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A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

Podem as máquinas pensar?

Digitalizar0001 « Stu: Estou a ver que te sentes confiante, o que é óptimo. Admito que não fui muito longe; mas, afinal de contas, sou apenas um estudante -- é verdade que sou um estudante de matemática, mas ainda assim sou apenas um estudante. Por outro lado, és um professor de filosofia. Este não tem sido por isso um debate justo. Conheço um professor de matemática que tenho a certeza que pode lidar contigo mais em pé de igualdade. Já discuti com ele este problema da mente/máquina e posso assegurar-te que ele não é nenhum simpatizante do mecanicismo. Na verdade, ele disse-me várias vezes que conhece uma refutação matemática do mecanicismo. Estás disposto a encontrares-te amanhã connosco, para ver se podes refutar a refutação dele? Ou só discutes com estudantes?

Phil: Tal como deves saber, nós filósofos investigamos a verdade até onde essa investigação nos conduzir -- mesmo que nos conduza a um professor de matemática. Traz-me lá então o teu professor de matemática. » p.28

Peguei esta tarde neste livrinho da colecção Filosofia Aberta. Lê-se bem porque está em forma de diálogo, para além de que é um texto curtíssimo. Não pegava neste livro, publicado pela Gradiva no ano de 1996, já há muito tempo, mas foi um reencontro feliz pois pude verificar uma série de aprendizagens realizadas. Confesso que na altura em que li o livro pela primeira vez não sabia da maior parte das teorias apresentadas para resolver o problema de saber se as máquinas podem ou não pensar tal como os seres humanos. É uma leitura refrescante e uma forma muito prática de nos confrontarmos com o problema e as suas diversas teorias. A passagem que escolhi ilustra bem das capacidades deste livrinho que anda injustamente meio esquecido por aí nos escaparates das livrarias. O leitor não deve ficar assustado com as elucidações matemáticas que aparecem ao longo do diálogo, dado que a linguagem não é técnica e torna acessíveis teorias como a dos teoremas de Godel. Vale mesmo a pena ler, tanto mais que dada a sua estrutura de diálogo, o livro lê-se de um fôlego só.

Paul T. Sagal, mente, homem e máquina, Gradiva

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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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