Terça-feira, 19 de Junho de 2007

John Locke

John Locke (1632-1704) Filósofo empirista inglês. Defendeu, contra Descartes, a inexistência de ideias inatas. Segundo Locke, a mente é como uma tábua rasa, possuindo poderes de raciocínio, mas não quaisquer conteúdos inatos. Contudo, é defensável que Locke não era realmente empirista, pois admite a existência de dois tipos de experiência (a externa e a interna), e igualmente de três tipos de conhecimento: intuitivo, que é directo e com o grau máximo de certeza; demonstrativo, que é indirecto e dá origem ao conhecimento lógico e matemático; e sensível, que diz respeito ao conhecimento da existência de objectos exteriores. Baseando-se na diferença entre qualidades primárias e secundárias das coisas, distinguiu o mundo tal como é em si do mundo tal como é para nós. Para Locke, a abstracção era uma componente central do conhecimento, que permitia a formação de ideias abstractas a partir de impressões sensíveis concretas. A distinção entre essência nominal e real é também central na sua teoria do conhecimento: assim, a essência real da água, por exemplo, é a sua constituição intrínseca, ao passo que a sua essência nominal são apenas as qualidades que atribuímos à água, mas que não correspondem à sua natureza intrínseca. É no Ensaio sobre o Entendimento Humano (1690) que Locke expõe estas ideias, entre outras.
    Em ética, Locke defendeu uma versão da teoria dos mandamentos divinos; em filosofia política, defendeu o valor da tolerância política e religiosa, e a separação da igreja e do estado. As suas doutrinas da legitimação da propriedade privada, da justificação da autoridade do estado e da legitimidade da revolta contra o estado injusto são ainda hoje muitíssimo discutidas, e são apresentadas no Segundo Tratado sobre o Governo (1689). As suas ideias sobre a tolerância são apresentadas em Carta sobre a Tolerância (1689).
 
 
in. Dicionário Escolar de Filosofia, Org. Aires Almeida, Plátano, 2003 (Desidério Murcho)
publicado por rolandoa às 23:07

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Rolando Almeida


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