Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

Nova página académica de Desidério Murcho

Nova página académica de Desidério Murcho, actualmente a trabalhar para a Universidade Federal de Ouro Preto, no Brasil. A par com o seu trabalho académico, Desidério Murcho é um dos nomes da filosofia em Portugal que mais se tem empenhado na renovação do ensino da filosofia no secundário, sendo formador de professores de filosofia, traduzindo inúmeras obras, disponibilizando textos e pequenas traduções para professores do ensino secundário, co-autor de um dos manuais mais adoptados de filosofia, para além de ter publicado uma obra de peso considerável em nome próprio. Murcho é ainda director da revista Crítica disponibilizando o maior arquivo de textos e traduções de textos de filosofia existente em língua portuguesa. Para além disto, Desidério Murcho, é ainda moderador do fórum on line do manual A Arte de Pensar dando um apoio quase permanente aos professores de filosofia que trabalham com o manual do qual é co-autor. Como se não bastasse, Murcho tem agora on line uma nova página que pode ser visitada aqui. A obra feita é prova manifesta do seu empenho pela filosofia e a sua divulgação.

publicado por rolandoa às 20:15

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10 comentários:
De emprego a 3 de Outubro de 2007 às 23:16
Finalmente o Desidério arranjou um emprego (como prof. substituto de uma universidade brazuca LOL)! É melhor ir começando a pensar na reforma, que isto de viver de bolsas não dá para nada...
De rolandoa a 3 de Outubro de 2007 às 23:49
Caro Anónimo,
Em 1º lugar da próxima assine o comentário. Só lhe respondo por uma razão: não para defender o Desidério. Acho que ele não precisa dele. Mas para lhe lembrar que se há algo de irónico no seu comentário é que o LOL que refere deveria destinar-se a nós, Portugueses e da filosofia em Portugal e não ao Desidério e isto pelas razões seguintes:
1º se o Desidério viveu de bolsas, foram bolsas que o Estado português pagou e que o Estado brasileiro aproveitou (vergonha nossa).
2º do meu ponto de vista é absolutamente lamentável que o dinheiro dos meus impostos seja pago a muitos malandros mas não seja investido em gente como o Desidério que tem obra de interesse educativo e para o país. Pelo menos o Desidério preocupou-se em retribuir ao país as bolsas a que teve direito. Isto, em países mais sensatos nestas matérias, é uma exigência. Ou conhece o leitor muitos doutorandos portugueses, que vivem com o dinheiro público e que realizem obra que retribua ao país o investimento.
Por essa razão é, para mim, lamentável, que a academia portuguesa tenha deixado escapar o trabalho do Desidério. Mas, em terra de preguiçosos gordos, quem trabalha é um incómodo aos críticos treinadores de bancada. E acabei por publicar o seu comentário porque ele é aquilo que é: reaccionário, ao melhor estilo!!!
Só mais uma curiosidade que não sei se conhece: a academia brasileira possui mais prestígio no mundo que a academia portugesa.
Obrigado pela visita
Rolando Almeida
De académico a 10 de Outubro de 2007 às 22:50
É! Por fim o DM conseguiu ser professor universitário. É uma tristeza este país... Ninguém, tirando o autor deste blogue, foi capaz de perceber como o DM é brilhante! É mesmo uma tristeza este país...
De rolandoa a 11 de Outubro de 2007 às 02:42
Caro leitor,
nem mais. neste país só sofre quem trabalha, o que é pena.
abraço
Rolando
De académico a 11 de Outubro de 2007 às 18:14
Caro rolandoa:
A sua resposta foi espetacular! Mas será que percebeu a ironia do meu comentário?
Um abraço também para si
De Miguel Amen a 11 de Outubro de 2007 às 20:45
Concordo, este país é uma tristeza, afinal deixou fugir o autor de “Zen e a arte de manutenção da filosofia” (que em parte se pode aceder aqui http://www.criticanarede.com/zen.html) que se encontra no excelente livro Pensar Outra Vez ( http://www.criticanarede.com/pensaroutravez.html ). Pergunto-me quantos dos que não deixamos fugir têm feito tão bem.

Miguel Amen jmamen@gmail.com
De rolandoa a 11 de Outubro de 2007 às 23:48
Miguel,
Obrigado pela visita. O que se passa é que é recorrente desaproveitarmos bons recursos. E o que é facto também, é que muitos dos que criticam a obra deste e daquele, assim que livram dos que criticam, fazem cópias quase exactas do objecto da sua própria crítica. De resto, porque raio terá José Gil escrito muito sobre a inveja em Portugal Hoje, O medo de Existir? Este tema da inveja já tinha até sido explorado no livro de Eduardo Lourenço, O labirinto da saudade e as obras de Eça estão cheias de referências ao tom mesquinho com que muitos portugueses (pelo menos mais dos que seriam desejáveis) se tratam. Bem, por estas razões, não será de estranhar que um destes dias, certas gentes da filosofia em Portugal começe a traduzir as obras que Desidério já traduziu (e são muitas) e escrevam livros a dizer o que ele diz nos livros dele. Mas, Miguel, se quer a minha opinião, à escala internacional, acho o trabalho do Desidério muito modesto, mas à escala nacional era bom ter mais uns quantos Desidérios. Isto, claro, pensando na divulgação da filosofia e nos upgrades que ela merece para não pensarmos que a filosofia morreu com Kant e Heidegger (ainda que estes autores sejam obviamente respeitáveis no universo filosófico).
abraço
Rolando Almeida
De Eduarda Andresen a 14 de Maio de 2011 às 07:55

Alto aí. Que há mais gente a perceber que o homem é brilhante e. além disso, que as mentes brilhantes e produtivas deveriam ser apoiadas para pensar em vez de se queimarem a stressar pela sobrevivência.
De rolandoa a 11 de Outubro de 2007 às 20:41
Académico,
a diferença que lhe permite ser irónico e eu não ter a obrigação de o compreender é esta: é que eu não sei com quem estou a trocar comentários, ao passo que o Académico sabe. Está a trocar mensagens com Rolando Almeida. mostre-se homem!!! Tem medo do quê?
Até breve e volte sempre
Rolando
De rolandoa a 12 de Outubro de 2007 às 12:40
Académico,
esqueci aida de lhe dizer uma coisa. A ironia é esta: é que mais gente percebeu a capacidade de trabalho do Desidério (não lhe chamo genialidade, como o Académico o fez), só que não interessa, percebe? Se o Académico é mesmo académico sabe bem esta realidade. É que é mesmo lixado da vida que apareça alguém que traduza livros, faça manuais de filosofia no secundário, etc.... ou não sabe disto? Olhe que não é precido ter os olhos muito abertos para perceber esta realidade. Mas como em Portugal as Universidades só admitem génios, é possível que o Desidério não tenha lá lugar. É que os génios não trabalham e podem reformar-se antecipadamente.
Rolando A

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