Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Porque é que não se traduz?

Uma das áreas de maior investimento no que respeita a uma política educativa que privilegia a transversalidade é a do critical thinking. Em Portugal esta área é praticamente inexistente, com honra de excepção ao curso da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências e Tecnologias. Como refere Luiz Moniz Pereira, um dos professores responsáveis pelo curso:
Paradoxalmente, o ensino da aptidão de pensamento crítico é raro, se não mesmo ausente dos cursos de Ciência ou de Engenharia em Portugal. Será excepção a cadeira de Pensamento Crítico que criámos na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Nova, seguindo recomendações de Bolonha de introdução de “Soft Skills” no Ensino Superior.”
Quer isto dizer que, mais dia menos dia, o Critical Thinking entra como disciplina obrigatória dos mais diversos currículos.
Em poucas palavras, em que consiste o ensino do critical thinking?
Rolando Almeida
publicado por rolandoa às 11:38

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Domingo, 22 de Julho de 2007

10 falsas questões sobre a filosofia

  1. Descubra as 10 falsas questões mais habituais sobre a filosofia. um dos artigos mais lidos e citados do blog nos últimos meses.
  2. Rolando Almeida


publicado por rolandoa às 17:45

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Sábado, 21 de Julho de 2007

Como comprar on line? O melhor método.

Alguns colegas tem feito a pergunta de como comprar na internet, sendo que o principal receio são os crimes e roubos informáticos. Devo começar por indicar que comprar na internet é tão ou até mais seguro que comprar nas lojas comerciais. Grande parte das coisas que tenho à minha frente foram pagas e compradas pela internet. O processo é muito simples e há modos seguros para o fazer.
Rolando Almeida
publicado por rolandoa às 22:07

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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

5º Encontro Nacional de Professores de Filosofia

Mais informações: spfil@spfil.pt

Consulte regularmente a página http://www.spfil.pt/5enpf.html

publicado por rolandoa às 02:43

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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

Seminário de Filosofia Prática

Seminário de Filosofia Prática
 
publicado por rolandoa às 11:04

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Metallica e Filosofia: um acidente no decorrer de uma cirurgia cerebral

Perante este tipo de edições aparece sempre as perguntas da praxe: “o que é que os Metallica tem a ver com filosofia?” Ou comentários como: “isso não vale nada; a filosofia não tem nada a ver com essas coisas mundanas”. Bem, poderia desde já perguntar se a filosofia não tem a ver com as coisas do mundo, tem a ver com quê? Com coisas sobrenaturais? Mas nesse caso a filosofia seria reduzida a uma banalidade, ou uma conversa sem coerência lógica, como é o caso da astrologia. Numa cultura descomplexada e sem preconceitos, a filosofia é talvez a disciplina que, a determinados níveis, melhor desce à rua. Isto claro se a filosofia for feita segundo as suas metodologias específicas. Segundo o editor desta obra, William Irwin, as letras dos Metallica encerram uma riqueza enorme e podem constituir o mote para a reflexão filosófica.  Nas palavras de Irwin, «os Metallica convidam constantemente a usar o pensamento, e este livro constitui o guia para pensar através da banda sonora da tua vida», claro está, referindo-se à sua banda de eleição, os Metallica.
Rolando Almeida
publicado por rolandoa às 00:15

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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Lógica e Filosofia nos programas de 10º e 11º - Parte I

