Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

O que andamos a ouvir em 2007

Mesmo que a filosofia seja o propósito principal deste blog, não resisti a publicar a lista dos discos que mais foram ouvidos em 2007 pelo autor deste blog.

1.       Shellac “excellent italian greyhound”
2.       Young Gods “super ready fragment”
3.       Thruston Moore “trees outside the academy”
4.       Battles “mirrored”
5.       Tuxedomoon “vapour trails”
6.       Robert Wyatt “comicopera”
7.       Burial “untrue”
8.       PanSonic “katodivaihe”
9.       Grinderman “grinderman”
10.   Black Dice “load blown”
publicado por rolandoa às 22:41

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8 comentários:
De renato martins a 8 de Dezembro de 2007 às 00:46
tambem estou desejoso para ouvir o ultimo do robert wyatt. Afinal sou um fã dos soft machine. Boa escolha Rolando
De rolandoa a 8 de Dezembro de 2007 às 02:02
Olá Renato,
Gosto muito do trabalho do Robert Wyatt, desde os Soft Machine. Falta, nesta lista, alguns discos importantes que cheguei a ouvir este ano. Um deles é o do Scott Walker e só não o inclui na lista porque se trata de um EP. Um trabalho bizarro, mas delirante e claramente a obra de um homem.
É bom ter afinidades musicais
Abraço
Rolando Almeida
De renato martins a 8 de Dezembro de 2007 às 15:16
Boa... o Scott Walker ainda lança albuns? Tenho que ver isso, como não é na esquina da minha casa que arranjo bons albuns torna-se dificil saber o que anda a sair, ou encontrar á venda.

Robert Wyatt a solo tambem é bom, o Rock Bottom é um bom exemplo disso. Recentemente so o vi mesmo a cantar o confortably numb ao pé do David Guilmour.


Abraço
De rolandoa a 8 de Dezembro de 2007 às 20:07
é verdade Renato. O Scott Walker lança albuns e muito obscuros e estranhos, mas musicalmente interessantes. Quem diria que o homem dos mediaticos Walker Brothers fazia coisas experimentais???
Tinha muitos mais albuns para mencionar na minha lista, mas optei por aqueles que mais audições fiz (sim, ainda tenho o hábito de ouvir os discos até que eles me revelem os seus segredos, uma forma entre muitas outras de me relacionar com as artes dos sons).
Abraço
Rolando
De Paulo Lopes a 21 de Dezembro de 2007 às 00:14
Olá, Rolando.
Tirando Thruston Moore, só Robert Wyatt me diz algo -- muito (e não particularmente da altura dos Soft Machine). Para além de Rock Bottom, também terias, muito provavelmente, interesse em ouvir Ruth Is Stranger Than Richard e Nothing Can Stop Us (da fase dos seus singulares vocalizos), assim como Dondestan e Shleep; Cuckooland e Comicopera são até os que considero menos expressivos. Se não os conheceres (e estiveres interessado), posso enviar-te um CD com estes álbuns em MP3.
Um abraço.
Paulo Lopes
De rolandoa a 21 de Dezembro de 2007 às 02:51
Viva Paulo,
Conheço a maior parte dos títulos que referes. Obrigado de todo o modo pela tua ´disponibilidade. O Robert Wyatt é de uma geração anterior à minha. O Thruston Moore é mesmo da minha! Mas tive necessidade de compreender o que se tinha feito antes. Recuei até às origens do rock e outros géneros de música de expressão urbana ou popular. Criei verdadeiras paixões. O Robert Wyatt é uma delas. Na minha lista tenho um album de um projecto do início dos anos 80 e que ainda andam aí, os Tuxedomoon e que ainda fazem um trabalho muito bom. Claro que a minha lista reflecte um gosto muito pessoal mais direccionado para o rock em estado puro e de vertente experimental, daí que a minha 1ª escolha recaia sobre o trio norte americano Shellac, banda de Steve Albini que produziu muitos dos melhores discos de rock que ouvimos na década de 80.
O Wyatt vale pela longevidade e consistencia na sua carreira, sem grandes altos e baixos, ainda que o homem possa estar um bocado pesado pela idade (de cadeira de rodas como sabemos). Talvez por essa razão incluisse o seu último disco na minha lista. Na verdade conhecemos-lhe melhores momentos. Mas há meia dúzia de vozes que nos encantam. imagina que o Chet Baker era vivo e ainda lançava discos?
Abraço
Rolando Almeida
De Paulo Lopes a 22 de Dezembro de 2007 às 14:35
Viva, Rolando.
Ainda há pouco fui ouvir samples do álbum de Shellac que elegeste, mas não fiquei com uma ideia clara do que é (para além do início -- 30'' -- das canções, nem sequer deu para apanhar bem as vocalizações). Mas a tua referência a Steve Albini como produtor e ao rock enérgico e algo experimental, elmbraram-me outros nomes de que és capaz de gostar (e, no caso de não teres, renovo a minha disponibilidade para te fazer chegar um CD com álbuns em MP3): P. J. Harvey (Steve Albini produziu o seu 2º álbum, "Rid of Me"), de que gosto bastante e tenho quase todos os discos; Nick Cave (também tenho quase tudo -- e Grinderman não é dos seus mais expressivos trabalhos); os álbuns dos Morphine com o seu vocalista e baixista; Violent Femmes (o seu punk-folk dos primeiros álbuns é original, não seui se conheces...); e decerto que conheces The Strokes e The White Stripes (que têm álbuns deste ano), embora, visto que não os elegeste, talvez não sejam dos tuas mais dilectas preferências, ainda que façam uma música que conjuga com alguma felicidade (digo eu) uma certa urgência primitiva com alguma sofisticação na abordagem.
Noutro plano, sugiro-te Shannon Wright, Karate e Smog (este acabou há pouco, embora o seu mainman, Bill Callahan, tenha publicado um disco este ano).
Chet Baker é bem lembrado: mais me afasta das dependências geracionais.
Boas audições!
Abraço.

Paulo Lopes
De rolandoa a 22 de Dezembro de 2007 às 15:49
Claro que tenho essas referências. Os primeiros albuns da PJ são, sem dúvida, os melhoresl, mais aguçados e de garagem, a lembrar a melhor Patti Smith. Os Shellac são a continuação dos Black Flag. É um power trio que grava directamente, rock de garagem q.b. e muito experimental. aliás, a fusão entre o melhor rock melódico e o experimental é dada naquela que é, desde há anos a fio, a minha banda de eleição, os Sonic Youth. Esta recente vaga do rock troxe os White Stripes que são, sem dúvida, uma excelente banda. Os Strokes não gosto tanto, são mais descartáveis.
Das outras referências, gosto particularmente dos Smog. Vi os Morphine na noite antes do Mark ter falecido. Os Morphine reunem grande culto em Portugal e ainda bem porque é um caso de criatividade impressionante. Cada album deles era como descobrir uma mina de ouro.
Agora quem oferece sou eu: se quiseres posso enviar-te também uns mp3. ;)
Abraço
Rolando A

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Rolando Almeida


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