Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Mestrados em Évora

188795679ef041daa53btl3 A Universidade de Évora vai abrir, em 2008/2009, a 2ª edição do Mestrado em Filosofia.

  • O mestrado tem 3 áreas de especialização:

Filosofia Contemporânea

Filosofia em portugal

Ética, Género e Cidadania

  • As matrículas, (on line),  decorrem de 1 a 31 de Julho

  • Foi pedida creditação ao ME para efeitos de progressão na carreira de Docentes do Ensino Secundário, no âmbito da Portaria nº 344/2008 (Clicar na imagem para mais infs.)

publicado por rolandoa às 20:49

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Sábado, 28 de Junho de 2008

Sóis de rubi

4029 Bem, já que o fim de semana está mais musical que filosófico, aqui mais uma das minhas sugestões para desencaspar ouvidos, os The Ruby Suns. Já fui melhor nesta coisa de analisar os discos que ouço, mas arrisco a comparar estes Ruby Suns aos Animal Collective. Que quer isto dizer? Que esta música é feita de pedaços de mariachi com rock anos 70, com rock século xxi, pigmentações electrónicas, canção popular, experimentação e uma dose insuperável de humor. Creio que este Sea Lion é já o segundo disco. As canções são verdadeiramente viciantes. Vale a pena passar um bom bocado no site da editora, aqui. E chega de discos. Brevemente indicarei algumas leituras filosóficas úteis em tempo de férias escolares.

publicado por rolandoa às 19:16

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Programa austero para fim de semana, uma sugestão

bm_cover Austerity Program é uma interessante banda de New York, que adapta sons orginários de um musculado hard core com o experimentalismo devedor de Glenn Branca e Sonic Youth. O álbum, Black Madonna é constituído por longas composições, uma espécie de opereta hard core. Ocasionalmente também me lembrei dos Shelac, a excelente banda de Steve Albini, o produtor que grava os seus discos directamente, sem produção. Motivo para dizer “em casa de ferreiro, espeto de pau”. E há ainda umas pitadinhas dos canadianos Godspeed! You black emperor, embora sem a melancolia carregada destes, mas numa vertente mais virada para os japoneses Boredoms, mas sem a violência inteligente destes. Um álbum a descobrir para quem gosta de sons electrizantes num ambiente claramente downtown. As flores da capa são enganadoras para o conteúdo! Creio que dá para ouvir alguma coisa aqui.Para conhecer a banda, aqui.

Austerity Program, Black Madonna

publicado por rolandoa às 18:42

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O assassinato da Filosofia

2085805089_cd84bbf014_o O colega Carlos Silva que tem colaborado neste blog activamente com sugestões na secção de comentários, deixou este texto do Público que merece destaque. Agradeço ao Carlos ter passado o texto.

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publicado por rolandoa às 17:41

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Psicofoda, Colin McGinn

  

mindfucking-785301

Vale a pena ler a recensão assinada por Vitor Guerreiro a

Mindfucking - A Critique of Mental Manipulation, o último livro de Colin McGinn

O texto é acompanhado pela tradução do Prefácio. Ver aqui(para subscritores da revista).

publicado por rolandoa às 14:58

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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Exames fáceis

schoolexamREX_468x360 Está instalada a polémica dos exames. Anualmente na altura dos exames temos polémica e sempre que se fala em Ministério da Educação temos polémica. E temos polémica precisamente porque sendo a educação um sector social vital, é também aí que se assiste a reformas umas atrás das outras sem resultados positivos. O ME em exercício só tem aprofundado os problemas, mas com umas limpezas de cosmética invulgarmente ditatoriais. Já se sabe de antanho que o ME resolve implementar exames, medidas e reformas ignorando as sociedades científicas, o que já de si é uma atitude muito estranha. Não sei o que se passa dentro daqueles corredores mas já dá para adivinhar a atitude de desresponsabilização, apontando o dedo aqui e ali, a professores e pais e a quem valha, quando se trata de resultados.

