Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Desidério Murcho na Madeira

desiderio_funchal Pelo segundo ano consecutivo, o Sindicato Democrático dos Professores da Madeira, traz à ilha Desidério Murcho, para uma acção de formação destinada a professores do ensino secundário. Depois da acção do ano passado sobre o ensino da lógica, este ano, dia 20, 21, 22 e 23 de Outubro, Desidério Murcho dará as suas lições sobre a lógica formal e informal no ensino da filosofia. Estas acções revestem-se de particular interesse, já que a lógica é transversal a todo o ensino da filosofia.

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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Canivete Suiço

Conheci este site no Telegrapho e ainda não consegui investigá-lo a fundo, já que tem imenso material. O site é um canivete suíço para quem ensina filosofia. Desde as mais inesperadas sugestões para planificar a primeira aula, até ao modo de construção de testes, tem um pouco de tudo. É uma autentica enciclopédia de como ensinar filosofia. Nem todas as sugestões e métodos de trabalho constituem propriamente uma novidade pelo menos para os professores de filosofia portugueses, ainda assim, é um recurso muito útil. Pena é que esteja em língua inglesa e, em razão disso, inacessível a muitos colegas. Clicar na imagem para aceder.

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Domingo, 28 de Setembro de 2008

APAEF

Sem ttulo www.apaef.com é o novo domínio e site da Associação Portuguesa de Aconselhamento Ético e Filosófico. O site foi totalmente reestruturado, passando agora a ter um suporte diferente, para se adaptar a muitas das potencialidade que a internet poderá trazer à nossa organização. O que interessa, de facto, é colocar o melhor que a internet tem ao serviço da APAEF, a fim de que todos os membros se sintam mais próximos e possam colaborar. Clicar na imagem para aceder ao site.

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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Um padre pode filosofar?

god_atheist Um destes dias um colega de filosofia questionou-me se eu defendia a tese que diz que um padre não pode ser filósofo. Argumentei que um padre pode perfeitamemente ser um filósofo e dei alguns exemplos. O que é de esperar é que o padre filósofo discuta livremente os argumentos na filosofia da religião, mas outra coisa não será de esperar que o padre defenda a sua crença num deus. Um padre pode ser filósofo na mesma medida em que um ateu o pode ser. Mas ambos devem estar dispostos a abandonar as suas crenças se tiverem razões mais fortes para tal. Nada disto parece ser muito especial. O que pensam os leitores?

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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Da pluralidade dos mundos, Filosofia na web

Sem p Nos dias que correm temos de ser muito selectivos no que lemos, já que há muito para ler e o tempo é impossível para tudo. Os autores correm o risco de não serem lidos. A estratégia que me parece mais eficaz é escrever textos directos, com a informação clara e rigorosa e especificar cada meio de comunicação. Foi o que fez Pedro Galvão com Da Pluralidade dos Mundos, o blog no qual explora alguns dos principais problemas filosóficos da ética. O que mais de interesse tem este blog é que o Pedro consegue em meia dúzia de linhas deixar-nos a par de noções complexas como o "realismo modal". E, Pedro, nem imaginas o tempo e trabalho que nos poupas ao ensinar estas noções que muitas das vezes desconhecemos. Clicar na imagem para aceder ao blog.

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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

O regresso das "filosofias", é imperioso pensar

J. Esteves Rei assina um interessante texto em O Correio da Educação. Ler aqui.

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Mãe, vou ter de mexer em cadáveres?

imageA ministra da Educação considerou que a dependência dos alunos portugueses das explicações é uma situação típica do «Terceiro Mundo» e uma situação já «muito antiga» em Portugal.

Reagindo ao estudo feito por três investigadores da Universidade de Aveiro sobre o mercado das explicações em Portugal, Maria de Lurdes Rodrigues lembrou aquilo que costumava dizer que «havia escola pública de manhã e privada à tarde».

«De manhã, os alunos estão na escola, de tarde, vão para a explicação. Isso não é uma situação aceitável e portanto é necessário criar condições para que os alunos possam fazer a sua aprendizagem para que possam ter acesso a uma efectiva aprendizagem de qualidade no espaço da escola», defendeu. “

In. TSF

Então estará aqui a razão do sucesso do sistema educativo dos últimos 3 anos. Afinal são necessárias reformas, pois os alunos obtiveram bons resultados, mas à custa de explicadores. Mas! Espera! O primeiro ministro disse publicamente que os resultados positivos se devem ao esforço dos professores e alunos. Não falou em explicadores. E depois há aqui uma outra coisa que soa errada: se o sucesso educativo já existe, o que é que a ministra tem a ver com se os alunos procuram ou não explicadores? Que um indivíduo tenha a liberdade de procurar aperfeiçoar os seus conhecimentos seja onde for não é do terceiro mundo, mas do primeiro, onde existe liberdade de opções. Além do mais a ministra pode descansar, pois o seu ministério ao consolidar de vez o eduquês no sistema de ensino (aliás, nem sei se consolidou ou só o deixou andar uma vez que este ME ainda não mexeu uma palha no sistema educativo, mas tão só em questões profissionais), atirou com centenas de explicadores para o desemprego e os que se aguentam no sistema são para aqueles alunos cujos encarregados de educação querem a toda a força que os filhos se formem em medicina. É que o facilitismo deixa pouca margem para o trabalho de explicadores.

