Sábado, 28 de Março de 2009

Tempo para ler

Hoje em dia cada vez mais pessoas compram livros. Mas socialmente estamos com os ouvidos cheios de uma frase que se tornou vulgar: “gostava de ler, mas não tenho tempo para ler”. Na Crítica publiquei em tempos um pequeno artigo onde procuro discutir este argumento, desmontando-o e mostrando tratar-se de um mau argumento. Relanço a discussão expectante que a mesma dê razões às pessoas para pensar que afinal ainda nos sobra algum tempo para dedicar à leitura e é por razões de hábitos culturais e não outras que lemos menos e vemos mais novelas e futebol. O meu artigo pode ser lido AQUI.

 

Nota: A Crítica está temporariamente disponível na modalidade grátis, acessível a todos os leitores. Com efeito só é possível manter a Crítica grátis com a publicidade, isto para poder pagar aos tradutores. Quando acessar á Critica basta clicar na publicidade para a ajudar financeiramente. Ao fim deste período experimental se for possível manter a Crítica gratuita somente com a publicidade, assim o faremos. Obrigado

publicado por rolandoa às 15:49

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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

A História na Gonçalves Zarco

joãogonçalveszarco  Decorreu esta semana a Semana da História na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco. Uma semana inteira com actividades dedicadas à disciplina que faz parte do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, no qual se inclui a Filosofia. Tive oportunidade de participar nesta semana, representando o grupo disciplinar de Filosofia numa mesa redonda onde foram apresentados e debatidos alguns dos acontecimentos mais relevantes do sec. Xx. Aproveitei para falar de ciência, conhecimento , economia e filosofia, numa tese em que argumentei em favor de um ensino rigoroso da ciência e filosofia como motor de uma sociedade capaz de competir num mundo aberto e democrático. Agradeço ao grupo de História a oportunidade dada.

publicado por rolandoa às 16:36

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Para breve

seraqueaminhamente

publicado por rolandoa às 02:03

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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Agradecimento

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Estatísticas de acesso Power Phlogger:
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http://rolandoa.blogs.sapo.pt/


Número de visitas desde 29/10/2008: 38100

 

Estamos no bom caminho. Já ultrapassamos largamente as 100 mil desde que o blog foi criado. O novo contador, colocado em Outubro do ano passado dá conta, até à data, de quase 40 mil. Por que razão é isto importante? Porque é a forma que tenho de ir registando agradecimento a todos que aqui passam e se possam interessar pela filosofia e pela sua divulgação a um público não especializado. Obrigado. Não menos importante é lembrar que em 2006, quando bloguei filosofia pela primeira vez os blogs de filosofia eram escassos, limitando-se a um ou dois sites. Hoje em dia são muitos e bem interessantes os blogs de divulgação da filosofia em língua portuguesa. Atestado pelos próprios autores, o FES serviu de inspiração a muitos desses blogs. E convém sempre lembrar: a blogosfera é só um pequeno passo do trabalho que nos espera  para fazer a filosofia chegar a cada vez mais pessoas.

publicado por rolandoa às 00:43

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Terça-feira, 24 de Março de 2009

Desobedecer – uma bibliografia

Manif Recentemente a propósito do ECD, Aires Almeida publicava um texto onde abordava vagamente o conceito de desobediência civil. Mais recentemente lembrei um artigo muito completo de António Paulo Costa que pode ser lido AQUI. Desse artigo vale a pena apanhar a bibliografia básica para quem se decide a saber um pouco mais sobre o que pensam os filósofos acerca do problema da desobediência civil. Com os devidos créditos ao artigo a APC.

- Platão, «Críton» in Êutifron, Apologia de Sócrates, Críton (Imprensa Nacional – Casa da Moeda,

1990). Um diálogo sobre o problema da desobediência à lei.

- Rawls, John «Dever e Obrigação», in Uma Teoria da Justiça (Editorial Presença, 1993). Este

capítulo apresenta uma teoria detalhada sobre a desobediência civil e a objecção de consciência.

