Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Argumentos dedutivos e não-dedutivos - Uma correcção

Afirma-se por vezes que nos argumentos dedutivos se «parte do geral para o particular» e que nos argumentos não-dedutivos se parte do «particular para o geral». Isto é falso, como se vê nos exemplos seguintes:
 
1)      Alguns filósofos são gregos.
Logo, alguns gregos são filósofos.
 
2)      Todos os corvos observados até hoje são pretos.
Logo, o corvo do João é preto.
 
1 é um argumento dedutivo, e no entanto não parte do geral para o particular. Tanto a premissa como a conclusão são particulares. E 2 é um argumento não-dedutivo. No entanto, não parte do particular para o geral. A premissa é geral* e a conclusão particular.
 
*Ainda que se considere que a premissa é particular (porque declara que só alguns corvos – os observados – são pretos), estamos perante um argumento não-dedutivo que não «parte» do particular para o geral, dado que a conclusão é particular.
 
Desidério Murcho, O lugar da lógica na filosofia, Plátano, p.102
publicado por rolandoa às 11:07

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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

Kwame Anthony Appiah - O problema da Indução

A pergunta de Hume é o que justifica a inferência, o “passo ou progressão da mente”:
Descobri, em todas as instâncias passadas, qualidades tão sensíveis aliadas a poderes tão secretos.
Portanto:
Qualidades sensíveis semelhantes sempre serão aliadas a poderes secretos semelhantes.
     Ele (Hume) diz que isso não é uma tautologia – e com isso ele quer dizer que não é uma verdade analítica -, que essas duas frases são equivalentes, de modo que a inferência não é logicamente válida ou “demonstrativa”. Isso é certamente verdade. Pois há mundos possíveis em que o pão é nutritivo até hoje e talvez não será nutritivo no futuro, porque, por exemplo, podemos perder as enzimas que digerem os carbohidratos que o pão contém depois que a terra for irradiada por raios cósmicos intensos. E ele diz que não é intuitivo: não sabemos que ela é verdadeira por intuição.
Mas, como ele indica, parece que a proposição seria uma inferência válida se acrescentarmos mais uma premissa:
 
            UNIFORMIDADE: O futuro parecerá como o passado.
 
            Ou seja, parece que, se acrescentarmos esse princípio da uniformidade da natureza, poderemos raciocinar da seguinte maneira:
 
            INDUÇÃO:        No passado o pão era nutritivo
                                        O futuro parecerá como o passado
            Logo:                  No futuro o pão será nutritivo.
 
            Hume achava que o problema da indução era que o princípio da uniformidade da natureza não era nem uma verdade lógica nem intuitivo e que, portanto, não havia qualquer razão óbvia para que acreditássemos nele. Afinal, ele próprio é uma generalização. Se a única maneira de justificar uma generalização é usar um argumento dessa forma, teríamos que argumentar em defesa do princípio da uniformidade da natureza da seguinte maneira:
 
            INDUÇÃO:        No passado o futuro parecia como o passado
                                      O futuro vai parecer como o passado
            Logo:               O futuro vai parecer com o passado.
 
Mas isto é obviamente um argumento do tipo petição de princípio! Ou seja, a conclusão repete uma das premissas. Ninguém que estivesse já convencido que a natureza é uniforme poderia ser persuadido a aceitar este argumento.
O problema principal com o tipo de inferência que ocorre na INDUÇÃO é que, ao contrário das inferências dedutivas, que são logicamente válidas, a conclusão diz mais que as premissas. Chamamos a este tipo de inferência, “ampliativas”: elas ampliam ou vão além das premissas.
Uma maneira de ver se a inferência é ampliativa é observar se a conclusão é verdadeira em todos os mundos possíveis em que as premissas são verdadeiras. Numa inferência logicamente válida, a conclusão é verdadeira em todos os mundos possíveis em que as premissas são verdadeiras. Portanto, numa inferência dedutiva podemos chegar à conclusão com bastante confiança porque ela é verdadeira em todos os mundos em que as premissas são verdadeiras. Mas numa inferência indutiva, começamos com premissas que mostram que estamos numa certa classe de mundos e chegamos a uma conclusão que é apenas verdadeira em alguns daqueles mundos. Como a informação contida na conclusão é maior que a informação nas premissas, parece que simplesmente fabricamos alguma informação!
Kwame Anthony Appiah, Introdução à Filosofia Contemporânea, Vozes,Brasil, 2006, pp.149-150 (texto adaptado por Rolando Almeida)
 
 
publicado por rolandoa às 18:59

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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Tempo e Ciência