Já que peguei na peça e a propósito dos alunos que querem estudar medicina, a semana passada ouvi uma encarregada de educação a contar as maravilhas do seu rebento futuro médico. Entre a história da nova aventura do rapaz surgiu uma pergunta que fixei. O futuro médico pergunta à mãe aterrorizado: “Mãe, vou ter de ver cadáveres?”. Hoje mesmo, na SIC via um programa de prostituição de alta roda. Quando perguntaram à Verónica se gostava do que fazia, respondeu: “Sempre que penso nisso penso que financeiramente compensa”. Se esta relação for consistente é possível que, em Portugal, ver cadáveres dê dinheiro. Se assim for será que ainda me espera uma grande carreira como coveiro?

Sobre este assunto ler mais aqui e aqui.

Rolando Almeida

publicado por rolandoa às 01:55

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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Existencialismo

simone_big Uma súmula do existencialismo apresentada por Simone de Beauvoir é a proposta da Esfera do Caos para o ensaio filosófico. O existencialismo e a sabedoria das nações é um texto inédito, curto no tamanho (cerca de 100 páginas) mas elucidativo no conteúdo. Para além de tudo é um texto histórico. O existencialismo aqui tem um cunho fortemente pessoal, mas a visão é clara e a escrita fluida. Uma boa leitura deste verão.

Simone de Beauvoir, O existencialismo e a sabedoria das nações, Esfera do Caos, 2008, Trad. Mário Matos

publicado por rolandoa às 01:17

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Vida eterna

9789722035521 Provavelmente não terei tempo para ler este livro, mas tenho gosto em saber que mais um dos muitos livros do filósofo espanhol Fernando Savater foi publicado entre nós. O ritmo a que Savater publica é invejável. Tem uma escrita acessível e cheia de bom humor e é um dos mais respeitáveis divulgadores da filosofia peninsulares. Goste-se ou não, são precisos muitos Savaters para mostrar às pessoas o valor da filosofia, porque a filosofia é feita por pessoas, para as pessoas nela se interessar.

Fernando Savater, A vida Eterna, D Quixote, 2008

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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Como se faz um filósofo

0002w8bh Hoje revi algumas passagem de Como se faz um filósofo, de Colin McGinn, um dos livros que li de uma vez só. Escrevi sobre este livro na Crítica. Basta clicar na imagem para aceder à minha recensão.

publicado por rolandoa às 00:57

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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

O que esperar do novo ano lectivo

como_estudar Bem, em matéria de sucesso educativo não há muito a mudar nem o novo estatuto dos docentes virá a mudar grande coisa, isto se acreditarmos nas estatísticas do governo. Afinal há melhorias enormes no ensino nos últimos 3 anos, mesmo antes do novo ECD entrar em vigor, pelo que nesta matéria o que há a fazer é continuar o bom trabalho, mesmo que a burocracia aperte, e muito!

Rolando Almeida

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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Boas ideias

folheto_frt Clicar na Imagem para mais informações

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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Formalismo no ensino

burocraciaOs docentes portugueses de todos os níveis de ensino são os que dão mais horas de aulas e os que mais tempo têm de permanecer nas escolas, razão por que é provável que sejam dos que têm menos tempo para preparar as aulas e dos que mais horas gastam a preencher papéis e a desempenhar tarefas burocráticas

José Manuel Fernandes, editorial do Público de 10/09/2008 (citando um estudo da OCDE)

Meu comentário: Um professor de português de qualidade é um professor que domina as suas matérias de forma organizada e consistente. O mesmo é válido para qualquer professor de qualquer área disciplinar. Quando se exige ao professor tanta papelada, que se pode esperar das horas que o professor reserva para o estudo das matérias da sua competência? E nada do que o ME tem feito consegue aferir das competências científicas dos professores.

publicado por rolandoa às 23:39

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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Manuais certificados por quem?

