de uma apresentação sinóptica dos principais movimentos e correntes da filosofia desde a antiguidade aos nossos dias. O livro é acompanhado em todas as unidades por uma boa selecção de textos de apoio, por sínteses e propostas de actividades. As actividades são pensadas para uso dos métodos ensinados logo na Unidade 1, evitando, deste modo, a dispersão metodológica. Ao longo de todas as unidades os autores incluíram pequenos esquemas que elucidam de forma clara os problemas em discussão e as posições dos autores a analisar. De referir que estes esquemas são simples e assim é que devem ser. Muitos manuais apresentam esquemas que não mais fazem do que confundir o aluno. E convém não esquecer que como um professor gosta de aprender por bons livros, é natural que o aluno também goste sendo os manuais a porta de entrada do aluno ao saber e conhecimento.
Gostaria de salientar dois pontos menos positivos, ainda que discutíveis. Primeiro, o manual poderia tratar o aluno de modo mais informal, tratá-lo por “tu”. Segundo era bom no final fazer acompanhar uma bibliografia que pudesse não só orientar o aluno como o professor. Esta bibliografia vem no CD que acompanha o manual que, curiosamente, dista em qualidade de textos em relação ao próprio manual. Não se percebe porque foram autores diferentes a elaborar o caderno do professor. Mesma em falta disto a nota final é elevada.
 
António Lopes e Paulo Ruas, Logos, Filosofia 10º, Santillana / Constância, 2007

Estatutos editoriais

Este blog não possui estatutos editoriais próprios. É o resultado do meu investimento pessoal na divulgação da filosofia. Obviamente reflecte algumas opções pessoais e, acima de tudo, o esforço para divulgar obras que se pautem pela qualidade que a filosofia merece. De todo o modo, o blog nasceu para servir alunos e professores. Os primeiros leitores, os meus alunos, conhecem bem o âmbito do blog e acompanharam a sua evolução. Leram os primeiros posts. Obviamente quem conheceu o blog mais tarde não teve a possibilidade de os ler. Com efeito, relembro aqui que o blog não tem uma posição em relação à filosofia que não seja discutível. Prova disso são as poucas colaborações que tem merecido de autores que investigam outras obras que o tempo não me permite a leitura. Só lhes tenho a agradecer. Do mesmo modo que tenho a agradecer qualquer colaboração que se destine a falar, divulgar e discutir qualquer problema ou tendência filosófica. O que não posso permitir é a publicação de comentários ofensivos em relação ao trabalho que aqui é desenvolvido. Não é essa a intenção do blog, nem será em momento algum. De resto se eu desejar confundir o espírito crítico com a ofensa fácil que ocorre muitas vezes na realidade virtual, construirei um blog propositadamente para esse fim. Claro está também que se eu construísse um blog dedicado ao Futebol Clube do Porto, receberia imensos comentários ofensivos de adeptos de clubes adversários. A filosofia só possui adversários quando não se conhece os avanços que a mesma tem sofrido nos últimos anos e não conhece a bibliografia que nos esclarecem de forma clara esses avanços. Mas essa é também uma das razões pela qual mantenho o blog activo. Qualquer comentário fora do âmbito das regras da discussão racional que ocasionalmente aqui divulguei, será automaticamente excluído pelo seu manifesto desinteresse na discussão racional. Gostaria de lembrar que o aspecto gráfico do blog, bem como a exploração dos conteúdos tem sido resultado das sugestões de muitos leitores ou simples visitantes, a quem, mais uma vez, agradeço. 
Gostaria de deixar – uma vez mais – o apelo a colaborações externas, que serão bem vindas desde que respeitem o mínimo garantido da qualidade filosófica.
Rolando Almeida

Que fazer para apurar o espiríto crítico? Uma sugestão

Este livro é uma introdução à lógica. Foi concebido para estudantes ao nível do primeiro ano da licenciatura, sem conhecimentos de matemática. A minha intenção é transmitir uma ideia da utilidade dos sistemas formais para a representação e análise de argumentos dedutivos. Complementarmente, presta-se também atenção a alguns dos problemas filosóficos que surgem nesta actividade e a alguns dos benefícios que dela resultam.

O sistema formal usado baseia-se nas regras de dedução natural de Gentzen e foi influenciado pela obra Beginning Logic, de E. J. Lemmon (Londres, Nelson, 1982). A parte mais difícil é a secção 5 do capítulo 4, podendo ser omitida sem afectar o que se segue. Nessa secção é oferecida uma demonstração da completude do cálculo proposicional de uma maneira que pode generalizar-se ao cálculo de predicados. Existem demonstrações mais simples. Contudo, sei por experiência própria que só os estudantes com um interesse sério em lógica se dão ao trabalho de penetrar nas demonstrações de completude — e esses conseguem dominar a versão mais difícil. A maior parte do capítulo 8, ou a sua totalidade, que aborda a semântica do cálculo de predicados, pode ser omitida numa primeira leitura ou num curso introdutório. Este material foi incluído a pensar nos estudantes que irão enveredar pela leitura da literatura contemporânea de filosofia da linguagem.