A questão do tempo é desde sempre uma questão pensada pelos filósofos. É o tempo ilusão? Ou existe como qualquer outra realidade que identificamos como física? Mas se existe o tempo, qual a nossa noção de mudança? E existe mudança porque existe tempo ou tempo porque existe mudança? E o que é existir no tempo? Num pequeno mas rigoroso artigo, Desidério Murcho apresenta sucintamente como a filosofia contemporânea pensa a questão do tempo, seja do ponto de vista da metafísica ou do ponto de vista da filosofia da física. O texto funciona como uma pequeníssima e boa introdução a uma das questões metafísicas da filosofia e, além do mais, trata-se de um artigo desafiante dada a forma como as próprias questões são colocadas.
Decorrente do ciclo de colóquios «Tempo e Ciência», integrado no âmbito da programação de Coimbra Capital da Cultura 2003, que contou com a colaboração do Museu Nacional de Ciência e da Técnica, bem como do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, surge esta colectânea de ensaios promovendo uma atitude interdisciplinar para discutir um problema da ciência e do saber. Organizado por Rui Fausto e Rita Marmoto, o volume publicado em 2006 pela excelente colecção Ciência Aberta da Gradiva, colige ensaios de astrofísicos, químicos, físicos e filósofos, para além de outros. Para além do artigo de Desidério Murcho, sugere-se a leitura do artigo de Martin Rees, do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge. Trata-se de um artigo pequeno, claro e extremamente vivo na forma como nos são colocados os problemas do cosmos pela astronomia, um pouco do modo como Carl Sagan nos habituou nos seus textos. De resto todos os artigos possuem muito interesse e é uma viagem pelo tempo enquanto problema do conhecimento que fazemos ao longo do livro.
Recomenda-se vivamente!
Rolando Almeida
 
Rui Fausto e Rita Marmoto (coord.), Tempo e Ciência, Gradiva, 2006
publicado por rolandoa às 02:22

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Manifesto europeu em defesa da instrução e da cultura

 

Manifesto europeu em defesa da instrução e da cultura

http://www.sauv.net/meurotext.php?lang=PT

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publicado por rolandoa às 13:26

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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

Filosofia em conferência

Desidério Murcho profere duas conferências no Porto no próximo dia 23 de Fevereiro. A primeira, intitulada "Does Science Need Philosophy?", às 12 horas, no Auditório IBMC, Universidade do Porto, Rua Campo Alegre, 823, Porto. A segunda, intitulada "O Papel da Filosofia no Secundário", às 15:30, na sala do Departamento de Filosofia da Universidade do Porto (piso 1, torre B)

publicado por rolandoa às 16:37

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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Conhecimento: de Hume a Kripke

