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A Filosofia no Ensino Secundário

Novidades editoriais de interesse para estudantes e professores de Filosofia.

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Filosofia Dominical

Magician O saber e a ciência são muitas vezes mal usados pela banha da cobra. Recebi este e-mail do Brasil e não resisto a mostrá-lo. Vale mesmo a pena ler para compreender até que ponto se usa o nome da ciência e da filosofia para vender banha da cobra. É para isto que as desconstruções servem, para fazer homenagens destas à estupidez humana. Fantástico! O que mais irrita é que esta treta vem com o nome da filosofia. Haja paciência!

"Desconstrução, ceticismo

Nosso trabalho em filosofia nos leva à desconstrução de alegorias, ou, como dizia Michel Serres: 'rumo à estrutura nua' - até trazer à tona o 'vigoroso madeiramento', o que para nós se traduz como o incondicionado. Há, como diz Badiou, um 'paradoxo do inominável'.

Paul Feyerabend usa o conceito 'incomensurabilidade'.
Somente esta liberdade a céu aberto é intrigante o suficiente.
Somente esta está viva e é o fenômeno. O resto são alegorias, formas de ver, de sentir, de captar, que geralmente estão atrasadas, paradas como fotografias.
Nietzsche advertiu que sempre quisemos nos aproximar da vida 'como se fosse uma pintura'.
Aos filósofos, dir-se-ia: 'como se fosse uma teoria...' A aventura com o conhecimento vai de uma escala que abrange das várias ciências praticáveis e pensáveis (e seus 'métodos') ao incondicionado.
O conhecimento no entanto está mesclado indissoluvelmente com a vontade, com a inquietude, com a insegurança, com o fenômeno da vida, e isso indica o seu passar. Fenomenologia viva.
Construímos o que chamamos de alegorias.
Nós todavia, escolhemos como objeto de estudo - e isto significa que para lá voltamos nossa atenção - ao desenvolvimento de sistemas que privilegiam a tentativa da descrição mais simples, e na medida do possível mais pura, ainda que grossa e nua.
Nos entretemos na tentativa de demonstrar que a via da opinião é sempre cabível a indivíduos e contextos. Sua sabedoria é perspectiva e momentânea. Nos atraíram assim elaborações que apontam limites cognitivos, relacionais, contextuais, pois consideramos que estes são temas mais adequados à cena global contemporânea da aventura com o conhecimento.
De qualquer modo, o 'conhecimento' se diversificou de tal forma, que é hoje difícil tentar aglomerá-lo em uma unidade, ou mesmo em poucos múltiplos. Sua construção, direção e contradição é tão plural e diversa como somos pessoas.
O sucesso técnico é considerável. Mas as guerras, o funcionamento do dia-a-dia, a vida para o trabalho, a distribuição de renda, a estratificação e massificação 'culturais', a erudição pura e separada da vida, a política, são coisas que às vezes ainda tornam a vida difícil.
Talvez por isso sigamos apontado 'estruturas gerais'. Precisamos 'respirar' por algum lugar.
Um novo tipo de prática cognitiva tem de ser forjada, menos sábia, mais cética e mais prática.
Talvez estejamos 'voltando ao tempo' das 'estruturas gerais'."

 

Não sei bem qual é a referência do texto, uma vez que me veio parar a uma das caixas de mail.

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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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