Há uma distinção, de especial importância para a lógica, entre usar uma expressão e mencionar uma expressão. Na primeira frase deste prefácio, a expressão «este livro» foi usada para referir uma certa coisa; nomeadamente, o livro que está agora a ler. Nesta última frase (a que acabou mesmo agora de ler), a expressão entre aspas não foi usada para referir este livro. A presença das aspas constitui um dispositivo para falar da própria expressão. Dissemos que a expressão foi usada para referir uma certa coisa. Poderíamos também ter dito que a expressão era constituída por duas palavras ou nove letras. Em tais asserções estamos a usar e não a mencionar a expressão «este livro». Se estamos a usá-la, ela chama-nos a atenção para o livro. Se estamos a mencioná-la, as aspas chamam a nossa atenção para a própria expressão. Se eu disser que Reagan está em Hollywood, estarei a referir uma certa pessoa, usando uma certa palavra. Se eu disser que «Reagan» tem seis letras, não estarei a falar dessa pessoa, mas a mencionar a palavra para poder falar acerca dela. Se não se compreender nem respeitar esta distinção podem surgir absurdos e/ou paradoxos. Neste livro, as aspas são usadas para chamar a nossa atenção para as próprias expressões. Por vezes, contudo, não nos daremos ao trabalho de incluir aspas, se pelo contexto for claro que estamos a mencionar a expressão para falar acerca dela e não a usá-la para dizer qualquer coisa. Por exemplo, se eu usasse a frase «o O tem uma forma agradável», o leitor partiria do princípio (correctamente) que eu estaria a falar acerca da expressão e não acerca de qualquer coisa chamada «O». Se houvesse qualquer dúvida, poderia ter usado a frase «o ‘O’ tem uma forma agradável». Analogamente, as aspas são explicitamente usadas nesta obra se existirem quaisquer dúvidas quanto ao que se pretende.

Este texto foi pela primeira vez redigido no Outono de 1981, quando fui Professor Visitante Commonwealth na Universidade de Trent, no Ontário. Estou particularmente grato ao então director, assim como aos membros do Champlain College, por me proporcionarem um ambiente de trabalho agradável e estimulante. No Inverno de 1984, aquando da preparação final do texto, gozava de uma sabática do Balliol College de Oxford. Agradeço ao seu director e membros. Andrew Boucher e Martin Dale comentaram detalhadamente o manuscrito desde a sua fase inicial e a sua ajuda foi inestimável. Agradeço também a Mary Bugge, secretária de investigação do Balliol College, pela sua paciência e perícia na dactilografia de um manuscrito difícil. Pela preparação do índice analítico e pela ajuda na leitura das provas devo agradecimentos a Daniel Cohen, Mark Hope e Ian Rumfitt.

Ao preparar esta reimpressão corrigida, beneficiei dos comentários de muitos leitores, aos quais estou muito agradecido.

retirado do Prefácio à obra

W. H. Newton Smith, Lógica: Um curso introdutório, Gradiva, 1998

A. C. Grayling, Descartes

Cientista, matemático, viajante, soldado — e espião — René Descartes foi um dos fundadores do mundo moderno. A sua vida coincidiu com uma extraordinária época na história, repleta de génios das artes e das ciências. Mas, por altura do seu nascimento, em 1596, o mundo ainda era dominado pelas crenças medievais. Foi Descartes quem identificou os instrumentos intelectuais de que os seus pares necessitavam para se libertarem da clausura da autoridade religiosa — fundando assim a filosofia moderna. Antes da sua morte, em 1650, ele fizera imensas contribuições para uma vasta diversidade de disciplinas, e o seu «Cogito, ergo sum» (Penso, logo existo) tornou-se uma das mais famosas máximas em filosofia.
Esta é a mais completa biografia deste filósofo, escrita com base em novas descobertas e estabelecendo um retrato espantosamente acessível e fascinante do homem e da notável era que viveu.