David Hume mostrou o problema da indução para o conhecimento científico. Ao mostrá-lo revelou-se céptico em relação ao conhecimento. Kant, despertado pela exposição de Hume, procurou solucionar o problema adiantando que o conhecimento é proveniente dos sentidos, a posteriori, mas não se fica por aí, sendo a capacidade de entendimento do sujeito , a priori, que formula conhecimentos necessários e universais (juízos sintéticos a priori).
Com efeito:
« Restava, para este filósofo, uma questão: saber se a metafísica poderia ser considerada uma ciência. Mas a resposta foi negativa porque, em metafísica, não era possível formular juízos sintéticos a priori. As questões metafísicas - a existência de Deus e a imortalidade da alma - caíam fora do âmbito da ciência, ao contrário da ciência medieval em que o estatuto de cada ciência dependia, sobretudo, da dignidade do seu objecto, sendo a teologia e a metafísica as mais importantes das ciências.
A «solução» de Kant dificilmente é satisfatória. Ao explicar o carácter necessário e universal das leis científicas, Kant tornou-as inter-subjectivas: algo que resulta da nossa capacidade de conhecer e não do mundo em si. Quando um cientista afirma que nenhum objecto pode viajar mais depressa do que a luz, está para Kant a formular uma proposição necessária e universal, mas que se refere não à natureza íntima do mundo, mas antes ao modo como nós, seres humanos, conhecemos o mundo. Estavam abertas as portas ao idealismo alemão, que teria efeitos terríveis na história da filosofia. Nos anos 70 do século XX, o filósofo americano Saul Kripke (1940- ) iria apresentar uma solução parcial ao problema levantado por Hume que é muito mais satisfatória do que a de Kant. Kripke mostrou, efectivamente, como podemos inferir conclusões necessárias a partir de premissas empíricas, de modo que a necessidade das leis científicas não deriva do seu carácter sintético a priori, como Kant dizia, mas antes do seu carácter necessário a posteriori.»
 
Aires Almeida, Filosofia e ciências da natureza: alguns elementos históricos
Este artigo de Aires Almeida encontra-se integralmente disponível em www.criticanarede.com. A pequena introdução é da minha responsabilidade.
publicado por rolandoa às 00:44

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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

Reportagem: para que serve a filosofia?

Clique no link a seguir para visualizar a reportagem da SIC no Jornal da Noite:


Mms://espalhabrasas.sapo.PT/vod/fb197b58b14d2a3f8255380829212ff1.wmv

publicado por rolandoa às 19:57

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Filosofia: Princípios e Problemas - Roger Scruton

“Este livro procura fazer da filosofia algo apetecível. (…) espero que o leitor acabe a leitura deste livro com uma ideia clara da importância da filosofia, não somente das questões especializadas, mas também para a vida no mundo moderno”
 
Este é a mensagem que aparece logo no prefácio desta obra de Roger Scruton, o filósofo Britânico. De leitura acessível, o autor percorre diversos temas e problemas da filosofia, com uma análise que tem tanto de clara, como rigorosa. Scruton introduz o leitor nos problemas com algumas noções históricas relevando a importância das suas principais influências, Kant e Wittgenstein. Nesta pequena obra atravessa-se alguns dos principais problemas da filosofia, desde a verdade, sujeito – objecto, tempo, deus, a liberdade ou a moralidade.
 
Leitura aliciante e que se recomenda não só a professores do secundário, mas também ao público em geral. E seria muito interessante traduzir esta obra.
Roger Scruton, Philosophy, Principles and Problems, Continuum, London/New York, 2005
 
Rolando Almeida
publicado por rolandoa às 13:53

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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