- Singer, Peter «A Igualdade e as suas Implicações», in Ética Prática (Gradiva, 2000). Uma

perspectiva utilitarista sobre a igualdade que inclui uma apreciação da discriminação positiva.

- Singer, Peter «Fins e Meios», in Ética Prática (Gradiva, 2000). Uma perspectiva utilitarista

sobre diversos tópicos da filosofia política, incluindo a desobediência civil.

- Swift, Adam, Political Philosophy: A Beginner’s Guide for Students and Politicians (Polity

Press, 2001). Uma excelente introdução.

- Warburton, Nigel «Política», in Elementos Básicos de Filosofia (Gradiva, 1998). Este capítulo

consiste numa introdução elementar à filosofia política.

- Wolff, Jonathan, Political Philosophy: An Introduction (Oxford University Press, 1996). É

uma introdução minuciosa que aborda um vasto leque de temas nesta área da filosofia. (traduzido na Gradiva – nota de RA)

publicado por rolandoa às 00:05

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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Por que é que se chumba mais a português e matemática?

orelhas-de-burro Ensino na loja dos 300

Para tentar responder a este problema vou arriscar uma hipótese: porque o português e a matemática são disciplinas que não sofrem ameaças de desaparecimento do sistema de ensino e seja qual for a variante de formação, são disciplinas sempre presentes. Mas o mesmo não acontece com disciplinas como química, física, biologia, história (esta menos) ou filosofia.

Uma das dominantes das recentes políticas educativas é minimizar o peso de exigência das disciplinas. O caso recente dos exames de matemática é disso bom exemplo. Se os alunos chumbam, não se lhes exija mais, faça-se-lhes uma concessão e torne-se o exame um exame, vá lá, da treta. No caso da filosofia, acaba-se com o exame que ninguém vai dar por isso e muita gente agradece. No caso da física, substitui-se a carga horária pelas TIC ou áreas de projecto, que a física não é necessária para se ter um bom emprego e além do mais os cursos de física estão às moscas. O melhor mesmo era começar a dar licenciaturas e salários a profissões pouco exigentes em termos intelectuais: aumentava-se o rendimento das famílias e tratava-nos por Drs o que implica mais respeitinho.

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publicado por rolandoa às 15:32

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Domingo, 22 de Março de 2009

Divulgação

Sem título

(Clicar na imagem para mais informações)

publicado por rolandoa às 21:35

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Sábado, 21 de Março de 2009

Vida examinada

A ética estuda as nossas escolhas fundamentais e uma dessas escolhas recai sobre como gastar o nosso dinheiro. Peter Singer explica.

publicado por rolandoa às 17:04

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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Fama e argumentos maus

Sem título Hoje estava com a TV ligada nas notícias enquanto me preparava para sair de casa. Estava a transmitir em directo a despedida do papa da sua visita a África (não tenho a certeza se é a despedida ou a chegada a Luanda, já que não vi a reportagem toda). Não deixei de notar o temor com que os jornalistas falam quando se referem ao papa. Afirmam sem hesitação que não concordam com o que o papa disse em relação ao uso do preservativo nas relações sexuais, mas que não colocam em causa a moralidade do papa, já que ele é uma autoridade moral. Fiquei, após ouvir este tipo de afirmações corroboradas vezes seguidas, a pensar para que raio temos nós filosofia moral se temos o papa? Se o papa diz, a verdade é revelada.

Mas há aqui um sinal que me parece claro: se o que o papa disse em relação ao preservativo fosse dito por um outro ser sem a relevância mediática do papa ou do Michael Jackson, seria desde logo classificado como absurdo e criminoso. Como foi dito pelo papa, o mundo inteiro desfaz-se em desculpas de um argumento mau usado pelo papa e que mais não nos diz senão a sua falibilidade como ser humano para além de deixar claras as fragilidades morais de uma instituição inflexível que muitas das vezes promove imposições morais sem sequer pensar muito no assunto. Peter Singer pretendeu fazer uma ética à margem da tradição judaico cristã e mostrou claramente que tal ética não só é possível, como é adequada ao pensamento humano. Não se percebe de resto num mundo democrático como o jornalismo parece ser um apêndice do Vaticano.

