Domingo, 22 de Junho de 2008

Antes que esqueça

tyg_home_wood_640 Num formato diferente daquele que mais marcou a sua fabulosa obra, os sons industriais electronicos, os Young Gods apresentam um novo albúm com versões acústicas das suas músicas. Não é porventura o seu forte, mas vale a pena fazer a revisitação das músicas de uma das bandas mais potentes dos anos 90, passando por albuns como L`eau Rouge, play kur weill ou only heaven, para citar os melhores entre os melhores. Os Young Gods foram um acto criativo muito singular. Uma boa sugestão para fim de semana.

publicado por rolandoa às 03:00

link do post | favorito
5 comentários:
De Vitor Guerreiro a 23 de Junho de 2008 às 11:20
Há um aspecto desta oposição entre o acústico e o eléctrico que me faz confusão, embora eu perceba perfeitamente o que é dito com ela e por que se usa as palavras assim. Contudo, não deixa de fazer parte daqueles tropeções que acabam por se institucionalizar. É o seguinte:

Os sons «eléctricos» são um fenómeno acústico como todos os outros fenómenos acústicos. Contudo, chamamos «guitarras acústicas» às guitarras que não ligamos à electricidade. Mas bolas, tanto uma como outra produzem fenómenos acústicos: vibrações no ar que são interpretadas pelo cérebro como «música», consoante as relações entre os sons produzidos.

Só pela curiosidade.
De Vitor Guerreiro a 23 de Junho de 2008 às 11:32
Repara mais uma vez na precisão que os anglo-saxónicos usam e na elegância de não ter medo de usar as palavras o mais próximo possíveis das coisas: «unplugged». (desligado da tomada).

O que nós chamamos «versão acústica» de uma canção, os gajos designam simplesmente de «versão unplugged».

Haverá canções que não sejam acústicas? Bolas, até os quatro minutos e trinta segundos (ou algo assim) de silêncio, do John Cage, é acústica - por um lado, a ausência de vibração faz tanto parte dos fenómenos acústicos como a presença da vibração, por outro lado, essa é a ironia da peça: nunca há ausência de vibração. De cada vez que a peça é executada, ouvimos todos os sons «periféricos» que não consideramos parte das execuções. A peça silenciosa é um comentário à ausência real do silêncio. Isso ou um pedantismo do Cage... dá para tudo.)

Claro que os anglos também usam a expressão «acoustic guitar» para significar todos os cordofones que não tenham amplificação eléctrica. Aqui podemos ter uma interpretação do «instrumento acústico» no sentido de que a amplificação do som depende apenas da caixa acústica do próprio instrumento, o que não acontece nos instrumentos eléctricos. Mas ainda assim, parece estranho.
De rolandoa a 23 de Junho de 2008 às 21:30
Victor,
Usa-se a expressão acústica para nos referirmos à música que depende exclusivamente da "acústica" ambiente. Usa-se "electrica" para referir a música que depende de uma origem ou fonte electrica e, por exemplo, "lectro-acústica" para designar a mistura de ambas. Em língua inglesa também se usa a expressão "música acústica".
abraço
De Vitor Guerreiro a 24 de Junho de 2008 às 00:11
Compreendo o uso que se faz da linguagem, pá. A questão era mesmo saber se esse uso não esconde uma incompreensão. Claro que isto não implica propor que se mude o uso da linguagem. São coisas diferentes. Provavelmente fazê-lo só geraria mais confusão. Contudo, há algo que é possível fazer sem gerar necessariamente confusão quando detectamos uma incompreensão oculta no uso da linguagem: conseguir novas formas de dizer o mesmo, clarificando a confusão sem gerar novas confusões. Com sorte, ao longo do tempo, essas novas designações vão pegar. É este o trabalho que certos linguistas se recusam a fazer, confiando ao invés na intervenção legislativa e na burrice política. É o caso do acordo ortográfico.

Abraço
De Vitor Guerreiro a 24 de Junho de 2008 às 00:11
Compreendo o uso que se faz da linguagem, pá. A questão era mesmo saber se esse uso não esconde uma incompreensão. Claro que isto não implica propor que se mude o uso da linguagem. São coisas diferentes. Provavelmente fazê-lo só geraria mais confusão. Contudo, há algo que é possível fazer sem gerar necessariamente confusão quando detectamos uma incompreensão oculta no uso da linguagem: conseguir novas formas de dizer o mesmo, clarificando a confusão sem gerar novas confusões. Com sorte, ao longo do tempo, essas novas designações vão pegar. É este o trabalho que certos linguistas se recusam a fazer, confiando ao invés na intervenção legislativa e na burrice política. É o caso do acordo ortográfico.

Abraço

Comentar post

Rolando Almeida


pesquisar

 
Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

Posts Recentes

NOVO ENDEREÇO: http://fil...

Nova religião digital

Problemas again

Escolha um título,...

A censura na nova religi&...

Filosofia na web – ...

Mais um “AQUI&rdquo...

Uma situaçã...

E?

Exigências para se ...

Arquivos

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Favoritos

Relação entre a filosofia...

Luta na filosofia ou redu...

A filosofia não é uma arm...

Argumentos dedutivos e nã...

16 de NOVEMBRO DE 2006, D...

PAGAR NA MESMA MOEDA

Um ponto de vista comum n...

DILEMA DE ÊUTIFRON

O que é a validade?

Nova Configuração no Blog

Sites Recomendados

hit counter
Clique aqui para entrar no grupo artedepensar
Clique para entrar no grupo artedepensar
Contacto via e-mail
AddThis Feed Button
RSS