Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Novidade saborosa

taça gelado gelatoAQUI uma novidade muito saborosa.

publicado por rolandoa às 19:56

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Encontro nacional de professores de filosofia

Sem título

publicado por rolandoa às 01:41

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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Formação

oscar04-PAGpubWEB

publicado por rolandoa às 11:46

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Domingo, 26 de Abril de 2009

Evidente

O facto de as religiões poderem ser tão desavergonhadamente desonestas, tão desdenhosas em relação à inteligência dos seus adeptos e continuarem a florescer não abona muito a favor da integridade mental dos crentes.

Carl Sagan, O cérebro de broca, reflexões sobre a beleza da ciência, Gradiva, p.257

publicado por rolandoa às 22:31

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Sábado, 25 de Abril de 2009

Touradas em Viana

touradas3 Em Maio de 2006 inaugurei este blog com um post sobre as touradas. Recentemente o problema teve atenção mediática já que a Câmara Municipal da cidade de Viana do Castelo proibiu a realização de touradas na cidade. Do que vi na TV dois argumentos principais foram usados em favor das touradas, 1) o argumento da tradição e 2) o argumento de que as touradas não prejudicam o próximo já que se faz em recinto fechado e só lá vai quem quer. Sobre o argumento 1) replico aqui a exposição que fiz em 2006 (ver abaixo). O argumento 2) ouvi-o pela parte do opinion maker da TVI, Miguel Sousa Tavares. Só que o argumento 2) não funciona porque ignora que o que está moralmente em causa é se o touro enquanto animal senciente sofre, isso é ou não moralmente relevante?* É evidente que os seres humanos não sofrem com as touradas e até parece que os adeptos das touradas apreciam e se divertem com esse espectáculo. Seja como for, é pena que os filósofos da ética da nossa praça não tomem parte da discussão pública nem se manifestem e deixem a mesma nas mãos dos fazedores de opinião que, mesmo com muita boa vontade, não estão habilitados a discutir racionalmente o problema por desconhecimento evidente do que realmente importa para saber discutir o problema. Por outro lado, vamos imaginar que MST vivia no século 18 e a Câmara Municipal de Viana tinha proibido a escravatura dos negros. Como, nesse século, os negros não eram considerados humanos, é possível que MST defendesse que não há qualquer problema em escravizar os negros, já que nenhum ser humano vai sofrer com o facto de alguns seres humanos escravizarem negros.

Objecção ao argumento 1):

Um dos argumentos mais usados em favor das touradas é o da tradição. Pois bem, poderemos formular este argumento do modo seguinte:

Tudo o que é tradição merece ser preservado

A tourada é tradição

Logo, a tourada merece ser preservada.

Segundo este raciocínio, poderemos também seguir o seguinte:

Tudo o que é tradição merece ser preservado

Apedrejar mulheres infiéis em algumas culturas é tradição

Logo, apedrejar mulheres infiéis em algumas culturas deve ser preservado.

Temos boas razões para pensar que a iniciativa da Câmara Municipal de Viana do castelo envolve boas razões éticas.

*Agradeço a correcção da questão a Aires Almeida

publicado por rolandoa às 23:04

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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Argumentar nas caixas de comentários

boxe Um dos princípios base da investigação filosófica é o de que as nossas teses devem estar sujeitos à prova. Como é próprio da investigação em filosofia, o filósofo não tem à mão mecanismos de prova empíricos. E existe uma tendência intuitiva, mas discutível, de que a prova empírica é o ponto final de qualquer investigação. Alguém familiarizado com as leituras em filosofia não tem tanta dificuldade em aceitar como uma pessoa que não tem esse hábito que em filosofia não podemos buscar provas empíricas. Este sinal, que até é simples, é , com efeito, motivador de amplas discussões e sobretudo maiores confusões. Por outro lado, como as pessoas intuitivamente não colocam em causa o que os olhos podem ver, torna a disciplina de filosofia muito mais vulnerável a más influências e subtilezas do que a investigação em física, por exemplo (exceptuando aqui a astrologia que até a causalidade da matéria coloca em causa). O efeito mais imediato é o lugar que se abre à imposição do preconceito, razão pela qual um bom início do estudo em filosofia é a análise dos nossos próprios preconceitos.

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publicado por rolandoa às 22:25

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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Esfera do Caos com a ciência na bagagem

Sem título A editora Esfera do Caos tem uma colecção dedicada à ciência com personalidade vincada, a Esfera da Ciência. Vale a pena espreitar. para tal, clicar na imagem acima.

publicado por rolandoa às 23:43

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Workshop Filosofia Prática

Sem título Nos próximos dias 8, 9 e 10 de Maio o Centro Diálogos apresenta de novo um workshop com o professor Oscar Brenifier, um verdadeiro mestre da Filosofia com crianças, jovens e adultos.

