Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Jornadas da Filosofia na EBSGZ

argue-1 Integradas nas actividades da EcoEscolas, amanhã, pelas 15 horas, realiza-se as Jornadas da Filosofia na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco. Dois grupos de alunos vão discutir publicamente, na Sala de Sessões, o problema moral do impacto do progresso no meio ambiente. Esperamos que seja do agrado de todos. Um jurí final decidirá qual o grupo que melhor argumentou o problema e haverá prémios de participação para ambos os grupos. Esta é uma actividade da responsabilidade do Grupo De filosofia da escola.

publicado por rolandoa às 20:05

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10 comentários:
De António Paulo a 22 de Maio de 2008 às 22:10
É uma boa iniciativa. Muita gente inclusive colegas) considera que a filosofia é algo de tão abstracto e por isso desligado do mundo, esta iniciativa , no âmbito das actividades da EcoEscolas (programa que à partida parece não ter nada a ver com a filosofia) vem desmistificar esta ideia falsa.
Continuação de bom trabalho.
Um abraço
António Paulo
De rolandoa a 22 de Maio de 2008 às 22:51
Olá Paulo,
Bem, somos nós, professores de filosofia que temos por função desmistificar essa ideia pessima que por ai anda da filosofia. É que se ao menos a ideia fosse pessima, mas verdadeira!!! o problema é que é falsa e, lamento dizê-lo, começa nas universidades, passa pelas aulas e acaba nos manuais.
Amanhã já publico aqui fotos e outras surpresas do encontro.
De Carlos Silva a 23 de Maio de 2008 às 00:07
Rolando,

Em relação a essa temática recomendo, se me é permitido, um pequeno livro intitulado:

Renascimento e Modernidade - do Poder da Magia à Magia do Poder - de João Maria André (livraria Minerva).

O seu autor defende a tese de que, ao nível da definição das diferentes racionalidades, uma das grandes rupturas operadas entre o século XVI e XVII, de que Galileu e Descartes são os grandes obreiros, reside na passagem de uma razão estética para uma razão técnica, na passagem de uma percepção estética do mundo para uma racionalização maquinal.
Pretende, assim, fazer o balanço entre aquilo que teremos ganho com a revolução científica do século XVII e o que teremos perdido, apresentando o confronto, actual, entre "Ecologia" e "Economia". Um livro interessante e de leitura acessível.

Já agora, Rolando, para quem aprecia, como eu, temas relacionados com a Filosofia da História, deixo aqui a referência a

"50 Grandes Pensadores da História", de Marnie Hughes-Warrington, Editora Contexto.

O original inglês apresenta-se traduzido em português do Brasil. Um livro, também, interessante.

Carlos Silva
De rolandoa a 23 de Maio de 2008 às 00:30
Caro Carlos,
Obrigado pelas referências. Como introdução e actual não conheço melhor leitura que a de Peter Singer. Aliás, a chamada "ética aplicada" acaba por se afirmar na filosofia com ele. Claro que há um série quase infinita de boas sugestões. Fez bem em partilhar as referências, que ficam para os colegas apreciarem, apesar de me parecer que o livro de João André, pelo que me diz não se trata de uma leitura introdutória. De todo o modo desconheço-o.
Bem, o livro de Marnie Hughes-Warrington é mais história da filosofia por autores do que propriamente filosofia da história, mas acredito que seja uma boa obra apesar de não a ter na minha biblioteca. Tenho uma outra que o Carlos é capaz de apreciar e com a boa notícia que está a ser traduzida para sair na Gradiva, que é a história da filosofia do Anthony Kenny em 4 volumes. Só tenho o volume 4 que saiu em 2007 e esta história vale a pena por várias razões, mas por uma principal: é que o autor, sendo filósofo e não historiador, teólogo de Oxford, discute os argumentos dos filósofos, de modo que é uma história crítica, com óbvias vantagens para aprender filosofia de modo activo e não passivo. Mais para a frente vou falar no blog deste volume 4 que ainda vou devorando nos tempos livres de burocracias escolares :-)
Abraço
De Carlos Silva a 23 de Maio de 2008 às 01:03
Rolando,