INTRODUÇÃO
 
Este pequeno trabalho decorre da acção de formação, dinamizada pelo Sindicato Democrático dos professores da Madeira, entre os dias 22 e 26 de Maio de 2007, com o formador Desidério Murcho. Aqui pretendo mostrar algumas noções relevantes para o ensino eficaz da lógica para a disciplina de filosofia nos 10.º e 11.º anos de escolaridade. Ao escrever este trabalho, penso no desenvolvimento de todo o programa de filosofia uma vez que a lógica atravessa toda a argumentação racional e filosófica. Sem um conhecimento mínimo da lógica é impossível avaliar os argumentos dos filósofos, ainda que a um nível básico como o do ensino secundário. A lógica abre também a possibilidade do jovem estudante pensar autonomamente, podendo refutar proposições dos argumentos em análise, recorrendo aos textos e problemas da filosofia clássica e contemporânea. As noções que procuro tornar claras decorrem não só da acção de formação mas também da bibliografia em referência no final do trabalho. Aproveito para deixar uma palavra de agradecimento ao formador pela paciência aturada em ajudar os formandos a dissipar dúvidas e destruir falsas noções sobre a lógica e o seu ensino. Os disparates são da minha responsabilidade e espero não os cometer em demasia. Sendo que a lógica abre o lugar à crítica, deixo as minhas reflexões à prova.
Rolando Almeida
 
publicado por rolandoa às 15:46

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Lógica e Filosofia nos programas de 10º e 11º Parte II

 
 
4.       A forma lógica.
 
Neste ponto do meu trabalho vou centrar-me nas regras básicas da lógica proposicional e tentarei mostrar como é que a validade de alguns argumentos dependem do uso que se faz dos operadores verofuncionais.
O que fazemos na formalização dos argumentos é apurar as condições de verdade das proposições envolvidas num determinado argumento. Assim, com auxílio dos operadores verofuncionais, testamos a verdade de cada uma das proposições e, recorrendo às tabelas de verdade no cálculo proposicional, podemos observar se a regra da validade ocorre, que a verdade das premissas garanta a verdade da conclusão. Só o treino com os operadores verofuncionais nos permite detectar intuitivamente a falsidade de uma premissa. Seguro estou, neste ponto do meu trabalho, que um argumento pode ser composto por premissas e conclusão falsas e, ainda assim, garantir a validade. Igualmente seguro estou que, apesar dessa circunstância, a verdade das premissas garante a verdade da conclusão. E, em primeiro lugar, é este tipo de argumentos que pretendo apurar.
 
Em resumo, apresento uma tabela de verdade completa:
 
 
 
 
p       q
p Λ q
p V q
(exclusiva)
p V q
(inclusiva)
p → q
p ↔ q
V      V
V     F
F     V
F     F
V
F
F
F
F
V
V
F
V
V
V
F
V
F
V
V
V
F
F
V
 
publicado por rolandoa às 15:43

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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Verdades necessárias e contingentes

Nesta altura estava muito interessado no conceito de necessidade, estimulado em parte pelo trabalho revolucionário de Kripke. Entre as coisas que são verdadeiras, algumas são verdadeiras de uma maneira especialmente forte — são necessariamente verdadeiras. Estas verdades diferem das verdades que poderiam ter sido de outro modo — aquelas que são apenas contingentemente ou acidentalmente verdadeiras. Por exemplo, é verdade que sou um filósofo, mas isso não é uma verdade necessária: é perfeitamente concebível que eu me tivesse tornado outra coisa — psicólogo, baterista, canalizador. 
 
 
publicado por rolandoa às 23:09

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Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Um guia essencial de estudo da Filosofia