A. C. Grayling é escritor, crítico e professor de Filosofia no Birkbeck College, Universidade de Londres. Entre os seus muitos livros encontram-se estudos sobre Bertrand Russel e Ludwig Wittgenstein, uma biografia de William Hazlitt e colecções de ensaios.
A.      C. Grayling, Descartes, Pub. Europa América, 2007

«Não vale nada, é só palavreado»

Recentemente, num hotel de luxo, numa apresentação de um manual de filosofia, ouvi uma professora de filosofia, ao folhear um manual, afirmar: «isto não vale nada, é só palavreado». Curiosamente tratava-se de um manual que apresenta a filosofia de modo competente, não se alicerçando no circo habitual que mais não faz do que transformar a filosofia naquilo que ela não é. Mais adiante, a mesma professora, quando abre a unidade da estética e filosofia da arte, proferiu «Isto é arte?». Esta segunda pergunta parecia denunciar a mesma inquietação que um jovem adolescente possui quando confrontado com as questões da filosofia da arte. Desconfio, com efeito, da ingenuidade da questão feita, tal era a perplexidade perante o desconhecido.
Não partilho da opinião de que tudo o que é português não presta e que o bom é o que vem de fora. Curiosamente, grande parte dos maus manuais e por vezes mais adoptados nas nossas escolas mais não é do que a importação directa do pior que se faz noutros países. E, já agora, porque é que estranhamos tanto o que é bom e vem de fora? Seremos nós peritos na importação de lixo? Ou só importamos o mais fácil e imediato?
O contexto da filosofia é transfronteiriço. Quando muito podemos fazer uma divisão entre filosofia oriental e ocidental. E, numa confusão desnecessária, entre filosofia continental e inglesa e americana. Mas esta última divisão seria como optar entre ensinar o geocentrismo defendido na Patagónia e o Heliocentrismo das Universidades sérias onde mais se investiga com seriedade e se fazem os maiores progressos. Fazer filosofia ignorando o que se faz com os filósofos das universidades inglesas e americanas é como querer fazer ciência publicando os nossos resultados no jornal dos Brejeiros da Tijuca, o clube de futebol de pé descalço da favela onde vivia o Zé Carioca. Ninguém nos levaria a sério! Ignorar os centros mundiais onde se investiga mais filosofia e onde ela mais progride é, pura e simplesmente, ficar do lado de fora, ignorar o que se passa à nossa volta.
Apresento aqui mais um manual de filosofia para níveis secundários chegado de Inglaterra. Para que se note, este manual, que vem do país rico, não possui qualquer imagem. Só texto a preto e branco. Mas afirmar que este manual é mau porque é só «palavreado», seria cometer um grave erro e revelar total falta de curiosidade sobre o modo como os problemas filosóficos são nele expostos.
O manual termina com propostas de exames para treino das matérias estudadas e ainda com um pequeno glossário auxiliar em cada unidade, para além das habituais sugestões de leitura para aprofundamento. Organizado por Elizabeth Burns e Stephen Law (autor de vários livros de divulgação da filosofia, para além de director da revista Think), cada problema filosófico é trabalhado por um especialista em cada área. No início de cada unidade apresenta uma lista dos principais conceitos a considerar e ainda uma pequena e informativa introdução ao problema a analisar.
O manual está organizado com os seguintes problemas, pela ordem apresentada:
  1. Teoria do conhecimento.
  2. Filosofia Moral
  3. Filosofia da religião
  4. Filosofia da Mente
  5. Filosofia Política
  6. Filosofia da Ciência
O prefácio é de Nigel Warburton e pode ser lido aqui, (tradução de Desidério Murcho).
Este é um «palavreado» que serve muito bem o ensino da filosofia, uma belíssimo manual só com o fundo branco e o negro das letras, sem qualquer adorno para além da vivacidade e clareza com que os problema nos são apresentados. Em tempo de debate sobre a escolha de manuais de filosofia para o 10º ano, esta é uma boa luz que, pelo menos, nos escusa a habilidade ignorante de dizer disparates que em nada abonam a nossa disciplina.
 
Elizabeth Burns and Stephen Law (Edited by), Philosophy for AS and A2, Londres: Routledge, Reprinted 2006
Comprar e conhecer melhor aqui.
 
Rolando Almeida

Conferência - Fnac Madeira «O sentido da vida»

CONFERÊNCIA:"O SENTIDO DA VIDA"
ORADOR : Desidério Murcho (Kings College, Londres)
 
DESTINATÁRIOS: Educadores de Infância, Docentes dos Ensinos Básico e Secundário
DURAÇÃO:1 Hora (17h00 –18h00)
LOCAL:Auditório da FNAC-Madeira Shopping-S.Martinho
INSCRIÇÕES: Até23 de MAIO - Sede do SDPM –Rua do Brasil, 49 –São MartinhoTelef. 291 765 112 www.sdpmadeira.orgformacao@sdpmadeira.org
 
26 de Maio/ 2007SINDICATO DEMOCRÁTICO DOS PROFESSORES DA MADEIRA
www.sdpmadeira.org
E-mail:  sdpm@netmadeira.com

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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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