O programa apresenta uma facilidade concedida aos participantes das ilhas. Atendendo à deslocação, a organização decidiu um preço especial para os professores dos Açores e Madeira pelo valor único de €120.

Quanto a estagiários de Filosofia e professores sem colocação o preço é de €80. Clicar em Mais para aceder à ficha de inscrição.

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publicado por rolandoa às 23:18

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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Comentários ao Medo do insucesso nacional, Álvaro Santos Pereira

Medo1 _ capa. Alguns comentários que fiz ao mais recente livro de Álvaro Santos Pereira, O medo do insucesso nacional, Esfera dos Livros, 2009, foram publicados no blog do autor, Desmitos. Podem ser lidos AQUI.

publicado por rolandoa às 23:21

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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Promete

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Esta é a capa da edição inglesa do último livro do filósofo australiano Peter Singer (a capa da edição americana é mais bonita). O livro promete discussão acesa, como sempre, a focar um problema pouco pacífico. Por cá aguardamos qual o editor que vai agarrar mais esta peça de Singer.

publicado por rolandoa às 03:03

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Astrologices – o rei vai nu

csaganummundoinfestadodedemonios Há relativamente poucos dias passou pelo blog um visitante que defendia a astrologia como conhecimento. Afirmou que existem relações de proximidade entre astrologia e filosofia. Gostava de saber em relação a quê a astrologia não possui relações de proximidade? Mas fica sempre bem reclamar relações de proximidade com a filosofia. Dá bom ar à coisa. E fica também bem reclamar essa proximidade com a ciência. Daí que não seja invulgar encontrar papelitos no para brisas do carro a propor consultas com o Mestre Mamadú, cientista espiritual. Fiquei a pensar a razão pela qual aparece um visitante no meu blog a reclamar a proximidade entre filosofia e astrologia! Quando declarei o meu parecer sobre a astrologia, que tal coisa não passa de aldrabice muito mal montada, que devemos respeitar as evidências se queremos falar a sério de alguma coisa, o meu visitante afirmou que não devo negar um conhecimento que desconheço. E insistiu várias vezes neste argumento, o que acabou por me irritar pois não passa de um argumento que parte de premissas pré fabricadas, nomeadamente aquela que afirma “se não concordas comigo é porque não conheces o que eu conheço”. Ora isto não é mais do que uma tentativa maldosa para calar o outro, para abafar a discussão e para impor as ideias que nos aconchegam a alma.

Quando interpelei o meu visitante perguntando se estaria disposto a abandonar as ideias astrológicas, disse que sim, mas momentos antes tinha afirmado que se eu compreendesse a astrologia percebia a crise económica que estamos a atravessar neste momento no planeta. E isto assim, sem qualquer respeito pelo trabalho sério, pelo estudo, pela investigação, rigor, etc.

Parto do princípio (discutível é certo) que a astrologia é popular dada a vagueza das suas conclusões. É mais fácil e mais imediato acreditar nas patetices astrológicas do que dar-se ao trabalho de colocar alguns neurónios a estabelecer raciocínios, a pensar. A astrologia, pelo contrário, oferece explicações simples e com a aparência de profundidade. Dessa aparência reclama-se a relação com a filosofia, ciência, etc.

Um dos livros que conheço e que melhor mostram que o rei vai nu quando falamos de astrologia é de Carl Sagan, Um mundo infestado de demónios, Gradiva. As livrarias estão hoje em dia cheias de livros de astrólogos e pseudo cientistas. Numa época de apertos de todas as qualidades é natural que a estupidez tome proporções desmesuradas e que a astrologia ocupe o lugar da salvação no desespero. Mas também existem muitos e bons livros que mostram a mentira e palhaçada que é a astrologia.

Sempre me intriguei por que raio os astrólogos aquecem as torradas nas torradeiras e não nas bolas de cristal e por que raio vão ao dentista quando lhes doem os dentes. É o destino.

publicado por rolandoa às 18:58

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Ensino da filosofia mais fácil e apelativo. Em português

adp2007v1 adp2008

publicado por rolandoa às 14:19

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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

10 falsas questões mais habituais sobre a filosofia.

partenon_perspectiva

Aproveito para republicar um texto já antigo do blog.

1. A filosofia é difícil.

É falso que se fale da filosofia como uma disciplina difícil. Ela é tão difícil quanto outra disciplina qualquer. Há ,certamente, disciplinas mais difíceis e outras mais fáceis. A dificuldade não ocupa um lugar de destaque mais na filosofia do que na física, biologia ou na matemática.

