Sábado, 24 de Maio de 2008
De vez em quando dá-me para recomendar um disco para desopilar os nervos e preconceitos. Aqui fica a sugestão para fim de semana, porque às vezes as canções são mais profundas que a vida (também sei ser profundo!!!). A beleza quando é intensa também nos move os neurónios mais quietinhos. E para a arte ser bela, basta ser clara. A arte é como as ideias! Há canções que nos lixam a vida, como Decades (não incluída no best of). Fica aí como sugestão o monumento que é a Joy Division, agora, com best of, a seguir o filme “Control”.
Joy Division, the best of joy division, 2008
De Valter Boita a 24 de Maio de 2008 às 22:10
Rolando, que bela sugestao! A propósito do filme "Control" que ainda não vi, recentemente tive oportunidade, no contexto do festival de cinema Indy, visionar o documentário sobre os Joy Division. E está muito bem feito, relacionando o grupo com a sua cidade natal, guiando-nos por algumas músicas e becos e ruelas de Manchester.
Um abraço
De
rolandoa a 24 de Maio de 2008 às 23:30
Olá Valter,
Não gostei muito do filme, mas não tenho nenhum fascínio pela pessoa de Ian Curtis. Gosto é muito dos Joy Division.
abraço
E foste logo falar da Decades! Essa musica é mortificante!...
De
rolandoa a 25 de Maio de 2008 às 01:56
Renato,
A "decades" é de uma intensidade dramática monumental. Bem, agora imagina o que é juntar a isto o LC dos Durutti Column e o Music For a new society do John Cale. É mesmo dee quebrar o coração ;-)
carissimo:
Nao associo assim tanto os durutti a esse estado depressivo do decades, reconhece no entanto uma certa ambiencia nessa disposição. Os durutti acalmam-me mais que Joy Division (uma amiga minha disse.me uma vez que era musica da acalmia de domingo).
Quanto ao J Cale, tive ontem uma conversa sobre ele. O cale para mim nunca deixara de ser um ex-velvet isto porque nunca me introduzi suficientemente nele ao ponto de o considerar autonomo. Aqui o erro é meu certamente pois muita gente me fala do seu cunho proprio, mas os 3 albuns que tenho dele nao me dizem muito...
abraço
De
rolandoa a 27 de Maio de 2008 às 15:20
Olá Renato,
O "LC" dos Durrutti Column é na verdade dos discos mais tristes do projecto. Não me referia a outros. Quanto ao John Cale estás mesmo equivocado: ele tem a época rock em que já se distancia dos Velvet, apesar de militar no mesmo formato. Mas então não conheces o outro trabalho de Cale, de claro recorte clássico (chegoua gravar o Words for the dying, por exemplo, com orquestras clássicas) e trata-se de uma obra completamente autónima que nada tem a ver com o trabalho dos Velvet, de modo algum. Bem, o Lou Reed anda mais próximo dos Velvet que Cale, indubitavelmente.
abraço
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