Rolando Almeida

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publicado por rolandoa às 14:48

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Albert Cossery

cossery Há uns posts atrás falei de Albert Cossery, um escritor que admiro. Pela leitura de alguns blogs soube do seu recente falecimento. Não me vou por aqui com os elogios que costumo ler de quem admira o escritor, de que é o último dandy, o último libertino, etc. até porque, normalmente esta malta daqui a nada anda a dizer o mesmo de outro escritor. Mas não tenho qualquer dúvida que a obra pouco extensa de Cossery é de uma vibração muito forte, do mais intenso que me lembro de ler. Por essa razão, pelos livros que nos deixou, lhe presto aqui a minha homenagem. A obra do autor está traduzida para a nossa língua pela Antígona.

publicado por rolandoa às 00:36

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Domingo, 22 de Junho de 2008

Antes que esqueça

tyg_home_wood_640 Num formato diferente daquele que mais marcou a sua fabulosa obra, os sons industriais electronicos, os Young Gods apresentam um novo albúm com versões acústicas das suas músicas. Não é porventura o seu forte, mas vale a pena fazer a revisitação das músicas de uma das bandas mais potentes dos anos 90, passando por albuns como L`eau Rouge, play kur weill ou only heaven, para citar os melhores entre os melhores. Os Young Gods foram um acto criativo muito singular. Uma boa sugestão para fim de semana.

publicado por rolandoa às 03:00

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Duas tradições?

0,,12064709-EX,00 Na secção de comentários recebi este muito interessante. Escrevi ao autor, Vitor Guerreiro, autor também do blog Ana Litica Mente e pedi para o publicar em forma de post. O comentário refere-se às pseudo divisões bairristas entre filosofia X e filosofia Y.

A diferença fundamental entre duas «tradições» (acho muita graça aos tiques que esta palavra disfarça), uma que se interessa pelos processos argumentativos e pelo conteúdo das ideias, e outra que se interessa na mera genealogia das ideias é esta: num dos casos, a importância de algo mede-se pela contribuição positiva que nos dá para o pensamento de algum problema identificável e capaz de ser formulado claramente. (Há a ideia idiota de que quanto mais obscuros e indefiníveis são os problemas, mais profundas são as cabeças que os congeminam), no outro caso, a importância de algo mede-se por nos fornecer um acervo de palavras inusitadas e irreverentes, que usaremos para exibir de um modo atrevido a nossa filiação na «tradição» particular que escolhemos. Depois é só imaginar as reacções epidérmicas que os outros vão ter ao constatar esta nossa afirmação genealógica - o sex appeal de se ser qualquer coisa acabada em "iano" (sim, porque os pós-modernóides desconstruíram o "ismo" - assim, já não há marxistas, há marxianos... e marcianos também). O appeal de se ser nietzscheano. Depois é a torrente de asneiras: um gajo diz que é monista ou que pensa x ou y acerca da mente, não porque tenha um pensamento claro e sistemático sobre o assunto, mas porque é espinosista, ou porque é nietzscheano, ou outra coisa qualquer. Quer dizer, o que importa não é o pensamento, é o modo irreverente como se atira aos mortais ignorantes a nossa filiação, a nossa erudição oca que só lá está a tapar uma ausência real de pensamento e uma proverbial e lusitana preguiça de pensar. Porque o que interessa nesta «tradição» continentalóide não é o trabalho filosófico mas um análogo mais sofisticado da mesma coisa que os putos fazem com os ídolos rock e as t-shirts estampadas.”

publicado por rolandoa às 00:17

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Sábado, 21 de Junho de 2008

Podem as máquinas pensar?

Digitalizar0001 « Stu: Estou a ver que te sentes confiante, o que é óptimo. Admito que não fui muito longe; mas, afinal de contas, sou apenas um estudante -- é verdade que sou um estudante de matemática, mas ainda assim sou apenas um estudante. Por outro lado, és um professor de filosofia. Este não tem sido por isso um debate justo. Conheço um professor de matemática que tenho a certeza que pode lidar contigo mais em pé de igualdade. Já discuti com ele este problema da mente/máquina e posso assegurar-te que ele não é nenhum simpatizante do mecanicismo. Na verdade, ele disse-me várias vezes que conhece uma refutação matemática do mecanicismo. Estás disposto a encontrares-te amanhã connosco, para ver se podes refutar a refutação dele? Ou só discutes com estudantes?

