Ciclo de Estudos conducente ao Grau de Mestre em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário
O Ciclo de Estudos conducente ao Grau de Mestre em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário, criado no âmbito da implementação do processo de Bolonha, confere habilitação profissional para a docência de Filosofia para o Ensino Secundário, nos termos previstos pelo Regime Jurídico da Habilitação Profissional para a Docência na Educação Pré-escolar e nos Ensinos Básico e Secundário (Decreto-Lei nº 43/2007, de 22 de Fevereiro).
Este Ciclo de Estudos visa formar Professores de Filosofia para o Ensino Secundário que sejam profissionais informados, críticos e actuantes, capazes de:
- Reconstruir o seu pensamento e acção ao longo da vida;
- Estruturar, monitorizar e avaliar aprendizagens socialmente relevantes, no quadro do desenvolvimento integral dos indivíduos e da sua inclusão plena na escola e na sociedade;
- Incorporar metodologias orientadas pelos princípios da reflexividade, auto-direcção, criatividade e inovação, conferindo lugar de destaque à investigação, não só como fonte do conhecimento mas sobretudo como modo de conhecer e intervir;
- Desenvolver uma acção consciente, deliberada e responsável nos contextos da prática profissional.
Grau académico que confere: Mestre
Área de Especialização
Ensino de Filosofia no Ensino Secundário
Condições de Admissão
120 créditos em Filosofia obtidos no ensino superior
Saídas Profissionais
Professor de Filosofia no Ensino Secundário
Prazos de candidatura
O funcionamento deste ciclo de estudos está dependente de autorização anual do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. No site da Universidade (www.uminho.pt) será divulgada informação sobre a abertura do mesmo.
Duração do Curso
Este Ciclo de Estudos tem a duração de dois anos lectivos (120 ECTS) e inclui uma parte curricular e um Estágio Profissional. O Estágio Profissional decorre em Escolas do Ensino Secundário com as quais a Universidade do Minho estabeleceu um protocolo de cooperação. Durante o Estágio os futuros professores serão envolvidos em prática supervisionada de ensino de Filosofia em grupos ou turmas do ensino secundário.
Valor das propinas
O valor das propinas será fixado pelo órgão competente.
Direcção do Ciclo de Estudos
Universidade do Minho
Instituto de Educação e Psicologia
Campus de Gualtar
4710 - 057 Braga
Telef: (+351) 253 601 286
Fax: (+351) 253 604 659
E-mail: sec-mfip@iep.uminho.pt
Informações
Instituto de Educação e Psicologia
Telef: (+351) 253 601 286
E-mail: sec-mfip@iep.uminho.pt
Instituto de Letras e Ciências Humanas
Telef: (+351) 253 604 171 /2/ /3
E-mail: sec@ilch.uminho.pt
IMPORTANTE
MAIS INFORMAÇÕES EM:
http://www.uminho.pt/Default.aspx?tabindex=10&tabid=8&lang=pt-PT&pageid=856
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Olá Filipa,
Fizeste bem em escrever e obrigado pelas tuas palavras. Para responder à tua questão: não existe uma relação directa entre um curso de filosofia e o que podes fazer com ele no futuro profissional, exceptuando o ensino, claro. Um bom curso de filosofia, moderno e bem orientado (coisa que ainda não temos em Portugal) desenvolve muitas skils muito importantes no mundo de hoje, principalmente ao nível do raciocínio crítico e da argumentação. Se tiveres capacidades económicas para isso o ideal é pensares numa especialização numa boa universidade anglo saxónica. A filosofia que se pratica e é valorizada no mundo de hoje é a analítica que é pouco ou nada praticada em Portugal, à excepção de meia dúzia de professores que são casos isolados. A orgânica dos cursos ainda é orientada segundo a versão franco germanófila, que, como deves saber, está em crise desde o espectro do nazismo na Europa. Fazer mestrado fora da área é uma opção talvez viável, mas seja qual for o mestrado tens de ter noção de uma coisa: no meu tempo, quando acabei o meu curso, o emprego era quase garantido. Bastava uma média mais ou menos e com esforço conseguia-se uma colocação no ensino, como foi o meu caso. Era assim em quase todas as áreas. Hoje em dia o emprego não está à espera das pessoas com formação, mas, ao invés, são as pessoas que tem de correr à procura do emprego com todos os obstáculos que tal implica. No meu tempo, bastava o Dr. No currículo e tinha-se trabalho. Hoje, além do canudo, são necessárias as tais competências devidamente desenvolvidas. Por exemplo, as entrevistas de trabalho são decisivas. E como é que chegas a uma entrevista de trabalho? Quanto mais coisas fizeste durante o curso mais o teu currículo vai chamar a atenção os empregadores. Há estudantes cuja vida de estudante se resume a beber cerveja e estudar nas vésperas dos exames. E há outros que gostam de estudar e ganham gosto pela aprendizagem. Os segundos estão em clara vantagem em relação aos primeiros. Portanto, não te bastará um canudo para obeteres um emprego. E depois de estares empregada não te basta fazeres a manutenção do emprego, mas vais ter de mostrar que o teu trabalho mudou de alguma forma a organização a que pertences. Isto não é para desanimares. O mundo é mais exigente e isso deve ser encarado de forma positiva. Por outro lado em Portugal ainda existem outros obstáculos, como a ainda subsistente desvalorização de mão de obra qualificada. É assim que muita gente que estuda vê os lugares de emprego serem atribuídos a pessoas com menos formação. Isto deve-se, em grande medida, à falta de formação dos empregadores que ainda pensam como se vivêssemos na idade média. As multinacionais já não pensam assim e valorizam sempre – e muito – a formação e capacidade de aprendizagem das pessoas. Acima de tudo é necessário optimismo e ser-se muito empreendedor. Mas em relação à área que deves escolher pensa sempre numa coisa: para os próximos anos somente o curso de medicina dá emprego seguro aos recém licenciados. Mais nenhum. A filosofia é uma área de banda larga que te desenvolve competências pessoais, mas não te dá acesso directo a um trabalho. Tens uma área muito próxima desta que é Economia ou Gestão. A minha esposa é de Gestão e com força e vontade lá conseguiu um bom trabalho num meio muito adverso a bons trabalhos. E para ser compensada tem de dar muito à empresa na qual trabalha, uma multinacional.
Acima de tudo concentra-te para já na conclusão do curso de filosofia e vais ver que quanto mais te empenhares, mais portas se abrem. Os melhores tem sempre lugar no mundo evolucionista do trabalho.
Felicidades e aparece sempre
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