Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

Para os professores que leccionam cidadania

Com a invasão de novas disciplinas para o grupo de filosofia (é sempre melhor que venham para o grupo de filosofia do que para os outros) surgem muitas dúvidas sobre como planificar as aulas e encontrar os melhores materiais. O ensino profissional está a ser implementado sem que previamente estivessem preparados materiais adequados ao seu ensino. Sem traduções, bons manuais, boas bibliografias, como vamos, nós, professores, planificar as nossas aulas? Só mesmo recorrendo aos manuais escritos noutras línguas, pelo menos para quem se vai habituando a ler noutras línguas. Em português, népias. E, para preparar uma disciplina, não deveríamos dispor de bons materiais em língua portuguesa?
Rolando Almeida

Quem pensa um programa sem ter materiais adequados ao mesmo, só pode mesmo ter as vistas curtas. Isto é mandar às urtigas os professores que ficam coxos para preparar as suas aulas. O saber não cai do céu. Está, em grande parte, escrito nas obras de referência e é necessário conhecê-las para poder ensinar o quer que seja. Nós, por cá, andamos às avessas. Deste modo criam-se maus hábitos nos docentes que, com tanta mudança, também deixam de procurar os poucos materiais que, entretanto, vão surgindo. O caso do ensino profissional é paradigmático. Para a maior parte das disciplinas nem sequer existem manuais e o professor é sujeito ao crime por lei de corte e costura de outros manuais e recurso das fotocópias. Um crime fomentado por quem toma decisões. Impressionante não é?
Bem, para quem lecciona Educação e Cidadania, a editora Plátano disponibiliza desde 2006 a segunda edição do excelente manual de Mendo Henriques, João Reis e Luís Roja. É uma iniciativa da editora que representa um esforço que nós, professores, devemos aproveitar. O manual está muito bem organizado, por módulos (7 no total), com testes no final e um enquadramento muito bom para alunos do secundário. Todo um programa pode ser elaborado a par com este manual, mesmo que isto seja uma contradição, uma vez que um manual deve ser feito depois do programa e não ao contrário. Com efeito, com a falta de qualidade dos programas e, no caso do ensino profissional, com a sua total ausência para muitas disciplinas esta é uma proposta que, creio, é aceitável.
O manual pode ser adquirido directamente na Plátano.
Mendo Henriques, João Reis e Luís Loja, educação para a cidadania, saber & inovar, Plátano, 2006


publicado por rolandoa às 22:03

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Rolando Almeida


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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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