Ser Professor

Os bons professores inspiram os seus estudantes, bom, alguns deles. Em contrapartida, os maus professores podem fazer com que os estudantes fiquem a odiar um assunto para o resto da vida. Infelizmente, é muito mais simples ser um mau professor do que ser um bom, e não é preciso ser mesmo mau para ter o mesmo efeito negativo do que alguém que é, genuinamente, completamente horrendo. É muito mais fácil destruir a confiança de alguém do que ajudá-los a recuperá-la.
O ensino é muito importante. Não é só uma necessidade chata que paga o nosso salário para que possamos usufruir do prazer da pesquisa.
Na minha opinião, a característica mais importante dos bons professores é que se põem na posição do estudante. Não é só uma questão de dar aulas claras e correctas e corrigir testes; o objectivo principal é ajudar o estudante a compreender as matérias. Quer estejas a dar uma aula ou a falar com estudantes durante as horas de serviço, tens de lembrar-te que aquilo que parece ser perfeitamente óbvio e transparente para ti pode bem ser misterioso e opaco para alguém que nunca se deparou com essas ideias na vida.
Eu tentava sempre lembrar-me disso. Quando se está a corrigir testes, é fácil começar a pensar, «Já lhes ensino estas há vinte anos, e eles ainda não compreendem». Mas cada novo ano traz novos estudantes, que se deparam com muitas das mesmas dificuldades dos seus predecessores, cometem os mesmos erros, enganam-se nas mesmas coisas. Não é culpa deles se tu já viste tudo isso a acontecer várias vezes.
(…)
Ainda me consigo lembrar claramente das minhas primeiras aulas; era mais fácil para mim ensinar naquela altura do que dez anos mais tarde. Passado um bocado, ficas a saber demasiado, e há o perigo de que tentes passar todo esse conhecimento e esclarecimento aos alunos. É um grande erro. Eles não têm a mesma perspectiva que tu tens. Por isso aplica-se o princípio KISS: keep it simple, stupid. Limita-te aos pontos principais e tenta não devaneares, se para o fazeres os estudantes tiverem de compreender ideias novas que não pertencem ao programa, não importa o quão fascinantes e esclarecedoras elas te possam parecer.
O sistema americano é mais directo do que o britânico neste aspecto. Tipicamente, existe um manual aceite e um programa estipulado – ao ponto de se saber quais as páginas e parágrafos específicos que têm de ser incluídos – de forma que o conteúdo do curso está estabelecido e toda a gente sabe o que ele é, ou deveria saber. Mas há ainda espaço para a contribuição do professor, e há um equilíbrio delicado entre ajudar os estudantes ao dar a nossa própria perspectiva da matéria, e confundi-los ao introduzirmos demasiados ideias desnecessárias.
Por isso, antes de dizeres a alguém algo que não esteja no programa, precisas de te perguntar a ti mesma, se eu fosse uma estudante, que tivesse lido o manual de estudo até esta página específica e não mais, o que é que me ajudaria mais a compreender a matéria? E o passo fundamental em arranjares uma boa resposta é teres a certeza de que tu própria compreendes a matéria.
(…)
Nas escolas primárias britânicas, o sistema educativo chegou a um ponto onde se falha espectacularmente neste processo. Temos hoje em dia um «curriculum nacional» altamente prescritivo, em que os professores têm de – literalmente – pôr cruzes em centenas de caixinhas para avaliar o progresso dos estudantes. Conseguem contar até cinco? Cruzinha. Conseguem somar cinco e três? Cruzinha. Está assumido que o que conta é serem capazes de obter a resposta. Mas aquilo que é realmente importante é como é que eles obtêm a resposta. Sou antiquado o suficiente para acreditar que de qualquer forma eles têm de obter a resposta correcta; não defendo um sistema em que não se dê importância ao «método». Mas estou absolutamente convencido de que pôr cruzinhas numa série de caixinhas não é maneira de ensinar matemática a quem quer que seja.
 
Ian Stewart, Cartas a Uma Jovem Matemática, Relógio D`Água, 2006, p.123-29 (trad. Pedro Ferreira)
 
publicado por rolandoa às 00:14

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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

ZarcoSofia em Divulgação - Parte II

ZarcoSofia em divulgação na rádio - Parte II - No passado dia 03/02/2007, Jacinta Rodrigues conduz a entrevista com Rolando Almeida.

Ouvir em:

http://www01.madeira-edu.pt/estabensino/ebsgz/NOTICIAS/zarcosofiaentrevista2.htm

Agradecimentos:

Professor Vitório

Clara Jasmins

Jacinta Rodrigues

C. Executivo da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco

Rádio Jornal da Madeira 88.8FM

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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

De novo Êutifron – por Peter Singer

Alguns teístas dizem que a ética não faz sentido sem a religião porque o próprio significado de «bem» é «aquilo que Deus aprova». Platão refutou uma tese semelhante há mais de 2000 anos, argumentando que se os deuses aprovam uma acção, é porque essa acção é um bem; não pode ser a aprovação dos deuses que a torna um bem. A perspectiva alternativa torna a aprovação divina totalmente arbitrária: se os deuses por acaso aprovassem a tortura e reprovassem a ajuda aos nossos semelhantes, a tortura teria sido um bem e a ajuda ao próximo um mal. Alguns teístas modernos tentaram subtrair-se a este tipo de dilema sustentando que Deus é bom e portanto não poderia sancionar a tortura; mas esses teístas caem numa armadilha provocada pela sua própria posição. Que poderão querer dizer com a afirmação que Deus é bom? Que Deus é aprovado por Deus?
 
