Domingo, 18 de Novembro de 2007

Filosofia com crianças - acção de formação

FILOSOFIA COM CRIANÇAS... E OUTRAS IDADES
(acção acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua)
Duração do curso: 30 horas (com uma componente predominantemente prática)
Calendarização: dias 5, 12, 19 e 26 de Janeiro de 2008
Das 9.30h às 13.30h e das 15.00h às 18,30 h
Local:APS - Associação de Professores de Sintra
Tel.: 21 9170461
Fax: 21 9178451
(para mais informações contactar: lisabreu@netcabo.pt)
 

Objectivos
 
  1. Conhecer e aplicar o programa e a metodologia de Filosofia com Crianças desenvolvida por Matthew Lipman.
 
  1. Promover a participação no exercício de um pensar em “comunidade de investigação”/questionamento.
 
  1. Facilitar a intervenção dos/as professores/as no desenvolvimento e avaliação de competências cognitivas, sociais e afectivas.
 
Destinatários
Professores de todos os graus de ensino e todos os que se interessam por uma reflexão
conjunta, independentemente da área em que trabalham e da sua formação.
(máximo 20 pessoas, mínimo 15)
 
Informação
Esta acção habilita os/as formandos/as a leccionarem o programa de Filosofia com Crianças como actividade de complemento curricular no Ensino Básico.
A sua aplicação facilita também as áreas de Formação Cívica, Área de Projecto e as aulas de Filosofia (10º e 11º anos).
 
Através da análise e clarificação de questões, esta acção contribui para um pensar mais flexível e autónomo, desenvolvendo a capacidade de identificação de alternativas para a resolução dos problemas quotidianos.
 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        
Ficha de Inscrição
 
Nome ________________________________________________________
 
Morada ______________________________________________________
 
 
E-Mail ________________________
 
Telefone _____________         Telemóvel _________
 
Nível de ensino (professores/as) ou ocupação ________________________     
 
Local de trabalho _________________________
.............................................................................................................................................
 
Inscrição:
65 € /sócios da APS, 75 € para não sócios
 
No caso do número de inscritos ultrapassar o máximo(20), dar-se-á preferência aos professores de Filosofia.
 
Para reservar e garantir a sua participação deverá pagar, no acto da inscrição, até ao dia 15 de Dezembro, 50% do valor total para:
 
Associação de Professores de Sintra
Praceta Francisco Ramos Costa, nº 13 C
Tapada das Mercês
2725 – 579 Mem Martins
 
Tel.: 21 9170461
Fax: 21 9178451
(para mais informações contactar: lisabreu@netcabo.pt)
 
 
 
Esta ficha pode ser copiada aqui


 
 
 
publicado por rolandoa às 02:47

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3 comentários:
De Vitor Guerreiro a 20 de Novembro de 2007 às 15:48
Será que esta ideia irá ser realmente levada a sério no futuro, tendo em conta a mentalidade predominante no nosso país? A minha esperança está no sim, contudo, o meu bom senso humeano receia um redondo não.

"Nós" (este maldito eu colectivo que em comum só tem o falar uma versão de galego misturado com arabescos e outras coisas) não vemos o conhecimento como um processo de produção, mas antes como algo que já está feito e pronto a consumir, basta comprar, tal como em muitos casos basta pagar um curso para se ser doutor e estar muito acima da ralé ignorante e mortal, com direito a fato de morcego e uma mosquinha na ponta do queixo (óculos ray-ban opcionais, não incluídos no pacote). Por isso mesmo, a ideia de filosofia com crianças parece absurda ao médio calhau lusitano da metropolitana província europeia. O pensamento crítico é coisa que para nada serve, uma vez que a única coisa que serve é ter dinheiro ou amigos cheios dele. Portanto, toda a arte indispensável à vida não consiste num saber, num conhecimento, mas sim numa competencia, numa virtude performativa, hábil jogo de cintura com duas faces: a arte de fazer dinheiro para do poder disfrutar (porque liberdade é poder, certo) ou a política que é a arte de fazer os amigos certos e trinchar à facada os amigos errados na hora certa.

Abraço
De rolandoa a 21 de Novembro de 2007 às 00:12
Victor,
não sei se a ideia vai avançar ou não. avança nos outros países, porque não no nosso? provavelmente porque temos vistas curtas. Se as ideias de Piget avançaram no nosso país, porque não podem avançar as de Lipman que contradizem as do suiço?
O importante é que há gente a trabalhar nesta matéria e ela é muito interessante. Se vamos estar à espera da vontade do poder político e da inércia social, tamos bem tramados.
Abraço
Rolando
De Vitor Guerreiro a 21 de Novembro de 2007 às 23:59
Claro, sem dúvida. O ónus da prova quanto ao valor da actividade filosófica recai sobre todos os que a defendem, acarinham, conhecem o seu valor ou pelo menos lhe são sensíveis. O poder político só defende o que lhe cai bem na agenda e a inércia popular vai atrás do que faz mais barulho. Dessas bandas podemos desistir de esperar seja o que for.

Mas por vezes é desolador, quase esmagador, a surdez, o autismo com que uma pessoa que não vê tudo através de índices e fluxos e mercadorias e tudo isso se confronta. Por vezes parece-me que é quase impossível comunicar com o senso comum a não ser que haja uma semente prévia de receptividade ou abertura. Nunca me lembro de ter conseguido convencer racionalmente alguém sobre a natureza e o valor da filosofia quando este alguém não tinha pelo menos uma atitude prévia de receptividade ou abertura. Nunca vi, em acto, as ferramentas da razão a superarem eficazmente o preconceito puro e duro, e este abunda mais do que seria desejável. A brincar com isso disse o Nietzsche em Humano, demasiado Humano: "não há suficiente religião no mundo para acabar com a religião" - o tema é diferente mas o raciocínio anda perto. Qual a quantidade necessária de paixão de sinal contrário à carga de preconceito existente que nos poderia ser útil para remar contra o oceano?

momentos de fraqueza... tudo passa...
Não obstante, o único caminho é em frente. Não existe andar para trás, só andar para a frente voltado de costas... para cair eventualmente.

Abraço

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Rolando Almeida


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