Aqui temos um livrinho, pequeno, que merece a consulta para todos aqueles que fazem do ensino da filosofia a sua profissão. Em Portugal temos trabalhos semelhantes feitos pelos autores dos manuais escolares, que servem como guias das aprendizagens em filosofia e como modelo para realizar o trabalho filosófico. Além do mais temos disponível um livro em tudo semelhante, mas adaptado à realidade portuguesa de Desidério Murcho, A natureza da filosofia e o seu ensino (Plátano, 2002). Trata-se de um pequeno mas importante estudo que reflecte sobre a natureza do ensino da filosofia, a sua especificidade e convida o professor de filosofia a evitar alguns lugares comuns no ensino da filosofia corrigindo aspectos centrais no ensino da disciplina. Deveria ser presença obrigatória na biblioteca do professor de filosofia e de todo aquele que se candidata a esse lugar. Constitui uma pequena e autêntica didáctica da disciplina com muitos conselhos úteis e exemplos práticos.
O livro de Warburton destina-se ao ensino da filosofia ao nível do secundário e fornece os instrumentos para se ensinar correctamente a filosofia, enquanto actividade crítica do pensamento dividindo-se em quatro pontos essenciais:
- Leitura dinâmica.
- Audição dinâmica.
- Discussão dinâmica.
- Escrita dinâmica.
O que entende Warburton por dinâmica? Precisamente que o aluno é agente de intervenção directa na sua aprendizagem na filosofia. Como o autor refere logo na introdução:
A principal coisa a lembrar quando estudares filosofia é que não és um mero espectador de um desporto. Tens de te empenhar nas ideias filosóficas como um filósofo e não um simples repórter das questões, à distância. Estudar filosofia envolve aprender a filosofar.”(p.3)
Este pequeno guia inclui ainda várias secções tais como a de fazer um plano de um pequeno ensaio filosófico, como escrever com clareza, como usar a internet, bibliografias, etc… Particularmente interessante é a secção sobre o plágio. Nela, Warburton dá exemplos práticos de uma citação como plágio e, a mesma citação, trabalhada de modo a não constituir plágio. Termina o livro com uma secção mais alargada dando sugestões de como o aluno se deve preparar para os exames e inclui as habituais sugestões de leitura, bem como endereços de internet que merecem consulta.
Pelo exposto se vê tratar-se de uma obra escrita para os alunos, constituindo um excelente guia, mas também podendo orientar o trabalho dos professores de filosofia. Uma excelente proposta para traduzir em língua portuguesa de interesse marcadamente escolar.
Nigel Warburton, Philosophy: the essential guide, Routledge, 2004, 93 pp.
Rolando Almeida
publicado por rolandoa às 21:09

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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

O que é a Lógica?

Todos nós raciocinamos. Tentamos descobrir como as coisas são raciocinando com base naquilo que já sabemos. Tentamos persuadir os outros de que algo é de determinada maneira dando-lhes razões. A lógica é o estudo do que conta como uma boa razão para o quê, e porquê. Temos no entanto de compreender esta afirmação de um certo modo. Aqui estão dois trechos de raciocínio — os lógicos chamam-lhes inferências:
 
1.       Roma é a capital da Itália, e este avião aterra em Roma; logo, o avião aterra na Itália.
2.       Moscovo é a capital dos EUA; logo, não podemos ir a Moscovo sem ir aos EUA.
 
            Em ambos os casos as afirmações antes do «logo» — os lógicos chamam-lhes premissas — são as razões dadas; as afirmações depois do «logo» — os lógicos chamam-lhes conclusões — são aquilo que as razões devem sustentar. O primeiro trecho de raciocínio está correcto, mas o segundo é completamente descabido, e não iria persuadir ninguém com um conhecimento elementar de geografia: a premissa de que Moscovo é a capital dos EUA é, simplesmente, falsa. Note-se que, contudo, se a premissa fosse verdadeira — por exemplo, se os EUA tivessem comprado a Rússia toda (e não apenas o Alasca) e tivessem mudado a Casa Branca para Moscovo para estarem perto dos centros do poder Europeus — a conclusão seria de facto verdadeira. A conclusão ter-se-ia seguido da premissa; e essa é a preocupação da lógica. A lógica não se preocupa em saber se as premissas de uma inferência são verdadeiras ou falsas. Isso é o trabalho de outras pessoas (neste caso, do geógrafo). A lógica apenas está preocupada em saber se a conclusão se segue das premissas. Os lógicos chamam válidas a todas as inferências em que de facto a conclusão se segue das premissas. Assim, o objectivo principal da lógica é compreender a validade.
 
Graham Priest, Lógica, Temas e Debates, 2002 (Trad. Célia Teixeira), p.15-16
 
publicado por rolandoa às 21:35

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Rolando Almeida


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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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