2. A filosofia não serve para nada - Bem, isto só seria verdade se nos mentissem acerca da filosofia. Questionar sobre a utilidade da filosofia possui exactamente o mesmo sentido do que questionar acerca da utilidade da matemática, da física, química ou biologia. A filosofia tem exactamente a mesma utilidade que qualquer outra disciplina, só que a natureza dos seus problemas é diferente e exige metodologias específicas. Perguntar pela utilidade da filosofia é perguntar pela utilidade do saber em geral e a resposta não deve ser colocada somente aos profissionais da filosofia, mas também aos dos outros saberes. Curiosamente o mundo não seria o que é se os saberes não possuíssem uma utilidade.

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publicado por rolandoa às 15:20

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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Informação sobre o blog

Para postar imagens no blog uso um software da Microsoft, o Windows Livre Writer. Já por diversas vezes tive alguns problemas com o blog da Sapo e o recurso ao WLW foi uma recomendação da própria equipa da Sapo. Repentinamente o serviço deixou de funcionar sem que qualquer configuração fosse alterada. Como se trata de um problema provavelmente sem solução, a equipa da Sapo não tem respondido aos meus apelos. O editor de texto e imagem do próprio blog torna-se menos prático quando nos habituamos a usar o WLW. Desta forma sou forçado a fazer pequenos testes, já que tenho estado sem melhores sugestões de apoio técnico. Peço desculpa pelo inconveniente e alguma paciência pelo menos aos leitores que estão constantemente a ver nos seus feeds posts como “teste”. Aguardo ainda algum apoio que tarda em chegar e, caso não solucione o problema terei de tomar outras opções para breve.

Entretanto recebi também um comentário do autor do blog Ai Jesus, não a reclamar a autoria do post Humor Eduquêssiano, mas a informar que, de facto, o texto tem um autor identificado. Na verdade achei o texto engraçado e devia ter mencionado como o captei para o blog. Na altura tratou-se de um mail que circulou com o texto sem qualquer identificação e erradamente tomei-o como sendo sem propriedade de autor, o que é injusto já que toda a obra tem um criador. Não me parece que o autor tenha ficado particularmente perturbado, mas aproveito a ocasião para reforçar a ideia de que devemos sempre citar as fontes de que livremente nos servimos para enriquecer o nosso arquivo. O texto original pode ser encontrado AQUI. Há uma história talvez feliz no meio disto que é ter percebido que afinal as pessoas se encontram nos mesmos lugares, mesmo quando são de áreas bem distintas.

Aproveito para mais umas informações avulsas. Tenho algumas ideias para textos diversos de divulgação, mas estes dias de interrupção lectiva estão preenchidos com uma formação nas áreas tecnológicas. É urgente um professor de filosofia fazer formação profissional em excell ou powerpoint? No meu caso decididamente não. Sou perfeitamente capaz de me agarrar às ferramentas e habituar-me a elas sem formação. Faço a formação por uma razão: porque a profissão me obriga. Mas isto traz uma reflexão que merece ser explorada de futuro: existe formação nas áreas técnicas com fartura, mas o mesmo não acontece nas áreas científicas onde as carências são graves. E não é que a formação apareça distante ou nos grandes centros. É que ela nem sequer aparece. Esta situação suscita algumas questões: andam os profissionais de filosofia desinteressados em divulgar o seu saber aproveitando um razoavelmente pensado plano de formação ou é o próprio Ministério de Educação que não tem interesse em explorar a formação nas áreas científicas? Vou deixar este tipo de reflexão para mais tarde.

Uma outra informação que não vem de todo ao encontro deste blog, mas que não vou deixar escapar prende-se com a recente notícia que parece ter vindo do Ministério que foram reduzidas em número significativo as faltas dos alunos no último ano. Não estou inteiramente por dentro do assunto, mas não queria deixar de lado a situação que foi alterada no início deste ano lectivo na escola onde lecciono. Até então, nas aulas de 90 minutos eram assinadas duas lições e o aluno faltoso tinha duas faltas. A partir deste ano o professor continua a assinar 2 lições, mas só pode marcar 1 falta ao aluno, ainda que ele falte às 2 lições. Este caso é particularmente interessante para o primeiro tempo da manhã. Se o professor se atrasar por exemplo porque apareceu um acidente de trânsito, pode faltar ao 1º tempo, mas não pode leccionar o 2º (como anteriormente a este ano) já que os alunos não vão esperar pelo professor uma hora visto no seu horário constar somente 1 tempo de 90 minutos. Mas para o professor contam 2 tempos distintos, apesar de os leccionar seguidamente. Creio não estar errado em pensar que deste modo é fácil reduzir o número de faltas dos alunos sem, com efeito, na prática, alterar o quer que seja. Isto é magia política ou política à balda.

publicado por rolandoa às 22:33

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Rolando Almeida


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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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