Peter Singer, Ética Prática, Gradiva, p.20
publicado por rolandoa às 19:43

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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

Educação

Quando a formação permanece sem alterações durante períodos de tempo muito grandes, as tradições passam intactas de geração em geração. Mas, quando o que é necessário aprender muda rapidamente, especialmente no decurso de uma só geração, torna-se muito mais difícil saber o que deve ser ensinado e como deve ser ensinado. Assim, os estudantes queixam-se da falta de pertinência do que aprendem; o respeito pelos mais velhos diminui. Os professores desesperam com a deterioração do nível educacional e com a apatia dos alunos. Num mundo em transição, os estudantes e os professores necessitam de aprender a ensinar a si próprios uma aptidão essencial – aprender a aprender.
 
Carl Sagan, Um mundo infestado de demónios, p. 322
publicado por rolandoa às 22:48

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Sábado, 3 de Fevereiro de 2007

Como andamos de sons. Duas sugestões.

Registo aqui dois discos como sugestão para desencaspar ouvidos. Ambos edições portuguesas da Trem Azul.

Will Holshouser Trio "reed song" Trem Azul, 2002

 

Carlos Barreto "lokomotiv" Trem Azul, 2003

Espero que os possam apreciar tanto quanto eu.

Rolando A

publicado por rolandoa às 13:37

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A Origem da Acção

Através do microscópio da biologia molecular, ficamos a conhecer a origem da acção nas primeiras macromoléculas que eram suficientemente complexas para, em vez de apenas sofrerem efeitos, poderem realizar acções. A sua acção não é como a nossa. Elas não sabem o que fazem. Em contrapartida, nós sabemos quase sempre muito bem o que fazemos. No que temos de melhor – e de pior – nós, os agentes humanos, podemos realizar acções intencionais, depois de deliberarmos conscientemente as razões a favor e contra. A acção macromolecular é diferente; há razões para aquilo que fazem, mas que são por elas ignoradas. O seu tipo de acção é, contudo, o único solo possível para o desenvolvimento das sementes de onde emerge a nossa própria acção.
Há qualquer coisa de estranho e de vagamente repelente neste tipo de quase-acção – apesar de toda aquela imensa azáfama para cumprir objectivos, «não está ninguém em casa». As máquinas moleculares realizam as suas espantosas habilidades, com uma elegância tão evidente como é o facto de não terem o menor conhecimento do que fazem.
 
Daniel Dennett, Tipos de mentes, Temas & Debates, 2001, p.32-33 
publicado por rolandoa às 02:00

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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

Informação do CEF

Boletim Informativo

Está já disponível o segundo número do Boletim Informativo do CEF-SPF. Pedimos a todos os colegas que o divulguem nas suas escolas, nomeadamente em reunião de grupo, ou afixando-o em local adequado. Nada no Boletim é novo para quem visita regularmente este site. O problema, contudo, é que a maior parte dos colegas não o visitam e por isso não têm conhecimento dos materiais e actividades que temos procurado produzir e divulgar, e que lhes dizem respeito. Assim, divulgar este Boletim nas escolas é um contributo fundamental para fazer circular a informação. Produziremos outro Boletim no início do terceiro período.

(informação dada no site do CEF - http://www.cef-spf.org/ )

http://www.cef-spf.org/docs/boletim2.pdf

publicado por rolandoa às 20:37

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ZarcoSofia Hertziano Parte II

Este Sábado, 03/02/2007, entre as 09:30m e 10:00m, sairá no éter a segunda parte da entrevista de Jacinta Rodrigues a Rolando Almeida sobre as actividades desenvolvidas no projecto ZarcoSofia. Tudo em 88.8FM.

publicado por rolandoa às 00:18

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Rolando Almeida


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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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