Mas para pensar correctamente sobre o mau argumento do papa ( e é verdade que o homem tem direito a usar maus argumentos como qualquer ser humano) basta pensar se temos argumentos maus em favor da tese que defende que não devemos usar o preservativo nas relações sexuais, de modo a evitar a propagação de um vírus mortal.

publicado por rolandoa às 12:21

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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Indução, universais e companhia ltd.

problemasfil Por vezes alguns colegas colocam dúvidas sobre problemas como o da indução, a natureza dos universais ou sobre a distinção entre os vários tipos de conhecimento. O que se exige ao aluno do secundário é uma versão simplificada, mas coerente, desses problemas. A verdade é que as dúvidas, regra geral, são legítimas. Se pensarmos um pouco começam a surgir dificuldades, tanto de natureza didáctica (como vou explicar isto aos estudantes?) como de natureza científica (que coerência faz isto tudo?). Para responder a parte substancial destas dúvidas temos o famoso livro de Bertrand Russell, os problemas da filosofia, agora numa versão renovada com introdução, tradução e notas de Desidério Murcho. Confesso que não tinha mais pegado neste livro desde que há muitos anos tinha comprado a tradução do António Sérgio. O livro nunca me tinha sido particularmente útil. Aproveitando a nova edição, voltei a pegar na obra. Na minha opinião não é uma introdução à filosofia de fácil trato. Não me parece, por exemplo, que seja aconselhável a alunos do secundário, mas em boa verdade devo dizer que é um livrinho muito estimulante, apesar de algumas passagens exigirem a paciência de termos de as reler sob pena de perdermos o fio à meada. Mas é, acima de tudo, um útil livro para professores, que podemos digerir, devagar, entrando no mundo da filosofia de modo talvez mais activo e intenso. Muitos dos problemas abordados já mereceram importantes avanços pela parte de filósofos contemporâneos de Russell. O próximo passo é a discussão dos problemas presentes na obra.

Bertrand Russell, Os problemas da filosofia, Ed 70, 2008

publicado por rolandoa às 19:20

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Humor Eduquêssiano

PARÁBOLA DO PROFESSOR
Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:
Início de bloco de citação
Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...
Fim do bloco de citação
Pedro interrompeu: - Temos que aprender isso de cor?
André disse: - Temos que copiá-lo para o caderno?
Tiago perguntou: - Vamos ter teste sobre isso?
Filipe lamentou-se:  Não trouxe o papiro-diário.
Bartolomeu quis saber: - Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão: -- Posso ir à casa de banho?
Judas exclamou: - Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se: - Há fórmulas, vamos resolver problemas?
Tadeu reclamou: - Mas porque é que não nos dás a sebenta e pronto!?
Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem
ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:
Inicio de bloco de citação
- Onde está a tua planificação?
- Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
- E a avaliação diagnóstica?
- E a avaliação institucional?
- Quais são as tuas expectativas de sucesso?
- Tendes para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
- Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
- Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
- Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
- E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
- Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
- Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?
Fim do bloco de citação
Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.
   ... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

publicado por rolandoa às 01:27

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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Política educativa

Sem título Enquanto ando aqui a pregar o ensino da filosofia, vale a pena espreitar o que se pensa que deve e não deve ser ensinado às criancinhas. Ora bolas.

Ler por ordem:

Inteligência eduquesa 1

Inteligiência eduquesa 2

Inteligência eduquesa 3

Inteligência eduquesa 4

publicado por rolandoa às 12:44

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Domingo, 15 de Março de 2009

Colecções que valem a pena

 