Phil: Tal como deves saber, nós filósofos investigamos a verdade até onde essa investigação nos conduzir -- mesmo que nos conduza a um professor de matemática. Traz-me lá então o teu professor de matemática. » p.28

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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Ensino sem exames

 exames Caminhamos a bons passos para o ideal romantico de sistema de ensino sem exames. Isso significa que somos mesmo muito bons e nem precisamos de avaliações como exames, já que nos stressam um pouco e não estamos para stresses. Ao mesmo tempo a armadilha é ultra eficaz: sem exames conseguimos sucesso com facilidade. Já que o ME deu cabo do exame de filosofia, vamos vendo o que acontece com os outros. Vale a pena ler o que diz Nuno Crato para o caso da matemática. Ler aqui o que roubei a Educação do Meu Umbigo de Paulo Guinote. esta conversa dos exames e da possibilidade de um ensino sem exames começa a enervar de tão idiota que é. Ainda está por justificar como é que um sistema de ensino pode funcionar sem exames sem, ao mesmo tempo, desvalorizar os conteúdos. A menos que fossemos realmente muito bons, o que não é verdade. Sem exames aprofundamos o nosso isolacionismo e mais vale mesmo evitar comparações com outros países. Por mais que se critique os sistemas educativos de outros países, a realidade que não devemos ocultar é que somos dos últimos em desempenhos elementares como leitura, interpretação e raciocínio.

publicado por rolandoa às 10:48

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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Ministério milagroso

fatima Mais uma tirada extra filosófica. Ocasionalmente não resisto a esta vontade de me armar em sociólogo pós modernaço e mandar a minha posta de pescada sobre notícias recentes, ainda que desvie o assunto principal do blog. Dá-me um ar de crítico clínico que toda a gente tem por estas bandas, com a  diferença que para o caso até sabemos bem quais as melhores soluções. O Ministério da Educação está feliz com os resultados a matemática e português nas provas de aferição, um verdadeiro sucesso que prova que não possuímos qualquer problema com o ensino e aprendizagem das matemáticas e até somos muito melhores que muitos outros países. O que é que isto tem a ver com a filosofia? Tem a ver porque resolve um dos maiores e mais abrasivos problemas filosóficos de sempre, da filosofia da religião, o problema da existência de deus. Os recentes resultados provam a existência de deus pois este Ministério conseguiu o que, em regra, se consegue resultado de muitas reformas consistentes, esforço e trabalho. Mas o nosso milagroso ministério da educação consegue resultados em um ano apenas porque deus existe e é grande e faz milagres. E eu já estou ansioso pelo próximo milagre, que consiste em fazer com que os alunos não vão fazer provas externas a par com outros países. Trabalho sério para quê se temos milagres na 5 de Outubro? Avé.

publicado por rolandoa às 10:22

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Informação do Centro Diálogos

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publicado por rolandoa às 00:31

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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Médicos em Portugal

medicina_394f23a O post que escrevi sobre as médias de entrada nos cursos de medicina referia-se a um aspecto: que a medicina, enquanto ciência não tem nem mais nem menos valor que a física, química ou matemática e no conjunto dos saberes não existe qualquer razão para sobrevalorizar a medicina em relação à filosofia ou à história. Expliquei que a sobrevalorização prende-se com o lobby instalado da Ordem dos Médicos em Portugal, que superprotege a classe e o seu comércio e inflaciona de forma estúpida as médias de entrada nos cursos de medicina. Mas no meu post não me interessou tanto a questão comercial da coisa, mas somente esclarecer o leitor de que não existe qualquer respeito em relação à medicina que todo e qualquer outro saber organizado não mereça em igual ou maior proporção.

Rolando Almeida

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publicado por rolandoa às 20:21

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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Space and Time

Sklar 361858 Existem dois conceitos que são daqueles que me incomodam, mas que também fujo deles a 7 pés, dada a complexidade dos mesmos. São eles o Espaço e Tempo. Confesso que sei muito pouco sobre esta matéria. Considero que a principal dificuldade consiste em balizar terrenos de investigação, ou seja, saber exactamente o que é que pertence ao domínio da física e ao domínio da metafísica. Recentemente andei às voltas com o livro de Lawrence Sklar, Philosophy of Physics para tentar compreender um pouco melhor estas questões. Só li ainda um capítulo, mas fui desde logo avisado pelo autor que não há milagres para compreender quando acaba a física e começa a metafísica. E isto porque espaço e tempo são conceitos que envolvem tanto de física, como de metafísica. Ora se envolve em parcelas muito próximas, a física, estou desde já tramado para compreender de forma mais eficiente os conceitos, dado que não sou propriamente um esperto em matemática. De todo o modo este blog não é um confessionário de lamúrias e já me sinto feliz por, pelo menos, me reservar um pouco mais quanto tiver de mandar uns bitaites sobre os conceitos de espaço e tempo. Como se não bastasse já pude compreender que nem sempre posso falar dos conceitos associados. Por exemplo, será que um pensamento existe no espaço? Se não existe, não faz sentido falar em espaço e tempo quando falo dos pensamentos. Mas também não tenho a certeza se existem no tempo. Para além de tudo, o tempo sugere movimento e este sugere causalidade, mas também não tenho a certeza da possibilidade de pontos fixos sem qualquer movimento, por conseguinte, sem serem causados. Se a física se debruça sobre os dados observacionais, a metafísica explora a questão para além do observável e a compreensão de espaço e tempo não se pode reduzir ao meramente observável, a modos que, talvez como sugeria Aristóteles, física e metafísica sejam áreas muito próximas, muito mais do que possamos pensar. Podemos pensar na física experimental, mas a física vai muito mais longe, é especulativa e debruça-se também sobre inobservável, pelo menos a física mais teórica. Bem, como já devo ter dito uma data de disparates, já tenho a tarde mais preenchida, mas gostaria que:

1) Os leitores pudessem denunciar os meus disparates com sugestões de reflexão e leitura.

2) Que se traduzisse algo introdutório sobre filosofia da física.

Referências:

Lawrence Sklar, Philosophy of Physics, Westview Press

Rui Fausto e Rita Marmoto (coord.), Tempo e Ciência, Gradiva (inclui um esclarecedor texto de Desidério Murcho)

publicado por rolandoa às 16:25

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Sábado, 14 de Junho de 2008

Casamento a três

Digitalizar0001 A passagem desta semana pela livraria trouxe-me um livro que é o resultado de um casamento a 3, mas feliz. Por um lado, o principal, trata-se de uma obra de um autor pelo qual mantenho a melhor admiração, George Orwell. Em segundo lugar, porque é publicado pela Antígona, uma das minhas editoras de sempre uma vez que publicou dos livros que mais me marcaram. E, finalmente, porque é traduzido por Desidério Murcho, uma pessoa que admiro muito, talvez não tanto pelo seu trabalho filosófico, mas muito pelo que tem feito na divulgação da filosofia no nosso país, sabendo fazê-lo como poucos. E gosto de George Orwell porque é um escritor terrivelmente honesto e directo, socialmente activo. Aliás, costumava fazer uma trilogia muito contestada com o 1984 de Orwell, o Admirável Mundo Novo de Huxley e o Mendigos e Altivos do egípcio Albert Cossery. O que é que estes livros tem em comum? Uma denúncia demolidora do amestramento a que conduz os excessos de poder. Se os primeiros dois livros são directos, o segundo talvez mais literário, o terceiro é arrasador, sarcástico, delicioso.

Rolando Almeida

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publicado por rolandoa às 16:19

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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Estudar medicina, monopólio ou Fiat para todos?

medico Vamos imaginar que eu quero abrir um snackbar no bairro onde vivo. Continuemos a imaginar que sou parente dos donos maioritários das lojas para alugar para comércio no meu bairro. A melhor forma de não ter concorrência é convencer os meus parentes a aumentar as rendas sempre que alguém queira abrir um snackbar. Claro que esta possibilidade não exclui uma outra de alguém apresentar um projecto muito viável impossível de recusar. Mas esse alguém teve uma oportunidade que a maioria não teve. Provavelmente é parente de um perito em economia e gestão ou, até, parente do Presidente da Câmara. Se esta for a situação, abrir um snackbar no meu bairro, por muito que até fosse negócio viável, é algo muito difícil de conseguir. E ao mesmo tempo é considerar que os snack bares são mais importantes que qualquer outro comércio, como por exemplo, uma frutaria ou uma tabacaria. Este é o esquema simples daquilo que conhecemos como lobby. Ao final de alguns anos as pessoas sabem que, no meu bairro, vão ter de se esforçar muito para abrir um snackbar e que as probabilidades de o abrir são remotas.

Rolando Almeida

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publicado por rolandoa às 00:35

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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Curso de ensino em filosofia na Universidade do Minho

image022 Ciclo de Estudos conducente ao Grau de Mestre em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário
O Ciclo de Estudos conducente ao Grau de Mestre em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário, criado no âmbito da implementação do processo de Bolonha, confere habilitação profissional para a docência de Filosofia para o Ensino Secundário, nos termos previstos pelo Regime Jurídico da Habilitação Profissional para a Docência na Educação Pré-escolar e nos Ensinos Básico e Secundário (Decreto-Lei nº 43/2007, de 22 de Fevereiro).
Este Ciclo de Estudos visa formar Professores de Filosofia para o Ensino Secundário que sejam profissionais informados, críticos e actuantes, capazes de:
- Reconstruir o seu pensamento e acção ao longo da vida;
- Estruturar, monitorizar e avaliar aprendizagens socialmente relevantes, no quadro do desenvolvimento integral dos indivíduos e da sua inclusão plena na escola e na sociedade;
- Incorporar metodologias orientadas pelos princípios da reflexividade, auto-direcção, criatividade e inovação, conferindo lugar de destaque à investigação, não só como fonte do conhecimento mas sobretudo como modo de conhecer e intervir;
- Desenvolver uma acção consciente, deliberada e responsável nos contextos da prática profissional.