Academico No início de mais um ano lectivo dou-me conta de legislação incumprida relativamente aos manuais escolares. A lei da certificação dos manuais está pronta, mas os manuais continuam sem certificação. Não posso saber o que se passa na realidade para que os manuais não estejam certificados, mas tenho uma forte suspeita que não estão porque pura e simplesmente o Ministério da Educação não tem os meios necessários para a certificação. O que cabe aqui anotar em apontamento é um esboço de resposta para as questões seguintes:

1) Precisam os manuais de serem certificados como prova de qualidade?

2) Se sim quem deve certificar os manuais?

3) Se não, como podemos auferir da qualidade de um manual?

E a minha resposta a 1) é claramente Não. Os manuais não precisam de certificados como os vinhos para serem bons manuais e, a serem certificados, são os profissionais de cada área quem os deve certificar e não o Ministério da Educação. E esta é também a minha resposta à questão 3): Quem deve aferir da qualidade dos manuais de uma disciplina são os profissionais dessa disciplina e não o Ministério. Ou então o Ministério se pretende exercer o controlo de qualidade deve remeter a análise dos manuais para os profissionais da área, isto, claro, se os profissionais da área quiserem realmente ter um papel importante na decisão do rumo futuro da sua disciplina. Caso contrário a certificação de manuais fica ao critério arbitrário do Ministério. É claro que para uma maioria de pessoas mais vale entregar essa maçada para o Ministério, mesmo que essa maioria se assuma com as competências para avaliar cientificamente manuais escolares e como se avaliar cientificamente manuais escolares se tratasse de uma tarefa para a qual a única competência exigida fosse uma licenciatura acabada há 10 anos.

Rolando Almeida

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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Platão e um ornitorrinco

9789722035903 A D. Quixote acaba de publicar um best seller em terras do tio Sam de divulgação da filosofia. Não conheço ainda o livro e desconheço os autores, mas já andei a investigar na internet e, pelo que li no site dos autores, fiquei com algum entusiasmo. Só resta mesmo esperar que os meses finais de 2008 salvem o ano de escassez de traduções em filosofia. Quando comprar o livro darei aqui mais informações.

Link para o site dos autores.

 

PLATAO E UM ORNITORRINCO

CATHCART, THOMAS E DANIEL KLEIN

D Quixote, 2008

publicado por rolandoa às 20:45

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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Kwame Anthony Appiah na Europa America

104539g Acabei de receber a informação da Europa América da edição da tradução de uma obra do filósofo Kwame Anthony Appiah. Kwame Anthony Appiah, é professor de Filosofia na Universidade Laurence S. Rockefeller e membro do Centro para os Valores Humanos da Universidade de Princeton. Foi criado no Gana e educado no Colégio Clare, em Cambridge. Entre os seus livros encontram-se: In My Father’s House, Thinking it Through e The Ethics of Identity. Juntamente com Henry Louis Gates Jr., é editor de Africana: The Encyclopedia of the African and African American Experience. Clicar na imagem para mais informações.

publicado por rolandoa às 16:59

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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Novo ano lectivo com novos manuais

Livro Como tenho defendido, o trabalho de análise crítica e pública de manuais deve ser feito. Não acredito que o Ministério da Educação tenha os meios para proceder à certificação de manuais, a não ser por decreto de lei feito na maioria das vezes por quem não sabe nem compreende da matéria. Quem deve fazer os manuais de filosofia são os professores de filosofia, quem os deve analisar e criticar, são os professores de filosofia. Grande parte do relativo sucesso deste blog deve-se ao trabalho de análise de manuais que tenho feito. Na primeira vez que fiz análise de manuais recebi algumas críticas pessoais menos bondosas, tais como a de que possuo interesses comerciais. Na verdade eu posso ter interesses comerciais e ainda assim defender bons manuais. Não vejo qual o problema disso. Na prática não tenho quaisquer interesse comercial. A melhor forma que arranjei para o mostrar foi abrir o blog à participação de todos, de qualquer modo não tive a participação dos meus mais ferozes críticos. Em época de novo ano lectivo, vamos todos iniciar o 11º com novos manuais. Desde já fica expresso aqui o convite para todos aqueles que desejarem apontar limitações e vantagens dos manuais com os quais vão trabalhar, que o possam fazer aqui neste espaço. Da minha parte continuarei a fazer o meu trabalho, com os manuais que estão adoptados na escola onde trabalho. Se os colegas fizeram o mesmo com os seus manuais, estou certo que contribuiremos todos para melhor defeitos e polir a disciplina. Para nota final resta dizer que continuo sem compreender por que razão os próprios autores não podem fazer este trabalho, principalmente quando falamos de filosofia, onde a discussão activa e crítica deveria constituir a principal prerrogativa. Não o fazem porque no nosso meio, discussão crítica pública é coisa levada a mal. Se temos filosofia no ensino secundário deveria também ser precisamente para mudar este comportamento medieval.

publicado por rolandoa às 00:45

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Rolando Almeida


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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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