Filosofia Aberta, Gradiva

publicado por rolandoa às 15:39

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Sábado, 14 de Março de 2009

Saber e fazer filosofia

Sem título Soube pelo Telegrapho de uma notícia interessante, a de que os licenciados em filosofia tem sido contratados por empresas, dado o seu bom desempenho em trabalhos criativos e que exijam o pensamento crítico apurado (como quase todos, penso). Ao mesmo tempo ouço muitas vezes uma tese corrente, proferida mesmo por profissionais da filosofia que a filosofia está desajustada ao mundo actual, que é impossível no mundo actual compreender a essência da filosofia, etc. Que tenho a dizer sobre estas teses? Tretas. Em primeiro lugar porque hoje em dia é mais fácil ter acesso à filosofia e estudá-la e, em consequência disso, hoje em dia faz-se mais filosofia que em qualquer outro momento da história da humanidade, o que pode justificar a celebridade de muitos filósofos do passado (mesmo não lhes retirando o mérito). Hoje há mais filósofos, mais produção filosófica, logo, há mais discussão e mais concorrência. Isso é mau? Bem, considerando que a filosofia progride em espaço de discussão racional não vejo realmente em que é que isto possa constituir um mau indicador para a filosofia. A minha hipótese é outra: que um determinado modo de se fazer filosofia esteja desajustado à realidade dos progressos naturais do conhecimento e, em consequência disso, da própria sociedade. Não consigo ver mais que preconceito nessas teses que por aí circulam de que a filosofia é algo mais essencial que os sinais dos tempos. Não existe qualquer privilégio místico quando estudamos filosofia. O que existe é acesso ao saber e ao conhecimento e isso é uma coisa boa para os seres humanos. E no caso da filosofia, filosofar é pensar criticamente, que é o que o mundo mais precisa, seja na empresa, em casa, na vida política, na vida moral, etc.

Ora bem, se a minha hipótese for verdadeira, a de que determinados modos de fazer filosofia necessitam de upgrades, então a notícia do Telegrapho soará sempre a coisa estranha a esses modos, já que não se percebe para que o mercado de trabalho precisa de alguém que saiba mais do ser do que o comum dos mortais.

publicado por rolandoa às 18:03

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Para pensar outra vez

55002

Os sentimentos das pessoas são tão fortes como sempre foram e provavelmente o cepticismo está hoje tão fora de moda como noutros tempos.

Carl Sagan, O cérebro de Broca, reflexões sobre a beleza da ciência, Gradiva, Reed. 2009, p74

publicado por rolandoa às 14:20

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Para pensar

Medo1 _ capa. A queixa:

As nossas escolas não fomentam o pensamento crítico ou a criatividade dos alunos, nem preparamos alunos para aproveitarem novas oportunidades de negócio.

Dada a queixa, porque não fazer isto:

Por que não introduzir nos nossos currículos livros de divulgação como os excelentes Física Divertida de Carlos Fiolhais ou a Matemática das Coisas de Nuno Crato?

Finalmente, porque não promover uma maior concorrência entre as escolas aos níveis local, regional e nacional? Sim, leu bem. É preciso pôr as escolas a competir umas com as outras. Não nos leva a lado nenhum viver com utopias românticas de que o ensino e os currículos devem ser uniformizados pelo nosso Estado sabichão e paternalista. Por que não dar mais autonomia às escolas na escolha dos currículos, dentro dos limites impostos pelo conhecimento mínimo necessário aos exames nacionais? Por que não recompensar as escolas cujos professores se distinguem? Por que não subsidiar mais o ensino privado? Por que não introduzir currículos alternativos? Por que não atribuir mais recompensas financeiras às escolas que se destaquem em prol da qualidade educativa e do combate ao abandono e insucesso escolares? Por que não dar prémios aos professores e às escolas cujos alunos obtêm boas notas nos exames nacionais? Por que não dar mais recursos às escolas cujos alunos se evidenciam nesses exames? (…) se aspiramos realmente a instaurar uma cultura de excelência na Educação, não podemos ter receio de procurar melhores soluções, melhores incentivos e melhores recompensas, tanto para os nossos alunos como para os nossos professores.

Álvaro Santos Pereira, Medo do insucesso nacional, Esfera dos Livros, 2009, pp. 249,252

publicado por rolandoa às 14:15

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Sexta-feira, 13 de Março de 2009

David Oderberg

447-teoria moral_net 448-etica aplicada_net Estes dois livros chegaram-me hoje às mãos e foram divulgados por Aires Almeida aqui. Ainda mal peguei neles, mas tudo indica que podem alimentar uma interessante discussão entre ética utilitarista e deontológica. Os dois volumes tem edição de Fevereiro de 2009, pela Principia. A tradução é de Maria José Figueiredo. Esperemos que o editor continue a dedicar algum do seu mercado à filosofia contemporânea.