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publicado por rolandoa às 10:43

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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Um computador chamado “Cosmos”

Digitalizar0001 Aqui há uns dias avistei este livro numa livraria. Ainda não me tinha dado conta dele porque é arrumado na secção infantil e só recentemente comecei a vasculhar essa secção, uma vez que o meu filhote só tem 6 meses. Dado o desconhecimento geral que existe de ciência, não sei se é muito correcto da minha parte apresentar este como um livro para adolescentes. Apesar de ter sido escrito a pensar no público jovem ele merece ser lido mesmo pelos adultos. Recordo quando eu gostava de ver notícias somente no Caderno Diário (um noticiário preparado para crianças, aqui há uns anos apresentado por Sofia Alves e, se não estou em erro, por Pedro Mourinho). Rapidamente deixei de ter vergonha em assumir isso. Como os materiais preparados para as crianças possuem grande preocupação pedagógica, numa boa parte das vezes são muito mais isentos de ideologia (nem sempre, infelizmente) do que os materiais exibidos aos adultos. Hoje pela manhã dirigi-me a uma livraria da cidade e lá me resolvi a comprar o livro. Passa-se o tempo todo a pensar que não podemos comprar os livros todos que gostamos 1) porque o dinheiro não chega para tudo, 2) porque é absurdo comprar mais livros que o tempo de que dispomos para os ler e é preciso saber delinear boas estratégias de consumo de livros. Mas nada melhor que a soneca do João Francisco (o meu bebé de 6 meses) durante a tarde – hoje resolveu tirar uma boa e grande soneca – para eu adiantar metade do livro (é de fácil leitura, não esqueçamos que foi escrito para adolescentes). E é um livro fantástico. Um conto muito bonito, sem grandes adornos literários, é certo, mas com uma escrita muito clara e fluente. Ao longo do conto são expostas as grandes teorias da astrofísica, mas são expostas de tal modo que nem nos apercebemos que estamos a aprender ciência. Imagino o efeito que terá num jovem leitor. Este tipo de livros são essenciais para mostrarmos aos nossos jovens o que é a ciência e o conhecimento, de um modo muito elementar, mas muito rigoroso. A capa do livro faz-me lembrar o cinema sci-fi dos anos 80. O livro foi escrito por Lucy e Stephenm Hawking, com a participação de Christophe Galfard, um francês, ex aluno de Stephen e que se dedica em França a ensinar ciência de forma lúdica. As ilustrações ao longo do livro são de Garry Parsons. Não gosto de fórmulas feitas, mas apetece-me usar uma ao dizer que este livro deveria ser de leitura obrigatória no ensino básico. E agora fico à espera que algum editor se lembre de traduzir as Philosophy Files do Stephen Law.

Lucy & Stephen Hawking, A chave secreta para o Universo, Ed. Presença, 2007, Trad. Alberto Gomes

Rolando Almeida

publicado por rolandoa às 20:29

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Vale a pena ler - silogismos e regras

Uma nova abordagem da silogística

arte1 Na edição de 2008 do manual Arte de Pensar para o 11º ano, a exposição da lógica silogística sofreu alterações significativas que mereceram já um ou dois comentários e muitos mais pedidos de esclarecimento. Propomo-nos abordar aqui um único aspecto: a substituição das oito regras tradicionais do silogismo por apenas cinco regras, uma das quais não prevista nas exposições tradicionais. Demonstraremos que a aplicação destas cinco regras é suficiente para excluir todos os modos inválidos de silogismo, reduzindo os válidos a quinze. Não se trata, pois, de alegar que ainda nunca foi apresentado um contra-exemplo que mostrasse a insuficiência das cinco regras. Trata-se de demonstrar que tais contra-exemplos não são possíveis.

Artigo completo:

http://aartedepensar.com/silogistica.html

publicado por rolandoa às 02:06

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Rolando Almeida


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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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