Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Conhecimento e contacto

Contacto e descrição
Uma distinção na maneira como conhecemos as coisas, salientada por Russell; veio a constituir um elemento central da sua filosofia depois da descoberta da teoria das descrições definidas. Conhece-se uma coisa por contacto quando há experiência directa dela. Conhece-se uma coisa por descrição se ela apenas puder ser descrita como algo que tem certas propriedades. Informalmente, pode dizer-se que eu conheço a minha esposa e os meus filhos por contacto, mas que conheço alguém como «a primeira pessoa nascida no mar alto» apenas por descrição. No entanto, um conjunto de motivos levou Russell a restringir o domínio de coisas que podem ser conhecidas por contacto, até que, por fim, incluiu nesse domínio apenas as experiências imediatas, talvez o meu próprio eu e certos universais ou significados. Tudo o mais é conhecido como a coisa que tem tais e tais qualidades.
Simon Blackburn, Dicionário de Filosofia, Gradiva, p.83
 
Conhecimento
Os verbos conhecer e saber são sinónimos e costumam ser utilizados de três maneiras diferentes. Na frase «A Ana sabe nadar», o termo «sabe» serve para atribuir à Ana uma determinada competência ou capacidade; por sua vez, na frase, «A Ana conhece o primeiro ministro» o termo «conhece» significa que a Ana é capaz de identificar alguém (ou algo), ou também pode significar que ela tem ou teve algum tipo de contacto com essa pessoa (ou coisa); finalmente, na frase «A Ana sabe que Paris é a capital de França», o que se afirma que a Ana sabe é algo que tanto pode ser verdadeiro como falso. Neste último caso, o que vem a seguir a «sabe que» é uma outra frase que exprime uma proposição. Este é o sentido proposicional de «conhecer», que é objecto de estudo da epistemologia.
 
VA ,(org. Aires Almeida), Dicionário Escolar de Filosofia, Plátano Editora, p.42
publicado por rolandoa às 23:32

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Rolando Almeida


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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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