David S. Oderberg, Teoria moral, uma abordagem não consequencialista, Principia, 2009

David S. Oderberg, Ética aplicada, uma abordagem não consequencialista, Principia, 2009

publicado por rolandoa às 23:26

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Biblioteca Viva em Miraflores

Sem título A escola secundária de Miraflores, onde pela primeira vez dei aulas, no meu estágio, tem um blog que constitui um exemplo interessante de como se pode trabalhar em equipa (basta ver o número de colaboradores). Trata-se do Biblioteca Viva (clicar na imagem para aceder), o blog da biblioteca da escola que visa dinamizar o ensino e a interdisciplinaridade na escola partindo da sua biblioteca. O interessante para nós é que abrindo o blog deparamo-nos logo com textos de filosofia. Felicidades para os autores.

publicado por rolandoa às 10:34

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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Computadores, cadernos e ensino

magalhaes.gif Ainda não me tinha passado pela cabeça pronunciar-me sobre o computador Magalhães. Tenho observado uma avalanche de críticas negativas ao computador distribuído às crianças em idade escolar no primeiro ciclo de ensino. Talvez a crítica mais radical veio de um colega professor que afirmou dar-lhe nojo, o computador. Fixei esta crítica, não porque do ponto de vista argumentativo ela contenha alguma substância, mas porque ilustra aquilo que penso que motiva as críticas ao computador. O que se crítica na maioria das vezes não é o computador mas a cobertura política em torno do computador. O que é que tem de mal o computador? Do conhecimento que tenho de informática, não vejo mal algum no PC.Tem um processador Celeron, que não será dos mais rápidos, mas que cumpre bem com a sua função. Está munido de um software interessante e custa uns 50€ (preço que a maioria das famílias pode pagar sendo que aquelas que não podem pagar obtêm o computador a custo zero). Não é isso desejável? Creio que é. Pelo menos eu ficaria mais feliz se soubesse que todas as crianças tem acesso a uma ferramenta que até então só as crianças de famílias mais abastadas tinham.

Ver mais... )
publicado por rolandoa às 00:31

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Domingo, 8 de Março de 2009

Somos mesmo pobres?

bigMedo-do-Insucesso Em tempos fiz referência a um dos livros que melhor divulgam a economia a quem pouco dela sabe, o Mitos sobre a economia portuguesa, de Álvaro Santos Pereira. O livro foi uma lufada de ar fresco, pelo menos para contrariar os “profetas da desgraça nacional” que teimam a toda a hora em anunciar o fim de Portugal dada a sua inviabilidade económica. A nossa pequenez dotou-nos de uma extraordinária tendência para o drama em vez de valorizar o estudo e a aplicação numa auto-análise. A tese é simples: por comparação, no Portugal de hoje vive-se 5 vezes melhor economicamente que no Portugal de há 50 anos.

O autor regressa neste 2009 com um trabalho mais denso, mais impessoal também já que mais aturado em termos de pesquisa e documentação. Chama-se O medo do insucesso nacional e é publicado pela Esfera dos Livros. Este livro ocupou-me todo este fim-de-semana, mas é uma boa forma de análise das nossas vidas e do nosso país por uma via que não estamos nem habituados nem possuímos ciência para o fazer que é a economia.

O livro responde a muitas das nossas questões e a dezenas de conversas que temos todos os dias com toda a gente que nos rodeia. Mas o tom já iniciado em Mitos da economia portuguesa é aqui retomado e ele é bem necessário, que é o de uma visão anti-catastrofista dos desígnios do país.

A contrastar com o êxito de Portugal Hoje, o medo de existir de José Gil, é pelo menos merecido que as pessoas que leram a visão de Gil, peguem agora na de Álvaro Santos Pereira. No final, a cada um cabe o veredicto.

O autor, além de cronista em vários jornais nacionais, é também autor do sugestivo Desmitos.

publicado por rolandoa às 22:57

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Rolando Almeida


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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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