O livro que referi,

"50 Grandes Pensadores da História", de Marnie Hughes-Warrington, Editora Contexto,

pode ser visto como um História da Filosofia mas referente a pensadores da História, daí ter apresentado o livro como pertencente à categoria da Filosofia da História. Nele são apresentados tanto autores "menores", se assim se pode chamar, como gigantes do pensamento: Dilthey, Foucault (autor interessante e actual, embora controverso. Desenvolve, a nível de Fil. Política o conceito de "Biopoder"), Hegel, Heidegger (amado por uns, odiado por outros, mas, sem dúvida, importante. Basta ver as ramificações que a partir dele surgiram: existencialismo de Sartre, a fenomenologia de Merleau-Ponty, a hermenêutica de Gadamer e Ricoeur, a teoria política de Arendt e Marcuse, a teologia e a psicologia e o pos-modernismo de Derrida); Kant, Kuhn, Marx, entre outros.

Em relação à história que refere, possuo a "História Concisa de Filosofia Ocidental", de A. Kenny. Uma boa história é a do jesuíta Copleston, em nove volumes, da Ariel. Os livros da Gradiva, são também preciosos auxiliares para o ensino da Filosofia.

Carlos JC Silva

De rolandoa a 23 de Maio de 2008 às 01:21
Explicado Carlos. Não tinha realmente percebido isso e acabei por não entender um ponto do seu comentário inicial. Ok!
Tenho alguns textos de um colaborador no blog sobre o conceito de biopoder. Já li muito Foulcault e creio que é um autor muito interessante. Não me parece é que seja um autor central na filosofia e é mais estudado em cursos de sociologia, de feminismos, etc. do que nos cursos de filosofia.
Pessoalmente acho mais importante o existencialismo de Sartre do que o de Heidegger. Tenho alguma dificuldade em compreender porque é que Heidegger é considerado um autor central na filosofia contemporânea, uma vez que os estudos dele me parecem tudo menos centrais. E é verdade que Heidegger é tomado por uns como uma espécie de dinossauro contemporâneo da filosofia, ao passo que para outros é tomado como um charlatão. Também acabei por criar uma ideia negativa de Heidegger pelo modo como o autor me foi imposto ao longo de todo o curso na universidade. Sim , já me tinham falado da história da filosofia do Coplstone. A edição que cita é espanhola não é? É que é sempre bom saber isso, uma vez que há colegas que não lêem em inglês e o espanhol é bom recurso. Eu próprio tenho dezenas de livros em espanhol. Já agora aproveito para dizer que o Corte Ingles faz sempre o favor de me enviar os livros sem me cobrar portes, com 10% de desconto e ao preço de espanha. Acabei por desistir de comprar livros em espanhol quando me habituei a ler em inglês. De todo o modo vou investigar sobre essa história da filosofia no amazon.
Obrigado pelas referências
Podemo-nos tratar por tu?
abraço
De rolandoa a 23 de Maio de 2008 às 01:24
Cá está Carlos, já sei qual é. É antiga mas realmente é muito bem referenciada:
http://www.amazon.com/Frederick-Coplestons-History-Philosophy/lm/1616OC9WOFRMJ

De Carlos Silva a 23 de Maio de 2008 às 01:54
Rolando,

A História da Filosofia de Copleston, a que fiz alusão, é, de facto, tradução espanhola. Foi-me referenciada nos (saudosos) tempos da universidade, pelo "grande" Miguel Baptista Pereira, então professor da cadeira de Antropologia Filosófica.
Temos que admitir que não é só de França que surgem boas propostas. Porventura, actualmente Inglaterra e EUA lideram a produção no domínio da Filosofia.
Sinceramente desconheço os 4 volumes do Kenny.

Abraço,
Carlos JC Silva
De catia faria a 23 de Maio de 2008 às 15:25
Olá Rolando,

Óptima iniciativa. Grande parte dos meus alunos encontra-se, precisamente, nesta altura, em redacção de um ensaio filosófico em que tomam posição sobre o memso problema.
Gostaria por isso, se possível, que disponibilizasses a informação que puderes,aqui no blogue,sobre a actividade, de forma a eles darem depois uma espreitadela.

Obrigada, Cátia
De rolandoa a 23 de Maio de 2008 às 18:06
Claro Cátia,
ainda hoje deixarei aqui novidades e , se possível, com fotografias.é um gosto partilhar
abraço

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Rolando Almeida


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Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa.

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